Perfil do trigo · São Paulo
Trigo em Campina do Monte Alegre (SP)
Em 19 anos, Campina do Monte Alegre (SP) saiu de 720 para 3.750 toneladas de trigo (cresceu 421%). Na safra 2024 foram 2.500 hectares a 25,0 sacas por hectare. Fonte: IBGE/PAM.
Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal (PAM), safra 2024. Dados atualizados em .
Dados-chave
- Produção de trigo: 3.750 toneladas
- Área plantada: 2.500 hectares
- Produtividade: 1.500 kg/ha (25,0 sacas/ha)
- Posição nacional: 424º maior produtor de trigo do Brasil
- Valor da produção: R$ 6,68 mi
- Janela de plantio (trigo): 1 de abril a 20 de junho
- Exportação do estado (SP): US$ 4 mil em trigo (grão)
- Preço ao produtor (trigo): R$ 82,23 por saca de 60 kg (SP)
- Custo de produção (trigo): R$ 96,67 por saca (total) · R$ 5.639/ha
- Margem estimada (trigo): −R$ 14,44 por saca (preço − custo total)
- Preço mínimo (trigo): R$ 82,40 por saca de 60 kg (PGPM)
- Crédito de custeio (trigo): R$ 825 mil contratados · 187 ha financiados
- Armazenagem de grãos: 4.990 t de capacidade estática · 1 unidades
Produção de trigo em Campina do Monte Alegre — série histórica
Toneladas por ano-safra. Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal (PAM), tabela 1612.
Ver série completa em números
| Safra | Produção (t) | Área plantada (ha) | Produtividade (kg/ha) | Valor (R$ mil) |
|---|---|---|---|---|
| 2024 | 3.750 | 2.500 | 1.500 | 6.675 |
| 2023 | 7.350 | 3.500 | 2.100 | 9.482 |
| 2022 | 2.550 | 850 | 3.000 | 4.208 |
| 2021 | 840 | 700 | 1.200 | 1.336 |
| 2020 | 1.785 | 700 | 2.550 | 2.124 |
| 2019 | 1.350 | 450 | 3.000 | 1.026 |
| 2018 | 750 | 500 | 1.500 | 488 |
| 2017 | 2.400 | 800 | 3.000 | 1.392 |
| 2016 | 2.400 | 800 | 3.000 | 1.486 |
| 2015 | 1.500 | 500 | 3.000 | 864 |
| 2014 | — | — | — | — |
| 2013 | — | — | — | — |
| 2012 | — | — | — | — |
| 2011 | 630 | 350 | 1.800 | 271 |
| 2010 | 630 | 350 | 1.800 | 409 |
| 2009 | 497 | 290 | 1.713 | 318 |
| 2008 | 468 | 280 | 1.671 | 204 |
| 2007 | 504 | 280 | 1.800 | 202 |
| 2006 | 588 | 280 | 2.100 | 188 |
| 2005 | 720 | 300 | 2.400 | 389 |
Fonte: IBGE/PAM. Valores nominais.
Como Campina do Monte Alegre se compara
| Indicador | Campina do Monte Alegre | Média SP | Média Brasil |
|---|---|---|---|
| Produtividade (kg/ha) — safra 2024 | 1.500 | 2.693 | 2.649 |
Fonte: IBGE/PAM.
Perguntas frequentes
Quanto Campina do Monte Alegre produziu de trigo na safra 2024?
Campina do Monte Alegre colheu 3.750 toneladas de trigo em 2.500 hectares na safra 2024, uma produtividade de 1.500 kg/ha (25,0 sacas/ha). Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal.
Campina do Monte Alegre é o maior produtor de trigo do Brasil?
Não. Na safra 2024, Campina do Monte Alegre (SP) ocupou a 424ª posição no ranking nacional de produção de trigo por município.
Qual a produtividade do trigo em Campina do Monte Alegre?
A produtividade do trigo em Campina do Monte Alegre foi de 1.500 kg/ha na safra 2024 — abaixo da média nacional, de 2.649 kg/ha. Fonte: IBGE/PAM.
Como evoluiu a produção de trigo em Campina do Monte Alegre?
Entre 2005 e 2024, a produção de trigo em Campina do Monte Alegre passou de 720 para 3.750 toneladas (+421%). Fonte: IBGE/PAM.
Quando plantar trigo em Campina do Monte Alegre?
Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Campina do Monte Alegre vai de 1 de abril a 20 de junho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de abril a 10 de junho. Portaria 450 de 29-10-2025.
Qual a estimativa da safra atual de trigo em São Paulo?
Para a safra 2025, a CONAB estima 351.100 toneladas de trigo em São Paulo (o estado inteiro), em 115.000 hectares. O dado por município só fecha depois, com o IBGE.
Para onde vai o trigo que São Paulo exporta?
São Paulo exportou US$ 3.879 em trigo (grão) em 2025, cerca de 0 toneladas. O principal destino foi a Cuba (50% do volume). Fonte: Comex Stat. A atribuição por município não é publicada; o dado é estadual.
Quanto vale a saca de trigo hoje em Campina do Monte Alegre?
Em agosto de 2026, o preço médio recebido pelo produtor de trigo em São Paulo foi de R$ 82,23 por saca de 60 kg, segundo a pesquisa de preços da CONAB. O valor varia de praça para praça e a cada semana. Para referência, a paridade de exportação (preço internacional de US$ 263/t × dólar a R$ 5,09) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio/deságio da praça. Fontes: CONAB, Banco Mundial e Banco Central.
Qual o preço mínimo do trigo em Campina do Monte Alegre?
O preço mínimo garantido ao produtor (PGPM) na safra 2026 é de R$ 82,40 por saca de 60 kg de trigo em São Paulo (Portaria MAPA nº 895). O preço de mercado ao produtor em agosto de 2026 (R$ 82,23/saca) estava 0% acima desse piso. Fonte: CONAB.
Quanto custa produzir trigo em Campina do Monte Alegre?
Em novembro de 2025, o custo total de produção de trigo nas regiões produtoras de São Paulo foi de cerca de R$ 96,67 por saca de 60 kg (R$ 5.639 por hectare), incluindo custeio, custos fixos e a renda dos fatores (terra e capital). Só o custo operacional (sem terra e capital) foi de R$ 81,34 por saca. É um custo de referência por região, não por lavoura. Fonte: CONAB — Custos de Produção.
É lucrativo plantar trigo em Campina do Monte Alegre?
Com o preço médio ao produtor de R$ 82,23/saca em agosto de 2026 e o custo de produção de R$ 96,67/saca (total) em novembro de 2025, a margem sobre o custo total foi de −R$ 14,44 por saca (e de +R$ 0,89 sobre o custo operacional). Para uma produtividade de 25 sacas/ha, isso dá cerca de −R$ 361 por hectare. Ou seja, o preço não cobriu o custo total de produção — situação comum quando o custo inclui a remuneração da terra e do capital. Preço e custo são de meses diferentes e variam por lavoura — trate como estimativa. Fontes: CONAB.
Quanto de crédito rural foi para o trigo em Campina do Monte Alegre?
Em 2025, produtores de trigo em Campina do Monte Alegre contrataram cerca de R$ 825 mil em crédito rural de custeio para o trigo, cobrindo cerca de 187 hectares (algo como R$ 4.408 por hectare). É o financiamento do ciclo da lavoura registrado no SICOR do Banco Central — não inclui recursos próprios, barter nem crédito de fornecedor. Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural.
Quanto de Campina do Monte Alegre é área agrícola?
No mapeamento do MapBiomas de 2025, cerca de 80% de Campina do Monte Alegre era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), sendo 36% de lavoura. A vegetação natural remanescente era de 19%. Fonte: MapBiomas — Cobertura e Uso da Terra, Coleção 11 (classificação de satélite, por município).
Quantos armazéns tem em Campina do Monte Alegre?
Campina do Monte Alegre tem 1 unidades armazenadoras cadastradas na CONAB, com capacidade estática total de 4.990 toneladas de grãos — o equivalente a cerca de 133% da produção de trigo do município na safra 2024. A capacidade é de todas as culturas, não só de trigo. Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM); é uma foto da posição atual do cadastro.
Estimativa da safra atual em São Paulo
O número acima é da última safra fechada por município (IBGE). Para a safra 2025, a estimativa mais recente para São Paulo (estado inteiro) é de 351.100 toneladas em 115.000 hectares (3.053 kg/ha).
Fonte: CONAB — Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, atualizado em . Estimativa estadual, não municipal.
Calendário do trigo em Campina do Monte Alegre
Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Campina do Monte Alegre vai de 1 de abril a 20 de junho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de abril a 10 de junho.
Janela do ZARC (Portaria 450 de 29-10-2025) para plantio em sequeiro; varia com o ciclo da cultivar e o tipo de solo.
Exportação de trigo de São Paulo
Em 2025, São Paulo exportou US$ 4 mil em trigo (grão) — cerca de 0 toneladas. Principal destino: Cuba (50% do volume).
Fonte: Comex Stat / Secex, atualizado em . Exportação por UF de origem; não há atribuição por município.
Preço do trigo em Campina do Monte Alegre
Preço médio mensal recebido pelo produtor em São Paulo, R$ por saca de 60 kg. Fonte: CONAB — Preços de Mercado.
O preço ao produtor é a média que a CONAB pesquisa a cada mês no estado — o que o produtor de fato recebe pela saca. Ele varia de praça para praça e a cada semana. O preço mínimo (PGPM) é o piso garantido pelo governo, fixado pela Portaria MAPA nº 895. A paridade de exportação (preço internacional × dólar) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio ou deságio da praça.
Fontes: CONAB — Preços de Mercado (preço médio ao produtor), atualizado em e Preço Mínimo (PGPM); Banco Central — dólar de venda; Banco Mundial — Pink Sheet. Não usamos indicadores de preço de licença fechada (ex.: CEPEA/Esalq).
Custo de produção e margem — trigo em Campina do Monte Alegre
| Componente do custo | R$/saca 60 kg |
|---|---|
| Custeio (variável) | R$ 62,57 |
| Custos fixos | R$ 18,77 |
| Terra e capital | R$ 15,33 |
| Custo total | R$ 96,67 |
Custo total de produção por saca de 60 kg, R$ nominais. Fonte: CONAB — Custos de Produção.
O custo total soma o custeio (sementes, fertilizantes, defensivos, operações), os custos fixos e a renda dos fatores — o quanto a terra e o capital próprio renderiam em outro uso. Sem esses dois últimos, fica o custo operacional, mais próximo do desembolso. Com o preço ao produtor de agosto de 2026 (R$ 82,23/saca), o trigo em Campina do Monte Alegre não cobriu o custo total, com margem de −R$ 14,44 por saca.
Custo de referência das regiões produtoras de São Paulo, atualizado em — não é o custo da sua lavoura. Preço e custo podem ser de meses diferentes. Fonte: CONAB — Custos de Produção (agricultura empresarial).
Crédito rural do trigo em Campina do Monte Alegre
Em 2025, produtores de Campina do Monte Alegre contrataram R$ 825 mil em crédito rural de custeio para o trigo, financiando cerca de 187 hectares. O custeio banca o ciclo da lavoura (sementes, insumos, tratos); é só a parte feita com crédito rural registrado — recursos próprios e barter não entram.
Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural (SICOR), atualizado em . O ano é o de emissão do contrato.
Armazenagem de grãos em Campina do Monte Alegre
Capacidade estática = quanto os armazéns do município guardam ao mesmo tempo, somando todas as culturas (não só trigo). Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM), posição de . É uma foto do cadastro, não uma série.
Uso do solo em Campina do Monte Alegre
No mapeamento do MapBiomas de 2025, 80% de Campina do Monte Alegre era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), dos quais 36% de lavoura.
Fonte: MapBiomas — Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra (Coleção 11), ano de referência 2025. Classificação de satélite; pode divergir do cadastro fundiário. Área mapeada: 18.447 ha.
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