Cotação · preço ao produtor

Cotação do arroz: preço da saca por estado

Em agosto de 2026, a saca de 60 kg de arroz foi paga ao produtor a R$ 94,45 na média nacional apurada pela CONAB (+10.5% em relação ao mês anterior). Preço mínimo do governo: R$ 80,00. Dólar de 28/09/2026: R$ 5,213. Paridade de exportação: R$ 147,33/sc.

Fonte: CONAB — Preços de Mercado (nível produtor), referência de agosto de 2026. Atualizado em .

Hoje, 30/09/2026: dólar R$ 5,213 (28/09/2026, Banco Central) · paridade de exportação do arroz no porto ≈ R$ 147,33/sc. O preço ao produtor (fazenda) é apurado mês a mês pela CONAB — referência atual: agosto de 2026. Da paridade no porto até a porteira saem o frete e os custos de embarque.

Preço ao produtor (média Brasil)
R$ 94,45
▲ 10,5%
R$/saca 60 kg · agosto de 2026 · CONAB
Preço mínimo (PGPM)
R$ 80,00
piso do governo · safra 2026 · próx.: R$ 88,44
Dólar
R$ 5,213
28/09/2026 · Banco Central
Paridade de exportação (porto)
R$ 147,33
R$/sc no porto, a partir do preço internacional e do câmbio · o produtor recebe isto menos o frete

Leitura do preço

Onde o preço de arroz ao produtor — R$ 94,45/sc em agosto de 2026 — se posiciona frente às referências oficiais:

  • vs. preço mínimo (PGPM) +18% O preço de mercado está acima do piso garantido pelo governo.
  • vs. custo total (CONAB) −8% O preço não cobre o custo total (que inclui terra e capital) — veja o custo operacional abaixo.
  • vs. custo operacional +6% O preço cobre o custo de bolso (custeio + custos fixos), sem contar terra e capital.
  • vs. paridade de exportação (porto) −36% Diferença esperada: entre a paridade no porto e o preço na porteira ficam o frete até o porto, as despesas de embarque e a margem de quem origina o grão (a "base"). Não é, por si, espaço de alta — e cresce quanto mais longe do porto.

Na faixa dos últimos 12 meses (R$ 68,43 a R$ 94,45), o preço atual está a 100% do piso — perto do topo do intervalo.

Sazonalidade (média histórica de cada mês desde 2011): arroz costuma ter o menor preço em abril e o maior em novembro.

Preço da saca de arroz ao produtor — série histórica

R$ 9411-0118-1026-08

R$/saca 60 kg, média nacional, mês a mês. Fonte: CONAB — Preços de Mercado. Mín. 12 m: R$ 26,47 · máx.: R$ 163,04. · Baixar a série (CSV, nacional + por estado)

Preço real de arroz — corrigido pela inflação

A mesma série, com cada mês trazido para o poder de compra de hoje (deflator IPCA/IBGE, via Banco Central). Em termos reais, a saca está bem abaixo da média histórica. Frente à média real dos últimos 10 anos (R$ 108,65/sc), está −13%.

R$ 9411-0118-1026-08

R$/saca 60 kg em valores de agosto de 2026 (deflator IPCA). Preço nominal: CONAB — Preços de Mercado. Índice: IPCA/IBGE (série do Banco Central).

Preço da saca de arroz por estado

agosto de 2026
EstadoUFR$/saca 60 kg
Rio Grande do Norte RN R$ 118,05
Goiás GO R$ 104,91
Pará PA R$ 104,70
Paraná PR R$ 103,75
Tocantins TO R$ 103,00
Minas Gerais MG R$ 100,20
Rio Grande do Sul RS R$ 94,45
São Paulo SP R$ 94,00
Maranhão MA R$ 93,85
Mato Grosso MT R$ 92,50
Piauí PI R$ 86,50
Rio de Janeiro RJ R$ 85,50
Santa Catarina SC R$ 79,52
Ceará CE R$ 78,50

Preço médio recebido pelo produtor. Fonte: CONAB — Preços de Mercado, nível produtor. A diferença entre estados é, em boa parte, frete até o porto e proximidade das esmagadoras (a "base"), não o mercado valorizando o grão de forma diferente — compare com cuidado.

Preço internacional e paridade no porto

Preço internacional
US$ 471
por tonelada · FOB Golfo dos EUA · agosto de 2026 · Banco Mundial
Paridade no porto
R$ 147,33
por saca de 60 kg, ao câmbio atual (US$/t × câmbio × 0,06)

É quanto a saca renderia posta no porto de exportação. O produtor no interior recebe menos que isso: descontam-se o frete rodoviário até o porto, as despesas de embarque e a margem de quem origina o grão (a "base"). Essa diferença é um custo estrutural e cresce com a distância ao porto — não é, por si, espaço de valorização. Referência internacional: Banco Mundial (soja US$/t, FOB Golfo dos EUA), não um preço brasileiro.

Custo de produção e margem

Custo total (CONAB)
R$ 103,01
R$/saca · março de 2026 · média nacional
Margem bruta (preço − custo)
−R$ 8,56
negativa · preço de agosto de 2026 vs custo de março de 2026

Preço e custo têm datas de referência diferentes — a margem é uma indicação, não o resultado da sua lavoura.

Perguntas frequentes

Qual o preço da saca de arroz hoje?

A referência mais recente é de agosto de 2026: R$ 94,45 por saca de 60 kg, na média nacional ao produtor (CONAB). O preço varia bastante por estado — a tabela nesta página traz o valor de cada UF. É um preço mensal; para variação diária, acompanhe o câmbio e a paridade de exportação, também nesta página.

Qual estado paga mais caro pelo arroz?

Em agosto de 2026, o maior preço ao produtor foi Rio Grande do Norte (R$ 118,05/sc) e o menor foi Ceará (R$ 78,50/sc). Mas compare com cuidado: o preço na porteira é, na prática, um preço de referência menos o frete e os custos de movimentação do grão até o destino (a chamada "base"). Estados mais perto dos portos de exportação, das esmagadoras ou dos centros consumidores tendem a pagar mais; os mais distantes, menos. A maior parte da diferença entre estados é logística, não o mercado valorizando de forma diferente o grão de cada um.

Vale a pena vender do arroz agora?

Com o preço ao produtor a R$ 94,45/sc e o custo de produção da CONAB em R$ 103,01/sc, a margem bruta é de R$ -8,56/sc (negativa). Isso é uma média nacional e não considera o custo real da sua lavoura, a época de venda nem a política de estoque. A decisão precisa de análise da sua situação.

De onde vêm estes números

CONAB — Preços de Mercado Preço médio recebido pelo produtor pela saca de 60 kg, por UF, na pesquisa mensal da Companhia Nacional de Abastecimento (nível produtor). Dado público, atualização mensal.
CONAB — PGPM Preço mínimo de garantia por safra — piso que o governo assegura ao produtor.
Banco Central · Banco Mundial Câmbio do dólar (BACEN/SGS) e preço internacional de referência (Banco Mundial — Pink Sheet), que alimentam a paridade de exportação. O preço real usa o IPCA (IBGE), série do BACEN, como deflator.

Metodologia e frescor de cada fonte →

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