Perfil do trigo · Mato Grosso do Sul
Trigo em Ponta Porã (MS)
Na safra 2024, Ponta Porã (MS) colheu 18.000 toneladas de trigo em 25.000 hectares — produtividade de 12,0 sacas por hectare (720 kg/ha). Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal.
Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal (PAM), safra 2024. Dados atualizados em .
Dados-chave
- Produção de trigo: 18.000 toneladas
- Área plantada: 25.000 hectares
- Produtividade: 720 kg/ha (12,0 sacas/ha)
- Posição nacional: 115º maior produtor de trigo do Brasil
- Valor da produção: R$ 21,60 mi
- Janela de plantio (trigo): 1 de abril a 10 de junho
- Preço ao produtor (trigo): R$ 76,00 por saca de 60 kg (MS)
- Custo de produção (trigo): R$ 114,53 por saca (total) · R$ 4.963/ha
- Margem estimada (trigo): −R$ 38,53 por saca (preço − custo total)
- Preço mínimo (trigo): R$ 82,40 por saca de 60 kg (PGPM)
- Crédito de custeio (trigo): R$ 266 mil contratados · 109 ha financiados
- Armazenagem de grãos: 910.061 t de capacidade estática · 82 unidades
Produção de trigo em Ponta Porã — série histórica
Toneladas por ano-safra. Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal (PAM), tabela 1612.
Ver série completa em números
| Safra | Produção (t) | Área plantada (ha) | Produtividade (kg/ha) | Valor (R$ mil) |
|---|---|---|---|---|
| 2024 | 18.000 | 25.000 | 720 | 21.600 |
| 2023 | 81.529 | 28.911 | 2.820 | 78.268 |
| 2022 | 17.600 | 8.000 | 2.200 | 26.400 |
| 2021 | 1.000 | 11.000 | 1.000 | 1.430 |
| 2020 | 30.000 | 12.000 | 2.500 | 30.000 |
| 2019 | 16.800 | 8.000 | 2.100 | 11.760 |
| 2018 | 9.000 | 6.000 | 1.500 | 7.272 |
| 2017 | 10.800 | 6.000 | 1.800 | 5.940 |
| 2016 | 15.120 | 6.000 | 2.520 | 9.571 |
| 2015 | 6.300 | 3.000 | 2.100 | 4.091 |
| 2014 | 6.300 | 3.000 | 2.100 | 3.969 |
| 2013 | 1.800 | 2.000 | 1.800 | 1.170 |
| 2012 | 5.400 | 3.000 | 1.800 | 2.916 |
| 2011 | 4.000 | 6.000 | 1.000 | 1.664 |
| 2010 | 10.800 | 6.000 | 1.800 | 3.780 |
| 2009 | 15.000 | 10.000 | 1.500 | 5.775 |
| 2008 | 10.500 | 10.000 | 1.500 | 4.725 |
| 2007 | 6.300 | 7.000 | 900 | 2.543 |
| 2006 | 13.500 | 15.000 | 900 | 3.780 |
| 2005 | 24.000 | 20.000 | 1.200 | 6.713 |
Fonte: IBGE/PAM. Valores nominais.
Como Ponta Porã se compara
| Indicador | Ponta Porã | Média MS | Média Brasil |
|---|---|---|---|
| Produtividade (kg/ha) — safra 2024 | 720 | 1.395 | 2.649 |
Fonte: IBGE/PAM.
Perguntas frequentes
Quanto Ponta Porã produziu de trigo na safra 2024?
Na safra 2024, Ponta Porã (MS) produziu 18.000 toneladas de trigo em 25.000 hectares plantados — o equivalente a 12,0 sacas por hectare (720 kg/ha). Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal.
Ponta Porã é o maior produtor de trigo do Brasil?
Não. Na safra 2024, Ponta Porã (MS) ocupou a 115ª posição no ranking nacional de produção de trigo por município.
Qual a produtividade do trigo em Ponta Porã?
A produtividade do trigo em Ponta Porã foi de 720 kg/ha na safra 2024 — abaixo da média nacional, de 2.649 kg/ha. Fonte: IBGE/PAM.
Como evoluiu a produção de trigo em Ponta Porã?
Entre 2005 e 2024, a produção de trigo em Ponta Porã passou de 24.000 para 18.000 toneladas (-25%). Fonte: IBGE/PAM.
Quando plantar trigo em Ponta Porã?
Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Ponta Porã vai de 1 de abril a 10 de junho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de abril a 10 de junho. Portaria 448 de 29-10-2025.
Qual a estimativa da safra atual de trigo em Mato Grosso do Sul?
Para a safra 2025, a CONAB estima 51.300 toneladas de trigo em Mato Grosso do Sul (o estado inteiro), em 22.500 hectares. O dado por município só fecha depois, com o IBGE.
Quanto vale a saca de trigo hoje em Ponta Porã?
Em agosto de 2026, o preço médio recebido pelo produtor de trigo em Mato Grosso do Sul foi de R$ 76,00 por saca de 60 kg, segundo a pesquisa de preços da CONAB. O valor varia de praça para praça e a cada semana. Para referência, a paridade de exportação (preço internacional de US$ 263/t × dólar a R$ 5,09) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio/deságio da praça. Fontes: CONAB, Banco Mundial e Banco Central.
Qual o preço mínimo do trigo em Ponta Porã?
O preço mínimo garantido ao produtor (PGPM) na safra 2026 é de R$ 82,40 por saca de 60 kg de trigo em Mato Grosso do Sul (Portaria MAPA nº 895). O preço de mercado ao produtor em agosto de 2026 (R$ 76,00/saca) estava -8% acima desse piso. Fonte: CONAB.
Quanto custa produzir trigo em Ponta Porã?
Em novembro de 2025, o custo total de produção de trigo nas regiões produtoras de Mato Grosso do Sul foi de cerca de R$ 114,53 por saca de 60 kg (R$ 4.963 por hectare), incluindo custeio, custos fixos e a renda dos fatores (terra e capital). Só o custo operacional (sem terra e capital) foi de R$ 84,82 por saca. É um custo de referência por região, não por lavoura. Fonte: CONAB — Custos de Produção.
É lucrativo plantar trigo em Ponta Porã?
Com o preço médio ao produtor de R$ 76,00/saca em agosto de 2026 e o custo de produção de R$ 114,53/saca (total) em novembro de 2025, a margem sobre o custo total foi de −R$ 38,53 por saca (e de −R$ 8,82 sobre o custo operacional). Para uma produtividade de 12 sacas/ha, isso dá cerca de −R$ 462 por hectare. Ou seja, o preço não cobriu o custo total de produção — situação comum quando o custo inclui a remuneração da terra e do capital. Preço e custo são de meses diferentes e variam por lavoura — trate como estimativa. Fontes: CONAB.
Quanto de crédito rural foi para o trigo em Ponta Porã?
Em 2024, produtores de trigo em Ponta Porã contrataram cerca de R$ 266 mil em crédito rural de custeio para o trigo, cobrindo cerca de 109 hectares (algo como R$ 2.440 por hectare). É o financiamento do ciclo da lavoura registrado no SICOR do Banco Central — não inclui recursos próprios, barter nem crédito de fornecedor. Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural.
Quanto de Ponta Porã é área agrícola?
No mapeamento do MapBiomas de 2025, cerca de 81% de Ponta Porã era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), sendo 63% de lavoura. A vegetação natural remanescente era de 18%. Fonte: MapBiomas — Cobertura e Uso da Terra, Coleção 11 (classificação de satélite, por município).
Quantos armazéns tem em Ponta Porã?
Ponta Porã tem 82 unidades armazenadoras cadastradas na CONAB, com capacidade estática total de 910.061 toneladas de grãos — o equivalente a cerca de 5.056% da produção de trigo do município na safra 2024. A capacidade é de todas as culturas, não só de trigo. Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM); é uma foto da posição atual do cadastro.
Estimativa da safra atual em Mato Grosso do Sul
O número acima é da última safra fechada por município (IBGE). Para a safra 2025, a estimativa mais recente para Mato Grosso do Sul (estado inteiro) é de 51.300 toneladas em 22.500 hectares (2.280 kg/ha).
Fonte: CONAB — Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, atualizado em . Estimativa estadual, não municipal.
Calendário do trigo em Ponta Porã
Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Ponta Porã vai de 1 de abril a 10 de junho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de abril a 10 de junho.
Janela do ZARC (Portaria 448 de 29-10-2025) para plantio em sequeiro; varia com o ciclo da cultivar e o tipo de solo.
Preço do trigo em Ponta Porã
Preço médio mensal recebido pelo produtor em Mato Grosso do Sul, R$ por saca de 60 kg. Fonte: CONAB — Preços de Mercado.
O preço ao produtor é a média que a CONAB pesquisa a cada mês no estado — o que o produtor de fato recebe pela saca. Ele varia de praça para praça e a cada semana. O preço mínimo (PGPM) é o piso garantido pelo governo, fixado pela Portaria MAPA nº 895. A paridade de exportação (preço internacional × dólar) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio ou deságio da praça.
Fontes: CONAB — Preços de Mercado (preço médio ao produtor), atualizado em e Preço Mínimo (PGPM); Banco Central — dólar de venda; Banco Mundial — Pink Sheet. Não usamos indicadores de preço de licença fechada (ex.: CEPEA/Esalq).
Custo de produção e margem — trigo em Ponta Porã
| Componente do custo | R$/saca 60 kg |
|---|---|
| Custeio (variável) | R$ 63,56 |
| Custos fixos | R$ 21,26 |
| Terra e capital | R$ 29,71 |
| Custo total | R$ 114,53 |
Custo total de produção por saca de 60 kg, R$ nominais. Fonte: CONAB — Custos de Produção.
O custo total soma o custeio (sementes, fertilizantes, defensivos, operações), os custos fixos e a renda dos fatores — o quanto a terra e o capital próprio renderiam em outro uso. Sem esses dois últimos, fica o custo operacional, mais próximo do desembolso. Com o preço ao produtor de agosto de 2026 (R$ 76,00/saca), o trigo em Ponta Porã não cobriu o custo total, com margem de −R$ 38,53 por saca.
Custo de referência das regiões produtoras de Mato Grosso do Sul, atualizado em — não é o custo da sua lavoura. Preço e custo podem ser de meses diferentes. Fonte: CONAB — Custos de Produção (agricultura empresarial).
Crédito rural do trigo em Ponta Porã
Em 2024, produtores de Ponta Porã contrataram R$ 266 mil em crédito rural de custeio para o trigo, financiando cerca de 109 hectares. O custeio banca o ciclo da lavoura (sementes, insumos, tratos); é só a parte feita com crédito rural registrado — recursos próprios e barter não entram.
Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural (SICOR), atualizado em . O ano é o de emissão do contrato.
Armazenagem de grãos em Ponta Porã
Capacidade estática = quanto os armazéns do município guardam ao mesmo tempo, somando todas as culturas (não só trigo). Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM), posição de . É uma foto do cadastro, não uma série.
Uso do solo em Ponta Porã
No mapeamento do MapBiomas de 2025, 81% de Ponta Porã era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), dos quais 63% de lavoura.
Fonte: MapBiomas — Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra (Coleção 11), ano de referência 2025. Classificação de satélite; pode divergir do cadastro fundiário. Área mapeada: 535.913 ha.
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Por camada de dado: produção · preço · custo e margem · exportação · quando plantar · crédito rural · armazenagem · clima · uso do solo