Bula oficial · registro MAPA nº 293

Bula do Primeplus BR

Bula completa do Primeplus BR (registro MAPA nº 293), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: flumetralina.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 16 páginas no PDF.

Logomarca do produto PRIMEPLUS BR® Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA sob nº 00293

COMPOSIÇÃO

N-(2-chloro-6-fluorobenzyl)-N-ethyl-α, α, α -trifluoro -2,6-dinitro-p-toluidine (FLUMETRALINA)...................................................................................................125 g/L (12,5% m/v) Cyclohexanone (CICLOHEXANONA).........................................................................................................250 g/L (25% m/v) Solvent Naphta (petroleum), heavy arom (Nafta de petróleo)....................................................................................................280 g/L (28% m/v) Outros Ingredientes...............................................................................................875 g/L (87,5% m/v) CONTEÚDO: VIDE RÓTULO CLASSE: REGULADOR DE CRESCIMENTO GRUPO QUÍMICO: DINITROANILINA (CICLOHEXANONA) TIPO DE FORMULAÇÃO: CONCENTRADO EMULSIONÁVEL (EC) TITULAR DO REGISTRO (*): Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Doutor Rubens Gomes Bueno, 691, 11º e 13º andares, Torre Sigma, Bairro Várzea de Baixo, CEP: 04730-000, São Paulo/SP, Fone: (11) 5643-2322, CNPJ: 60.744.463/0001-90 - Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 001. (*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO: Flumetralin Técnico Novartis – Registro MAPA nº 07298: Syngenta Grimsby Ltd - Pyewipe Grimsby – South Humberside DN 31 2SR, Reino Unido. ChemDesign Corporation - 99 Development Road, Fitchburg, MA, 01420 – EUA. Flumetralin Técnico Syngenta – Registro MAPA nº 08605: ChemDesign Corporation - 99 Development Road, Fitchburg, MA, 01420 – EUA. ChemDesign Products Inc. - 2 Stanton Street Marinette, WI 54143 - EUA. WeylChem US Inc. - 2114 – Larry Jeffers Road, Elgin – 29045 – South Carolina – EUA. Flumetralin Técnico Milenia – Registro MAPA nº 0106: Adama Brasil S/A – Avenida Júlio de Castilho, 2085 - Taquari/RS - CEP: 95860-000 – CNPJ: 02.290.510/0004-19 – Cadastro no SEAPA/RS sob nº 1047/99. Adama Agan Ltd. - Northern Industrial Zone Haashlag St, P.O. Box 262, Ashdod 7710201. FORMULADOR: Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. – Rodovia Professor Zeferino Vaz, SP 332, s/nº, km 127,5, Bairro Santa Terezinha – CEP: 13148-915 – Paulínia/SP - CNPJ: 60.744.463/0010-80 - Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 453. Iharabras S.A. Indústrias Químicas – Avenida Liberdade, 1701 - Bairro Cajuru do Sul - CEP: 18087170 - Sorocaba/SP - CNPJ: 61.142.550/0001-30 - Cadastro SAA/CDA/SP sob nº 8. Ouro Fino Química S.A. – Avenida Filomena Cartafina, 22335, Q. 14, L 5 - Distrito Industrial III - CEP: 38044-750 – Uberaba/MG – CNPJ: 09.100.671/0001-07 – Cadastro no IMA/MG sob nº 8.764. Tagma Brasil Indústria e Comércio de Prods. Químicos Ltda - Av. Roberto Simonsen, 1459 - Paulínia/SP - CNPJ: 03.855.423/000181 – Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 477. Adama Brasil S/A - Rua Pedro Antonio de Souza, 400, Pq. Rui Barbosa – Londrina/PR - CEP: 86031610 – CNPJ: 02.290.510/0001-76 – Cadastro no ADAPAR/PR sob nº 003263.

Adama Brasil S/A - Avenida Júlio de Castilho, 2085 - Taquari/RS - CEP: 95860-000 – CNPJ: 02.290.510/0004-19 – Cadastro no SEAPA/RS sob nº 1047/99. Syngenta S.A. - Carretera Via Mamonal km 6 - Cartagena-Colômbia. Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Bonifácio Rosso Ros, 260, Bairro: Cruz Alta, CEP: 13348790, Indaiatuba/SP – CNPJ: 60.744.463/0096-50 - Cadastro da empresa no Estado (CDA) nº 4476. “O nome do produto e o logo Syngenta são marcas de uma companhia do grupo Syngenta”

Nº do lote ou da partida:VIDE EMBALAGEM
Data de fabricação:
Data de vencimento:

VIDE EMBALAGEM Data de fabricação: Data de vencimento: Produto registrado para cultura de: fumo Indústria Brasileira (Dispor este termo quando houver processo fabril no Brasil, conforme previsto no Art. 4º do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010)

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: CLASSE II - PRODUTO

MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE Cor da faixa: Azul PMS Blue 293C

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO: O PRIMEPLUS BR é um antibrotante para tratamento tópico da cultura do fumo que atua inibindo o crescimento de botões axiais, tanto nos tipos de fumo curado como fumo de galpão (Virginia, Amarelinho, Burley e Galpão Comum).

CULTURAALVODOSESVOLUME DE CALDANÚMERO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO
FUMORedução da brotação lateral das plantas de fumo3 - 4 L/ha250 L/ha ou 15 mL de calda/planta, considerando-se uma densidade de 16.666 plantas/ha. Para o caso de culturas muito vigorosas, 20 mL de calda/planta1 aplicação logo após a capação
1250 mL/100 L de água ou 15 – 20 mL de calda/planta

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

PRIMEPLUS BR deve ser aplicado somente uma vez, imediatamente após a capação que normalmente ocorre no estádio de botões alongados, na abertura das primeiras flores. PRIMEPLUS BR não inibe o crescimento de botões axiais com mais de 2,5 cm de comprimento. Portanto, botões com essas dimensões devem ser eliminados por ocasião da capação ou imediatamente antes do tratamento.

MODO DE APLICAÇÃO

PRIMEPLUS BR deve ser aplicado através do sistema campânula, que possibilita o tratamento individual das plantas de fumo. Para assegurar bons resultados do produto, recomenda-se a utilização de 250 litros de calda/ha ou 15 mL de calda/planta, considerando-se uma densidade de 16.666 plantas/ha. Para o caso de culturas muito vigorosas, a quantidade de 15 mL de calda/planta pode não ser suficiente. Neste caso, recomenda-se utilizar uma quantidade maior de calda (20 mL de calda/planta) para garantir que todas as axilas da planta recebam tratamento. Para o preparo de calda para equipamentos costais, adicionar 250 mL de PRIMEPLUS BR por 20 litros de água, o que possibilitará o tratamento de aproximadamente 1.330 plantas de fumo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

CULTURADIAS
FUMOUNA

CULTURA DIAS FUMO UNA *UNA = Uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No

caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador. Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. Nunca aplique este produto em distâncias inferiores a 30 metros de corpos d’água. E utilize-se sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto. Observar as Normas e Legislações complementares sobre segurança no trabalho. Fitotoxicidade para as culturas indicadas: Na cultura e doses recomendadas, não apresenta efeito fitotóxico. Outras restrições a serem observadas: PRIMEPLUS BR não deve ser misturado com outros agrotóxicos, na aplicação. PRIMEPLUS BR não inibe o crescimento de brotos com mais de 2,5 cm de comprimento, portanto, estes devem ser eliminados por ocasião da aplicação. No caso de aplicação antecipada ao estádio indicado, poderá ocorrer deformação de folhas jovens da parte superior das plantas, porém esta deformação pode ser temporária. PRIMEPLUS BR não deve ser aplicado em plantas murchas. Por ser um produto de ação localizada e de contato, não deve ser aplicado em plantas muito inclinadas que não permitam o fluxo do produto até a última axila. PRIMEPLUS BR apresenta melhor atuação, quando não há ocorrência de chuvas no período de 2 horas, após a aplicação. PRIMEPLUS BR não deve ser aplicado após 24 horas da capação.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO SEREM UTILIZADOS: VIDE “MODO DE APLICAÇÃO”. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA

PRECAUÇÕES GERAIS

Produto para uso exclusivamente agrícola. O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto. Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos ou vencidos ou com vida útil fora da especificação. Siga recomendações determinadas pelo fabricante. Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado. Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe de crianças e de animais. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: Macacão, botas, avental, equipamento de proteção respiratória, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas. Seguir as recomendações do fabricante de Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.

PRECAUÇÕES DURANTE A PREPARAÇÃO DA CALDA

Produto extremamente irritante para os olhos. Utilize e Equipamento de Proteção Individual – EPI na seguinte ordem: Macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas e calças compridas; botas de borracha; avental impermeável; equipamento de proteção respiratória com filtro mecânico classe P2 ou PFF2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de proteção para produtos químicos. Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos. Além disso, recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela preparação da calda, em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO

Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver aplicado o produto. Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região.

Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que outras pessoas também entrem em contato com a névoa do produto. Utilize e Equipamento de Proteção Individual (EPI) na seguinte ordem: Macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas e calças compridas; botas de borracha; equipamento de proteção respiratória com filtro mecânico classe P2 ou PFF2; óculos de proteção; touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos. Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO: Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada. Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação. Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas tratadas logo após a aplicação. Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas. Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis. Após cada aplicação do produto faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de aplicação. Não reutilizar a embalagem vazia. No descarte de embalagens, utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): Macacão de algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: Touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e equipamento de proteção respiratória. A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida. Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança. Nocivo se ingerido Nocivo se inalado Provoca irritação ocular grave ATENÇÃO

PRIMEIROS SOCORROS: Procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto. Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. Olhos: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA IRRITAÇÃO OCULAR GRAVE. Em caso de contato, lave com muita água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la. Pele: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseiras, óculos, relógio, anéis etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos. Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. INTOXICAÇÕES POR PRIMEPLUS BR

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico DINITROANILINA (FLUMETRALINA) Ciclohexanona: Componente orgânico Nafta de Petróleo (solvente aromático): UVCB (substâncias de composição desconhecida ou variável, produtos de reações complexas ou materiais biológicos).
Grupo químicoDINITROANILINA (FLUMETRALINA)
Ciclohexanona: Componente orgânico
Nafta de Petróleo (solvente aromático): UVCB (substâncias de composição
desconhecida ou variável, produtos de reações complexas ou materiais biológicos).
Classe toxicológica
Categoria 4 – Produto pouco tóxico
Vias de exposição
Oral, inalatória, ocular e dérmica. As exposições inalatória e dérmica são consideradas
as mais relevantes.
ToxicocinéticaFlumetralina: Após administração oral a ratos, a absorção geral de flumetralina foi de
46%. A flumetralina foi rapidamente excretada (87-96% da dose em 48 horas) e
essencialmente concluída em 168 horas (93-98% da dose). A excreção foi
predominantemente via fezes, com evidência de circulção entero-hepática, e, em menor
grau, via urina. A distribuição nos tecidos foi extensa com as maiores quantidades de
resíduos observadas no tecido adiposo (maior em fêmeas do que em machos), fígado,
rins, células sanguíneas/sangue total, pulmões e músculos. Não há potencial para
bioacumulação. A flumetralina inalterada foi o principal metabólito nas fezes (34-53%) e
também na gordura (51-75%). A principal via metabólica da flumetralina é a clivagem por
N-desalquilação à 2,6-dinitro-anilina correspondente e ao álcool benzílico halogenado. A
porção metil-hidroxi deste último é ainda oxidada ao respectivo ácido carboxílico. O
derivado 2,6-dinitro-anilina (maior quantidade excretada nos machos do que nas fêmeas)
é ainda metabolizado pela redução dos grupos nitro, acetilação dos grupos amino e
hidroxilação em anel resultando em numerosos metabólitos. Além disso, foi observada
redução de um dos grupos nitro na flumetralina não clivada devido à metabolização pela
microflora intestinal.
Ciclohexanona: A ciclohexanona é prontamente absorvida após exposição oral,
inalatória ou dérmica. Nos seres humanos, a principal via de metabolismo é a redução
ao ciclohexanol pelas carbonil redutases citosólicas, seguidas pela glucuronidação. Além
disso, a ciclohexanona pode ser hidroxilada para formar 1,2 e 1,4-ciclo-hexanodiol.
Nafta de Petróleo (solvente aromático): Não há estudos de toxicocinética sobre este
solvente propriamente dito, no entanto, estudos com os constituintes da gasolina podem
ser utilizados para a compreensão da toxicocinética do Nafta. Em roedores, a principal
via de exposição utilizada é a inalatória; por ela, os constituintes de maior peso molecular
são mais eficientemente absorvidos. Após administração oral, é possível supor que
aproximadamente 100% do Nafta de petróleo ingerido seria absorvido devido à alta
absorção da maioria de seus constituintes pelo trato gastrointestinal. Independentemente
da via de absorção, os constituintes são rapidamente metabolizados e eliminados. Por
ser hidrofóbico, o Nafta possui maior afinidade pelo tecido adiposo, no entanto, nenhum
dos componentes apresenta potencial de bioacumulação. Os constituintes de baixo peso
molecular do Nafta são excretados, principalmente, pelo ar exalado e, em menor
proporção, pela urina, com meia-vida na ordem de, aproximadamente, 3-12 horas. A
excreção pela urina é mais expressiva para os constituintes de alto peso molecular.
ToxicodinâmicaFlumetralina: A flumetralina é um regulador do crescimento de plantas (ação por
contato). Seu modo de ação não foi totalmente elucidado mas, como outras
dinitroanilinas, acredita-se que a inibição da divisão e alongamento celular seja o
mecanismo primário. Elas inibem seletivamente os microtúbulos de plantas e
protozoários, porém não atuam nas tubulinas de fungos ou vertebrados. Assim, este
modo de ação não se conserva para humanos.
Ciclohexanona: Os mecanismos de ação da ciclohexanona relevantes para humanos
não são conhecidos.
Nafta de Petróleo (solvente aromático): A narcose (tontura, sonolência e depressão
do sistema nervoso central), induzida por exposição aguda a solventes orgânicos, como
o Nafta de petróleo, sugere mecanismo comum de interação entre os seus constituintes
e as células sensíveis do sistema nervoso de humanos. A nível celular, os efeitos
narcóticos são associados à redução na excitabilidade neuronal causada por mudanças
na estrutura e função da membrana. No entanto, o exato mecanismo de ação associado
a este efeito ainda é amplamente desconhecido.
Sintomas e sinais clínicosFlumetralina: Não há no banco de dados da Syngenta casos de intoxicação por contato
com flumetralina em humanos.
Ciclohexanona: Existem casos muito raros de dermatite de contato após exposição
ocupacional crônica à ciclohexanona pura.
Nafta de Petróleo (solvente aromático): A ingestão de hidrocarbonetos pode provocar
efeitos no sistema nervoso central (cefaleia, tontura, sonolência, falta de concentração,
náuseas e vômitos), disritmias e distúrbios gastrointestinais. A inalação desses
compostos pode causar danos pulmonares, depressão ou excitação transitória do SNC
e efeitos secundários de hipóxia, infecção, formação de pneumatocele e disfunção
pulmonar crônica. Irritação ocular leve a moderada e lesão ocular reversível podem
ocorrer após contato com a maioria dos hidrocarbonetos.
As informações detalhadas a seguir foram obtidas de estudos agudos com animais de
experimentação tratados com a formulação à base de flumetralina, ciclohexanona, nafta
de petróleo, entre outros componentes, PRIMEPLUS BR®:
Exposição oral: Em estudo de toxicidade aguda oral conduzido em ratos, três fêmeas
receberam a dose de 2000 mg/kg p.c. Foram observados sinais de toxicidade como
discreta a severa prostração, ataxia discreta a moderada e morte. Devido aos resultados
obtidos, dois grupos de 3 fêmeas cada receberam a dose de 300 mg/kg p.c.; não foram
evidenciados sinais de toxicidade e/ou mortalidade nessa dose.
Exposição inalatória: Em estudo de toxicidade aguda inalatória realizado em ratos, os
animais foram expostos à concentração de 2,02 mg/L. Foram observadas prostração e
dispneia apenas nas primeiras quatro horas de observação. Não houve mortalidade.
Exposição cutânea: Em estudo de toxicidade aguda dérmica realizado em ratos, não
foram observados sinais evidentes de toxicidade ou mortalidade entre os animais
tratados com a dose de 4000 mg/kg p.c. Em estudo de irritação cutânea realizado em
coelhos, 3/3 animais apresentaram edema, com reversão em 24 horas, e eritema,
reversível em até 7 dias. O produto não foi classificado como irritante dérmico pelo GHS.
O produto não foi considerado sensibilizante dérmico em cobaias pelo teste de Buehler.
Exposição ocular: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, 3/3 animais
apresentaram opacidade na córnea (escore 1 em 2/3 animais, reversível em 7 ou 14 dias
e escore < 1 em 1/3 animais, reversível em 72 horas), irite (escore 1 em 2/3 animais,
reversível em 7 dias e escore < 1 em 1/3 animais, reversível em 48 horas), vermelhidão
na conjuntiva (escore < 2 para os 3 animais, reversível em 7 ou 14 dias) e quemose
(escore < 2 para os 3 animais, reversível em 48 horas ou 7 dias). O produto foi
classificado como irritante ocular pelo GHS.
Exposição crônica: O ingrediente ativo não foi considerado mutagênico, teratogênico
ou carcinogênico para seres humanos. À luz dos conhecimentos atuais, não é
considerado desregulador endócrino e não interfere com a reprodução. Vide item “efeitos
crônicos” a seguir.
DiagnósticoO diagnóstico deve ser estabelecido por meio de confirmação de exposição ao produto
e pela presença de sintomas clínicos compatíveis. Em se apresentando sinais e sintomas
indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.
TratamentoTratamento geral: Tratamento sintomático e de suporte de acordo com o quadro clínico
para manutenção das funções vitais. Atenção especial deve ser dada ao suporte
respiratório.
Estabilização do paciente: Monitorar sinais vitais (pressão sanguínea, frequência
cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal). Estabelecer via endovenosa.
Atenção especial para parada cardiorrespiratória, hipotensão e arritmias cardíacas.
Avaliar estado de consciência do paciente.
Medidas de descontaminação: Realizar a descontaminação para limitar a absorção e
os efeitos locais.
Exposição oral: Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto proceder
com:
- Carvão ativado: Na dose usual de 25-100 g em adultos e 25-50g em crianças de 1-12
anos, e 1g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30g de carvão
ativado para 240 mL de água. É mais efetivo quando administrado dentro de uma hora
após a ingestão.
- Lavagem gástrica: Considere logo após a ingestão de uma grande quantidade do
produto (geralmente dentro de 1 hora), porém na maioria dos casos não é necessária.
Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração com a
disposição correta do tubo orogástrico (paciente em decúbito lateral esquerdo) ou por
intubação endotraqueal com cuff.
ATENÇÃO: Não provocar vômito. Na ingestão de altas doses do produto, podem
aparecer vômitos espontâneos, não devendo ser evitado. Deitar o paciente de lado para
evitar que aspire resíduos. Nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente,
vomitando, com dor abdominal severa ou dificuldade de deglutição.
Exposição Inalatória: Remover o paciente para um local seguro e arejado, fornecer
adequada ventilação e oxigenação. Monitorar atentamente a ocorrência de insuficiência
respiratória. Se necessário, administrar oxigênio e ventilação mecânica.
Exposição dérmica: Remover roupas e acessórios, proceder a descontaminação
cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria
abundante e sabão. Remover a vítima para local ventilado. Se houver irritação ou dor o
paciente deve ser encaminhado para tratamento.
Exposição ocular: Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com solução
salina a 0,9% ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e
mucosas. Caso a irritação, dor, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, encaminhar o
paciente para tratamento específico.
Antídoto: Não há antídoto específico.
Cuidados para os prestadores de primeiros socorros: EVITAR aplicar respiração
boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar um equipamento
intermediário de reanimação manual (Ambu) para realizar o procedimento. A pessoa que
presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de
descontaminação, deverá usar PROTEÇÃO, como luvas, avental impermeável, óculos
e máscaras, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
ContraindicaçõesA indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração e pneumonite química, porém, se ocorrer vômito espontâneo, manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral, se o indivíduo estiver deitado, para evitar aspiração do conteúdo gástrico.
Efeitos das interações químicasNão foram relatados efeitos de interações químicas entre a flumetralina, ciclohexanona, nafta de petróleo e medicamentos possivelmente usados em casos de intoxicação por flumetralina, ciclohexanona ou nafta de petróleo em humanos.
ATENÇÃOPara notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS)
As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) Notifique ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 704 4304 (24 horas) Endereço Eletrônico da Empresa: www.syngenta.com.br Correio Eletrônico da Empresa: faleconosco.casa@syngenta.com

Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para animais de laboratório: Vide quadro anterior, item “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica”.

Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório: Efeitos agudos: DL50 oral em ratos: 1000 mg/kg p.c. DL50 dérmica em ratos: > 4000 mg/kg p.c. CL50 inalatória em ratos: > 2,02 mg/L Corrosão/Irritação cutânea: Em estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, 3/3 animais apresentaram edema, com reversão em 24 horas, e eritema, reversível em até 7 dias. O produto não foi classificado como irritante dérmico pelo GHS. Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Em estudo de irritação ocular realizado em coelhos, 3/3 animais apresentaram opacidade na córnea (escore 1 em 2/3 animais, reversível em 7 ou 14 dias e escore < 1 em 1/3 animais, reversível em 72 horas), irite (escore 1 em 2/3 animais, reversível em 7 dias e escore < 1 em 1/3 animais, reversível em 48 horas), vermelhidão na conjuntiva (escore < 2 para os 3 animais, reversível em 7 ou 14 dias) e quemose (escore < 2 para os 3 animais, reversível em 48 horas ou 7 dias). O produto foi classificado como irritante ocular pelo GHS. Sensibilização cutânea em cobaias (teste de Buehler): O produto não foi considerado sensibilizante dérmico. Sensibilização respiratória: O produto não deve ser considerado sensibilizante para as vias respiratórias. Mutagenicidade: Não foi observado efeito mutagênico em teste in vitro de mutação genética bacteriana ou ensaio in vivo com células da medula óssea de camundongos. Efeitos crônicos: Flumetralina: A carcinogenicidade da flumetralina foi investigada em estudos crônicos em ratos e camundongos nas doses de 0, 30, 300, 1000 e 1500 ppm (ratos) e 0, 30, 300, 1000 e 1500 ppm (camundongos). Em ratos, o peso corpóreo e o consumo de ração foram reduzidos nas duas maiores doses em ambos os sexos. O órgão-alvo identificado foi o fígado. A incidência aumentada de poliangiite nos testículos de machos nas 3 maiores doses não foi considerada relacionada ao tratamento (NOAEL: 300 ppm, equivalente a 13,5 e 18,1 mg/kg/ pc/dia em machos e fêmeas, respectivamente). Em camundongos, os efeitos do tratamento foram limitados ao aumento no peso do fígado nas duas maiores doses (NOAEL: 300 ppm, equivalente a 43,5 e 54,9 mg/kg/ pc/dia para machos e fêmeas, respectivamente). Na ausência de achados tumorais em ratos e camundongos, a flumetralina não é considerada carcinogênica para humanos. Adicionalmente, em estudos de mutagenicidade in vivo e in vitro, a substância não apresentou potencial mutagênico. No estudo de duas gerações em ratos, a administração de flumetralina a 0, 30, 300, 1000 e 1500 ppm, resultou em redução do peso corpóreo dos animais de ambos os sexos a 1500 ppm, bem como leve redução no consumo de ração de fêmeas nessa dose. Em machos da maior dose, a redução no consumo de ração foi observada apenas na 1ª semana de tratamento. Redução dos pesos corpóreos (F1) ou do ganho de peso corpóreo (F0) de fêmeas a 1000 ppm durante o pré-acasalamento não foram considerados adversos. Um menor ganho de peso corpóreo durante a gestação nas fêmeas da dose média na geração F0 não foi reproduzido nos dois períodos de gestação da geração F1 no mesmo nível de dose. Portanto, uma relação com o tratamento foi considerada improvável. O desempenho reprodutivo não foi afetado pelo tratamento. Foi observada redução do ganho de peso corpóreo durante a lactação dos filhotes a 1500 ppm (F1, F2a, F2b). Provavelmente, devido ao baixo peso corpóreo, as fêmeas F1 tiveram aumento no peso relativo do fígado no desmame (NOAEL adultos e filhotes: 1000 ppm, equivalente a 78,7 mg/kg/ pc/dia; NOAEL reprodução: 1500 ppm, equivalente a 118 mg/kg pc/dia). A toxicidade no desenvolvimento foi investigada em ratos e coelhos nas doses de 0, 100, 400, 800 mg/kg pc/dia (ratos) e 0, 10, 50, 100, 500 mg/kg pc/dia (coelhos). Em ratos, houve redução do ganho de peso corpóreo materno nas doses ≥400 mg/kg. O peso corpóreo fetal não foi afetado pelo tratamento, porém incidência aumentada de fetos raquíticos foi observada nas doses ≥ 400 mg/kg pc/dia. A 400 mg/kg pc/dia, todos os fetos raquíticos foram da mesma ninhada em que a mãe teve o menor ganho de peso corpóreo do grupo. A

800 mg/kg pc/dia, os fetos raquíticos também foram associados às mães com pesos corpóreos inferiores à média do grupo controle. Na maior dose, houve ligeiro aumento de malformações esqueléticas, principalmente nos fetos raquíticos. Contudo, na ausência de aumento relevante nas malformações individuais, este foi considerado efeito inespecífico potencialmente relacionado à toxicidade materna (NOAEL materno e filhotes: 100 mg/kg pc/dia). Em coelhos, o ganho de peso corpóreo materno foi acentuadamente reduzido nas doses de 100 e 500 mg/kg pc/dia, com tendência a um menor ganho de peso corpóreo também na dose de 50 mg/kg pc/dia, acompanhado por redução no consumo de ração (≥ 50 mg/kg pc/dia). Sinais clínicos como redução da atividade locomotora (200 mg/kg pc/dia) e piloereção (≥100 mg/kg pc/dia) foram observados. Um aumento na incidência de hemorragias correspondeu ao aumento nas reabsorções precoces observado nas duas maiores doses. Fígado com aspecto em “noz-mosada” e vesícula biliar distendida também foram observados. O aumento nas reabsorções resultou em um número ligeiramente reduzido de fetos vivos nas duas maiores doses. A incidência aumentada de anomalias na posição do antebraço em uma ninhada se deu devido à restrição de movimento no útero. Aumento de algumas variações esqueléticas foi indicativo de ligeiro atraso no desenvolvimento nas duas maiores doses, porém não indicativo de teratogenicidade (NOAEL materno e filhotes: 10 e 50 mg/kg pc/dia, respectivamente). Os estudos de doses agudas e repetidas disponíveis não indicam potencial neurotóxico relevante. Ciclohexanona: Um estudo de 2 anos foi realizado expondo camundongos de ambos os sexos a ingestões dietéticas de ciclohexanona até 6200 mg/kg pc/dia. O exame histopatológico de machos tratados com 1600 mg/kg pc/dia mostrou aumento na incidência de lesões proliferativas do fígado e pulmão, combinado com aumento estatisticamente significativo na incidência de tumores hepatocelulares benignos e malignos quando comparado aos controles. Não foram registrados tumores benignos ou malignos nas doses mais altas. Camundongos fêmeas a 1600 mg/kg pc/dia tiveram aumento significativo na ocorrência de linfomas malignos. Em outro estudo de 2 anos, grupos de 52 ratos de cada sexo receberam água potável contendo ciclohexanona a 0, 330 ou 650 mg/kg pc/dia. Um aumento estatisticamente significativo na incidência de adenomas do córtex adrenal foi encontrado em machos a 330 mg/kg pc/dia, mas não na dose mais alta. Além disso, um aumento estatisticamente significativo na incidência de tumores foliculares da tireoide (adenomas e carcinomas) ocorreu em ratos machos expostos a 650 mg/kg pc/dia. Na ausência de relação dose-resposta, o aumento da incidência de tumores não indicou potencial carcinogênico para a ciclohexanona. O peso da evidência considera a ciclohexanona como não genotóxica in vitro e in vivo. Vários estudos investigaram a toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento da ciclohexanona. Além de uma diminuição do peso ao nascer em camundongos administrados por via oral com 2200 mg/kg pc/dia nos dias 8 a 12 de gestação, a ciclohexanona não parece afetar o desenvolvimento. Dois estudos adicionais em camundongos usando doses orais de 800 mg/kg pc/dia e 2200 mg/kg pc/dia não mostraram efeito da ciclohexanona na dose mais baixa, mas toxicidade materna foi observada na maior dose. A toxicidade materna parece estar associada ao menor peso corpóreo inicial, embora transitório, de neonatos. Um estudo anterior usando camundongos fêmeas mostrou que a administração intraperitoneal de 50 mg/kg pc/dia durante 28 dias não teve efeito na fertilidade. Nafta de Petróleo (solvente aromático): Estudos de toxicidade crônica e carcinogenicidade indicam que a inalação de concentrações elevadas dos componentes do nafta de petróleo pode produzir tumores renais em ratos machos devido à nefropatia induzida por alfa-2u-globulina e tumores hepáticos em camundongos fêmeas por possível consequência de desequilíbrio hormonal (NOAEL 10.000 mg/m3). Devido a não-relevância dos mecanismos de ação associados à formação de tumores para humanos, os componentes do nafta petróleo não são considerados carcinogênicos para o homem. Estudos de genotoxicidade in vivo e in vitro apontam que seus constituintes também não apresentam potencial mutagênico ou genotóxico. Em estudos da reprodução de duas gerações em ratos, por via inalatória, e do desenvolvimento, por via dérmica, parâmetros como fertilidade, desempenho reprodutivo, frequência de malformações e mortalidade fetal não foram afetados pelo tratamento (NOAEL toxicidade reprodutiva e desenvolvimento por via inalatória: > 20000 mg/m3; NOAEL de

desenvolvimento via dérmica: 500 mg/kg p.c./dia). Diante dos achados, os compostos do nafta de petróleo não são considerados teratogênicos ou tóxicos para a reprodução em humanos.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE Este produto é: - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I). X - MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II). - Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III). - Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).  Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.  Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos (microcrustáceos e peixes).  Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.  Não utilize equipamento com vazamentos.  Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes.  Aplique somente as doses recomendadas.  Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.  A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E

PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal. 3. INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS LTDA. Telefone da empresa 0800 704 4304. Utilize equipamento de proteção individual (EPI) (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).

Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções a seguir: Piso pavimentado: absorva o produto derramado com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em um recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deve ser mais utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final. Solo: retire as camadas de terra contaminada até que atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificados. Contate a empresa registrante conforme indicado. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2, de pó químico etc., ficando a favor do vento, para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E

DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM: Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto. Tríplice Lavagem (lavagem manual): Esta embalagem deve ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando os seguintes procedimentos: Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos; Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume; Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador; Faça esta operação três vezes; Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo. Lavagem sob pressão: Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos: Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; Acione o mecanismo para liberar o jato d’água; Direcione o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos: Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos; Mantenha a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas. O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo da chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS. A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para a sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. 5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. 6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Primeplus BR registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 293 · documento de 29/04/2025.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Primeplus BR?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Primeplus BR e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Primeplus BR é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 293, documento de 29/04/2025), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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