GOLERO Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob nº 46925
COMPOSIÇÃO
1-(4-chlorophenyl)-3-(2,6-difluorobenzoyl)urea (DIFLUBENZUROM)..................................................................480,0g/L (48,0% m/V) Etilenoglicol ................................................................................................................................................... 95,0 g/L (9,5% m/V) Outros ingredientes ....................................................................................................................................... 614,3 g/L (61,4% m/V)
GRUPO INSETICIDA CONTEÚDO: VIDE RÓTULO CLASSE: Inseticida e acaricida fisiológico inibidor da síntese de quitina GRUPO QUÍMICO: Diflubenzurom: Benzoiluréia Etilenoglicol: Álcool TIPO DE FORMULAÇÃO: Suspensão Concentrada (SC) TITULAR DO REGISTRO (*): PROREGISTROS REGISTROS DE PRODUTOS LTDA Endereço: Rua Santa Catarina, 40 – Sala 502 – Bairro Santa Maria Goretti, Porto Alegre – RS – CEP: 91030-330 – Fone/ Fax: (51) 3342-0028/ 3062-2848 – CNPJ: 05.617.846/0001-99 - Número de registro do estabelecimento no Estado: 0000263/12 – DCI/DPV/SEAPPA (*) IMPORTADOR (PRODUTO FORMULADO) FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO: GOLERO TÉCNICO – Registro MAPA nº TC10624 ⚫ AGRIA S.A. Asenovgradsko shose, 4009 – Plovdiv - Bulgária FORMULADOR: ⚫ AGRIA S.A. Asenovgradsko shose, 4009 – Plovdiv – Bulgária MANIPULADOR: ⚫ TAGMA BRASIL INDUSTRIA E COMERCIO DE PRODUTOS QUÍMICOS LTDA. Av. Roberto Simonsen, 1459 - Recanto dos Pássaros – Paulínia/SP – CNPJ: 03.855.423/0001-81 - Registro na Secretaria de Agricultura – CDA/SP nº 477
| No do lote ou partida : | VIDE EMBALAGEM |
|---|---|
| Data de fabricação : | |
| Data de vencimento : |
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 - PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: CLASSE II – PRODUTO MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE
INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO: GOLERO é um produto formulado à base de Diflubenzurom, com ação inseticida e acaricida que atua por ingestão, não tendo efeito sistêmico nas plantas e não penetrando nos tecidos vegetais. Assim, os insetos sugadores não são afetados, conferindo ao produto uma seletividade adicional entre os insetos. Este produto fisiológico é inibidor da biossíntese de quitina presente na cutícula destes indivíduos. Após a ingestão de GOLERO, as larvas apresentam dificuldade na ecdise. Deste modo, a cutícula malformada do novo instar não suporta a pressão interna na fase da ecdise, impossibilitando o suporte dos músculos envolvidos. Este fato ocasiona a incapacidade de liberar a exúvia, acarretando na morte das larvas. Indicado para o controle de pragas nas culturas de algodão, arroz, canola, citros, ervilha, feijão-caupi, fumo, gergelim, girassol, grão-de-bico, lentilha, linhaça, milho, soja, tomate e trigo. CULTURAS, PRAGAS, DOSES, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO, VOLUME DE APLICAÇÃO E
INTERVALO DE SEGURANÇA
| Cultura | Alvo Biológico Nome Comum (Nome Científico) | Doses | Volume de Calda (L/ha) | Número máximo de aplicações | Intervalo | Época | ||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Produto | entre as | |||||||||
| Comercial | Aplicações | |||||||||
| (mL/ha) | (em dias) | |||||||||
| ALGODÃO | Curuquerê-do- algodoeiro (Alabama argillacea) | 30 | Tratorizado: 40 – 300 Aérea: 10 – 50 | 3 | 14 | A aplicação para o controle do curuquerê do algodoeiro deverá ser feita quando for constatado um percentual de 30% das plantas infestadas, ou seja, quando 30% das plantas apresentarem pelo menos uma lagarta de 1º ou 2º instares. | ||||
| Lagarta-do- cartucho (Spodoptera frugiperda) | 50 | Terrestre: 200 – 400 Aérea: 15 a 40 | 3 | 10 - 15 | Efetuar a aplicação no início da infestação, repetir se necessário, realizando no máximo 3 aplicações com intervalos de 10 a 15 dias. | |||||
| ARROZ | Lagarta-militar, Lagarta-do- cartucho (Spodoptera frugiperda) | 40 - 50 | Terrestre: 100 – 200 Aérea: 15 a 40 | 1 | - | Aplicar em baixas infestações. Indicado para plantio convencional, direto ou cultivo mínimo. Pode ser aplicado em pré e pós- emergência da cultura. Em pós-emergência, aplicar o produto no início da infestação, quando as lagartas são pequenas (antes do 3° instar). | ||||
| Bicheira-da-raiz- do-arroz, Gorgulho- aquático-do-arroz (Oryzophagus oryzae) | 375 - 500 | Terrestre: 100 – 200 Aérea: 15 a 40 | Aplicar em baixas infestações. Indicado para plantio convencional, direto ou cultivo mínimo. Aplicar o produto 3 a 6 dias após a entrada da água permanente de irrigação. | |||||||
| Lagarta-da- panícula (Pseudaletia sequax) | 40 - 70 | Terrestre: 100 – 200 Aérea: 15 a 30 | 1 | - | Iniciar aplicações com 5% de panículas emitidas, no início da infestação quando as lagartas são pequenas (antes do 3º instar). Aplicar em baixas infestações. Indicado para plantio convencional,direto ou cultivo mínimo. | |||||
| CANOLA | Curuquerê-da- couve (Ascia monuste orseis) | 40 | Tratorizado: 40 – 300 Aérea: 10 – 50 | 3 | 15 | Inspecionar a cultura em intervalos regulares e iniciar as aplicações quando for constatada a presença da praga. A maior dose deve ser |
| utilizada em caso de alta pressão da praga ou condições climáticas favoráveis ao ataque. | ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| CITROS | Bicho-furão (Ecdytolopha aurantiana) | 12,5 mL/100 L de água | Terrestre: 2000 | 2 | 14 | Efetuar o tratamento no início da infestação, antes que a larva penetre no fruto. |
| Larva-minadora- das-folhas (Phyllocnistis citrella) | 20 a 25 mL/ 100 L de água | 2 | 14 | Aplicar o produto no surgimento dos primeiros sintomas de ataque da praga nas brotações novas. | ||
| Ácaro-da-falsa- ferrugem (Phyllocoptruta oleivora) | 12,5 a 25 mL/100 L de água | 1 | - | Começar as aplicações no início de seu ataque. Sob condições de alta população do ácaro, não se recomenda a utilização do produto. | ||
| Psilídeo (Diaphorina citri) | 7,5 a 22,5 mL/100 L de água | Aplicar o produto quando constatada a presença do inseto. Realizar 1 aplicação. | ||||
| ERVILHA | Lagarta-das-vagens (Heliothis virescens) | 40 | Tratorizado: 40 -300 Costal: 40 - 300 | 3 | 15 | Inspecionar a cultura em intervalos regulares e iniciar as aplicações quando for constatada a presença da praga. A maior dose deve ser utilizada em caso de alta pressão da praga ou condições climáticas favoráveis ao ataque. |
| FEIJÃO-CAUPI | Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus) | 40 | Tratorizado: 40 – 300 Aérea: 10 – 50 | 3 | 15 | |
| FUMO | Traça-da-batatinha (Phthorimaea operculella) | 250 | Terrestre: 200 | 2 | 14 | Efetuar a aplicação quando iniciar o ataque da praga nos ponteiros (0,07% dos ponteiros atacados). |
| GERGELIM | Lagarta-enroladeira (Antigastra catalaunalis) | 40 | Tratorizado: 40 -300 Costal: 40 - 300 | 3 | 15 | Inspecionar a cultura em intervalos regulares e iniciar as aplicações quando for constatada a presença da praga. A maior dose deve ser utilizada em caso de alta pressão da praga ou condições climáticas favoráveis ao ataque. |
| GIRASSOL | Lagarta-preta (Chlosyne lacinia saundersii) | 40 | Tratorizado: 40 – 300 Aérea: 10 – 50 | 3 | 15 | |
| GRÃO-DE- BICO | Lagarta-das-vagens (Helicoverpa armigera) | 40 | Tratorizado: 40 -300 Costal: 40 - 300 | 3 | 15 | |
| LENTILHA | Broca-das-axilas (Epinotia aporema) | 40 | Tratorizado: 40 -300 Costal: 40 - 300 | 3 | 15 | |
| LINHAÇA | Broca-grande-do- fruto (Helicoverpa zea) | 40 | Tratorizado: 40 -300 Costal: 40 - 300 | 3 | 15 | |
| MILHO | Lagarta-do- cartucho (Spodoptera frugiperda) | 50 | Terrestre: 200 – 400 Aérea: 15 a 40 | 2 | 14 | Efetuar amostragens selecionando 5 a 10 pontos de amostragem, considerando-se 100 plantas por cada ponto, contando-se o número de folhas raspadas. Quando ocorrer o início de sintomas de ataque, efetuar a aplicação com jato dirigido para o cartucho da planta. O tratamento deve ser efetuado antes que as lagartas penetrem no cartucho. |
| SOJA | Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis) | 40 | Tratorizado: 40 – 300 Aérea: | 3 | 15 | Para o controle da lagarta da soja, recomenda-se que a aplicação seja feita desde o início da infestação da praga |
| 10 – 50 | até um máximo de 20 lagartas (1º e 2º instares) por pano de batida. A reaplicação deve ser realizada somente em caso de nova reinfestação. | |||||
|---|---|---|---|---|---|---|
| Lagarta-falsa- medideira (Pseudoplusia includens) | 75 | Terrestre: 200 – 400 Aérea: 15 a 40 | 2 | 14 | Iniciar o tratamento no início do ataque da praga, quando as lagartas estiverem na fase jovem. | |
| TOMATE | Broca-pequena-do- tomateiro (Neoleucinodes elegantalis) | 250 | Terrestre: 400 - 1000 | 2 | 15 | Efetuar o tratamento entre o começo do vôo dos adultos e a oviposição. |
| TRIGO | Lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax) | 45 a 50 | Terrestre: 150 - 200 | 2 | 14 | Efetuar a aplicação no início da infestação, realizando no máximo 2 aplicações com intervalo de 14 dias. |
intervalo de 14 dias. GOLERO deve ser aplicado preferencialmente quando as lagartas estiverem nos dois primeiros estágios de desenvolvimento (1º e 2º instares). Como o produto não tem ação de choque, não se deve esperar até que uma alta infestação esteja provocando uma grande desfolha das plantas. MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: GOLERO deve ser diluído em água e aplicado na forma de pulverização na dose recomendada, com qualquer tipo de equipamento terrestre, através de pulverizadores costais (manual, pressurizado ou motorizado), tratorizados com barra, turbo atomizadores ou através de aeronaves. O produto deve ser aplicado respeitando as condições de velocidade do vento inferior a 10 km/hora, temperatura menor que 30°C, umidade relativa do ar de, no mínimo, 60% e evitar excesso de chuva. Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja as culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente. O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de pulverização e o clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR. Modo de preparo da calda: Para preparação da calda, abasteça o pulverizador até 3/4 de sua capacidade, adicione a dose recomendada do produto mantendo um mínimo de agitação para uniformização da calda. Coloque a dose indicada do produto GOLERO em um recipiente com água a parte para se obter uma pré-diluição do produto e adicione ao tanque do pulverizador, após isso complete o volume restante do pulverizador com água e aplique de imediato sobre as plantas. Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados: APLICAÇÃO TERRESTRE: Utilizar bicos cônicos das séries D, X ou equivalente com pressão de 40 a 60 Ib./pol2 (p.s.i.). Para a cultura do Citros, poderá ser usado equipamento tipo pistola ou turbo atomizador. APLICAÇÃO AÉREA: Algodão, arroz, canola, feijão-caupi, girassol, milho e soja. As pontas e bicos devem ser apropriadas para o tipo de aplicação de maneira que proporcionem uma cobertura uniforme. Largura da faixa deve ser definida por teste, dependendo da altura do vôo. O comprimento da barra não deve exceder ¾ da asa, barras maiores aumentam o potencial da deriva. A altura da barra deve ser regulada de acordo com as instruções do fabricante a fim de proporcional cobertura mais uniforme e menor deriva possível. Atentar para os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.
INTERVALO DE SEGURANÇA
| Cultura | Intervalo (dias) | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Algodão | 28 | ||||
| Arroz | 70 |
| Canola, ervilha, feijão-caupi, gergelim, girassol, grão-de-bico, lentilha e linhaça | 21 |
|---|---|
| Citros | 30 |
| Fumo | U.N.A |
| Soja | 21 |
| Tomate | 4 |
| Trigo | 30 |
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entrar na área em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
Fitotoxicidade para as culturas registradas: ausente se aplicado de acordo com as recomendações da bula. Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula. Não pulverizar contra o vento e nem em dias de muito vento; Não aplicar o produto com temperaturas do ar superiores a 30ºC e umidade relativa do ar inferior a 60%; Por ser um produto com ação de contato, é importante que não ocorra chuvas no mesmo dia após a aplicação, de forma a proporcionar maior ingestão do inseticida pelas pragas. GOLERO não tem ação de choque e a morte das pragas ocorre alguns dias após o tratamento. Por isso, as aplicações devem sempre ser realizadas em períodos de baixa população das pragas. Na cultura do arroz, as aplicações devem ser realizadas quando a água de irrigação não esteja em movimento/agitação.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS
Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide “Modo de aplicação”. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE; (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -IBAMA/MMA) INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS; (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -IBAMA/MMA) INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO. (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente -IBAMA/MMA) INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
GRUPO INSETICIDA O inseticida GOLERO pertence ao grupo 15 (Inibidores da biossíntese de quitina, tipo 0, Lepidóptera – Benzoiluréia) segundo classificação do IRAC, e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do GOLERO como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é
necessário seguir estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como: - Rotacionar produtos com mecanismos de ação distinto do Grupo 15. Sempre Rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo; - Usar GOLERO ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias; - Aplicações sucessivas de GOLERO podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” exceda o período de uma geração da praga-alvo; - Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do GOLERO, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico das Benzoiluréia não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula; - Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do GOLERO ou outros produtos do Grupo 15 quando for necessário; - Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas; - Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado; - Utilizar as recomendações de dose e de modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto; - Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas; - Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br). INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS: Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO E SIGA AS INSTRUÇÕES CONTIDAS NA BULA E RÓTULO. PRODUTO PERIGOSO USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS
Produto para uso exclusivamente agrícola. O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto. Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados. Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante. Não aplique próximo de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado. Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e de animais. Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculos, touca árabe e luvas. Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.
PRECAUÇÕES NO MANUSEIO
Utilize equipamento de proteção individual (EPI): macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das
botas, avental impermeável, botas de borracha, máscara com filtro mecânico (classe P2 ou P3 quando necessário), óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila. Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada. • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça na área em que estiver sendo aplicado o produto. • Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região. • Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto. • Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão impermeável com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: • Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada. • Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação. • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça em áreas tratadas logo após a aplicação. • Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPIs), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. • Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas. • Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis. • Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação. • Não reutilizar a embalagem vazia. • No descarte de embalagens utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas e botas de borracha. • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara. Pode ser perigoso se ingerido Pode ser perigoso em contato com a pele Pode ser perigoso se inalado ATENÇÃO
PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto. INGESTÃO: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. PELE: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis, etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos. OLHOS: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la. INALAÇÃO: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. - INTOXICAÇÕES POR GOLERO -
| Grupo Químico | Diflubenzurom: Benzoiluréia Etilenoglicol: Álcool | ||
|---|---|---|---|
| Classe toxicológica | Categoria 5 - Produto improvável de causar dano agudo | ||
| Vias de exposição | Oral, dermal e inalatória | ||
| Toxicocinética | Toxicocinética | Diflubenzurom: A absorção oral do Diflubenzurom é baixa, aproximadamente 33%, considerando as taxas de excreção urinária. Após a exposição dermal, cerca de 6% de absorção por esta via é esperada tanto para produtos concentrados quanto para produtos diluídos. É uniformemente distribuído e não demonstra potencial de bioacumulação tissular. As principais vias de metabolização ocorrem através de decloração, glucuronidação, sulfatação e hidrólise. A excreção é quase completa em 24 horas e ocorre através da bile e urina. Em ratos e camundongos, a excreção urinária diminuiu proporcionalmente ao aumento do nível da dose. Em gatos, porcos e gado, 70 a 80% do diflubenzuron são eliminados nas fezes. A absorção intestinal do diflubenzuron é altamente relacionada à dose administrada. Quanto maior a dose, maior é a excreção nas fezes. Etilenoglicol: este produto não apresenta boa absorção cutânea. Da mesma forma, não é esperada a sua evaporação, sendo o risco de intoxicação inalatória muito baixo. No entanto, como todos os outros glicóis, é rapidamente absorvido, através da mucosa gástrica após a ingestão oral. As concentrações máximas de álcool sérico são atingidas dentro de uma a duas horas. O metabolismo em duas etapas via álcool desidrogenase (ADH) e aldeído desidrogenase conduz à produção de espécies tóxicas. A eliminação de etilenoglicol na ausência de tratamento parece seguir a cinética de primeira ordem, com uma semi-vida sérica estimada entre 3 e 9 horas. Se a oxidação hepática for inibida ("bloqueada") por um antagonista de álcool desidrogenase, como etanol ou fomepizol, ocorrem várias alterações. Para o etilenoglicol, a eliminação após a inibição de ADH torna-se quase inteiramente renal, com uma meia-vida de 17 a 20 horas (assumindo função renal normal). | |
| Mecanismos de toxicidade | Diflubenzurom: Os mecanismos de toxicidade do Diflubenzurom em humanos não são conhecidos. Entretanto, o efeito toxicológico mais significativo do Diflubenzurom é metaemogloginemia e sulfoemoglobinemia após exposições oral, dermal ou inalatória. Estas alterações são mais atribuídas ao seu metabólito, 4-chloroanilina, e podem ocorrer em várias espécies animais e em humanos. Etilenoglicol: O metanol e o etilenoglicol são compostos relativamente não tóxicos e causam principalmente a sedação do sistema nervoso central (SNC). No entanto, pode ocorrer uma toxicidade elevada quando estes álcoois são oxidados (principalmente por álcool desidrogenase e aldeído desidrogenase). Os metabolitos de etilenoglicol (glicolato, glioxilato e oxalato) acumulam-se após grandes ingestões. Acima dos níveis |
| plasmáticos de aproximadamente 20 mg/dL (3 mmol/L de etilenoglicol), esses metabólitos podem causar danos específicos ao órgão final, como o rim, levando a lesão renal aguda, com oligúria ou anúria reversível (insuficiência renal aguda), que por sua vez retarda a eliminação do etilenoglicol. A insuficiência renal deve-se principalmente ao dano induzido por glicolato aos túbulos, embora a obstrução dos túbulos dos cristais de oxalato precipitados possa contribuir. A hipocalcemia em intoxicações por etilenoglicol resulta da formação de oxalato de cálcio. A acidose metabólica provocada pela ingestão de grandes quantidades de etilenoglicol aumenta a capacidade dos metabolitos tóxicos para penetrar nas células, diminuindo ainda mais a função do SNC e causa uma piora no quadro de hipoxia e acidose. | |
|---|---|
| Sintomas e sinais clínicos | Diflubenzurom: Em humanos saudáveis, os inseticidas do grupo benzoiluréia, não parecem oferecer risco toxicológico significativo, contudo os dados em humanos são limitados. A maioria dos casos de exposição é por via dérmica ou inalatória. A exposição oral pode ocorrer, mas não há dados relatados de ingestão acidental ou exposição intencional destes agrotóxicos. Alguns estudos em animais mostram que a exposição a inseticidas benzoiluréicos pode causar metemoglobinemia. Respiratório: Dificuldades respiratórias foram observadas em experimentos com ratos Wistar. Alguns animais apresentam dificuldades de locomoção 2 horas após a administração da substância. Em testes inalatórios não foram constatadas lesões macroscópicas nos pulmões, fígado e rins. Gastrintestinal: Podem ocorrem náusea e vômito após a ingestão destes agrotóxicos. Hematológico: Foi relatada metemoglobinemia em vários estudos com animais de laboratório. Etilenoglicol: A exposição aguda dos seres humanos ao etilenoglicol pela ingestão de grandes quantidades, pode parecer inicialmente assintomática, mas o etilenoglicol é rapidamente absorvido (dentro de 1 a 4 horas), e sinais como estado mental alterado e a taquipneia começam a aparecer à medida que o etilenoglicol é metabolizado sucessivamente em compostos muito tóxicos. A progressão dos efeitos tóxicos pode ser dividida aproximadamente nas três etapas seguintes, embora a sobreposição seja possível: 1) De 30 minutos a 12 horas após a exposição, o etilenoglicol não metabolizado produz depressão, intoxicação e hiperosmolaridade do SNC semelhantes aos produzidos pelo etanol. 2) De 12 a 48 horas, os metabólitos de etilenoglicol produzem acidose metabólica severa pela falta de ânions com hiperventilação compensatória. A acidose resulta principalmente de um aumento no ácido glicólico, embora os ácidos glioxílico, oxálico e lático também contribuam em pequena parte. Os cristais de oxalato de cálcio são depositados no cérebro, nos pulmões, nos rins e no coração. 3) De 24 a 72 horas, lesão renal aguda pode resultar dos efeitos tóxicos renais do próprio etilenoglicol ou de seus metabólitos como oxalato de cálcio monohidrato. |
| Diagnóstico | Não existem provas laboratoriais específicas para confirmação da intoxicação. Confirmação da intoxicação humana: relacionado à recente contato ocupacional, acidental ou ingestão deliberada. A ocorrência de metaemoglobinemia em associação à exposição é sugestiva de intoxicação por diflubenzurom. As intoxicações por etilenoglicol decorrem da ingestão de elevadas quantidades do produto. A fim de confirmar a intoxicação, podem ser realizadas medições das concentrações séricas de etilenoglicol por cromatografia gasosa, mas esse teste não está amplamente disponível. Os métodos enzimáticos de detecção de etileno glicol ainda são utilizados em muitos laboratórios, mas podem levar a resultados falso- positivos (por exemplo, de toxicidade grave de acetaminofeno ou interferência de propileno glicol, 2, 3-butanodiol ou glicolato), por isso não são recomendados para a definição do diagnóstico. Pacientes com envenenamento por etilenoglicol podem ter elevações na sua concentração sérica de lactato, devido à ocorrência de acidose metabólica. A determinação dos níveis de lactato no sangue podem atuar como complementação para definir o diagnóstico de intoxicação por etilenoglicol. O exame da urina para detecção de cristais de oxalato é freqüentemente realizado em pacientes com possível envenenamento com etilenoglicol, porém é importante ter cautela para não utilizá-lo como único método diagnóstico, haja visto que é um achado inespecífico e tardio, considerando o tempo pós-intoxicação. |
| Tratamento | Antídoto: não existe antídoto específico. Exposição Oral - No caso de ingestão de quantidades significativas, administrar carvão ativado na proporção de 50 – 100g em adultos e 25 – 50g em crianças de 1 – 12 anos, e 1g/Kg em |
| menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30g de carvão ativado para 240 mL de água. Não induza o vômito. Trate sintomaticamente prestando atenção, quando necessário, a sintomas respiratórios e dérmicos. Em caso de ingestão de grandes quantidades, a lavagem gástrica pode ser indicada. COMPLICAÇÕES: êmese, aspiração. A aspiração pode ser complicada por falência respiratória aguda, síndrome da angústia respiratória do adulto ou bronquite obliterante. Foi relatada metemoglobinemia em estudos com animais. Metemoglobinemia: determine a concentração de metemoglobina e avalie o paciente quanto aos efeitos clínicos de metemoglobinemia (dispneia, dor de cabeça, fadiga, depressão do SNC, taquicardia, acidose, etc.). Trate os pacientes sintomáticos com azul de metileno (isso geralmente ocorre com níveis de metemoglobinemia acima de 20 – 30%, mas pode ocorrer com níveis mais baixos de metemoglobina em pacientes com anemia, desordens pulmonares ou cardiovasculares). Dose inicial/ adulto ou criança: 1 a 2 mg/Kg/dose (0,1 a 0,2 mL/Kg/dose) via intravenosa acima de 5 minutos, conforme necessário, a cada 4 horas. A melhora é observada rapidamente após a administração se o diagnóstico estiver correto. O azul de metileno também pode ser administrado por infusão intraóssea se o acesso intravenoso não puder ser estabelecido. Neonatos: 0,3 a 1 mg/Kg. Doses adicionais podem ser necessárias, especialmente para substâncias com absorção prolongada, baixa eliminação, ou aquelas que originam metabólitos que produzam metemoglobinemia. Doses elevadas de azul de metileno podem causar metemoglobinemia ou hemólise. Contraindicações: Deficiência de G-6-PD (desidrogenase de 6 fosfato de glicose): o azul de metileno pode causar hemólise. Exposição Inalatória A) Inalação: remova o paciente para um local arejado. Monitore alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie para irritação do trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação conforme necessário. Trate o broncoespasmo com agonista beta 2 via inalatória ou corticosteróides via parenteral. Exposição Ocular A) Descontaminação: irrigue os olhos expostos com quantidade copiosa de água corrente por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico. Exposição Dérmica Remova imediatamente a vítima das proximidades da fonte de contaminação. 1) Descontaminação: remova as roupas contaminadas e lave as áreas expostas com água e sabão. 2) Dermatite irritante retardada pode ocorrer 48 a 72 horas após ter cessado a exposição. 3) Anti-histamínicos ou esteroides tópicos podem ser úteis no tratamento da dermatite alérgica por contato. Etilenoglicol: Fomepizole, um potente inibidor de álcool desidrogenase (ADH), é um antídoto eficiente e seguro que previne ou reduz o metabolismo tóxico do etilenoglicol. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, com base no histórico e nos achados clínicos iniciais, incluindo a acidose metabólica pela falta de íons, enquanto aguarda a medição da concentração de etilenoglicol no sangue. A administração é fácil (dose de 15 mg/Kg de carga, por via intravenosa ou oral, independente da concentração de substância ingerida, seguida de doses intermitentes de 10 mg/kg a cada 12 horas até que as concentrações de álcool sejam <30 mg/dL). Não há necessidade de monitorar as concentrações de fomepizol. Administrado cedo, o fomepizol previne a insuficiência renal relacionada ao etilenoglicol. Quando administrado antes do início de acidose significativa ou lesão orgânica, fomepizol pode evitar a necessidade de hemodiálise. Quando a diálise é indicada, uma infusão contínua de 1 mg/kg/h deve ser fornecida para compensar sua eliminação. Os efeitos secundários raramente são graves e com menor ocorrência do que o etanol. Fomepizole está contraindicado em caso de alergia a pirazóis. É tanto eficaz quanto seguro na população pediátrica, mas não é recomendado durante a gravidez. Em conclusão, fomepizol é um antídoto eficaz e seguro de primeira linha para intoxicações por etilenoglicol. | |
|---|---|
| Contraindicações | A indução de vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração pulmonar e de pneumonite química. O uso do azul de metileno para hipóxia está contraindicado para |
| pacientes que possuem deficiência da glucose-6-fosfato desidrogenase (G6PD). | |
|---|---|
| Efeitos Sinérgicos | Não se conhecem informações a respeito de efeitos aditivos, sinérgicos e/ou potencializadores relacionados ao produto. |
| Atenção | Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS) As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) Notifique ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa) Telefone de Emergência da empresa: (51) 3062-2848 |
• DL50 dérmica em ratos: > 2000 mg/Kg p.c. • CL50 inalatória em ratos (4 h): Não determinada nas condições teste • Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: Não irritante. A substância teste aplicada na pele dos coelhos não causou nenhuma irritação cutânea, alteração comportamental ou clínica durante o período de observação. • Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Levemente irritante. A substância-teste aplicada no olho dos coelhos produziu irite em 2/3 dos olhos testados e hiperemia na conjuntiva e quemose em 3/3 dos olhos testados. Todos os sinais de irritação retornaram ao normal na leitura em 72 horas após o tratamento para 2/3 dos olhos testados e na leitura em 48 horas para 1/3 dos olhos testados. Não foram observadas alterações comportamentais ou clínicas durante o período de observação. • Sensibilização cutânea em cobaias: Não sensibilizante. • Mutagenicidade: Resultados obtidos no Teste de Ames (ensaio mutagênico em células procariontes de Salmonella enterica serovar Typhimurium) conduzido com a substância teste DIFLUBENZURON 480 SC indicam que a mesma não apresenta potencial de atividade mutagênica para as cepas estudadas. Um teste de micronúcleo em medula óssea de camundongos foi conduzido para avaliar o potencial mutagênico da substância teste DIFLUBENZURON 480 SC para células eucarióticas e os resultados indicam que a substância não apresentou atividade mutagênica em camundongos.
EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO
Diflubenzurom ocasiona metaemoglobinemia e sulfoemoglobinemia, associadas à exposição oral, dermal ou inalatória de várias espécies ao produto. Este é o efeito mais significativo do ponto de vista toxicológico em animais experimentais. O NOEL baseado na formação de metaemoglobinemia é 2 mg/Kg de p.c./dia em ratos e cães e 2,4 mg/Kg de p.c./dia em camundongos. Em estudos de toxicidade a longo prazo com ratos e camundongos, alterações relacionadas ao tratamento foram principalmente relacionadas a oxidação da hemoglobina e alterações dos hepatócitos. Este fato é atribuído ao metabólito 4-chloroaniline, que é conhecido por induzir a formação de metaemoglobina em diversas espécies animais. Ao ser administrado a cães Beagle (machos e fêmeas) durante 1 ano a níveis de dose de 0, 2, 10, 50 e 250 mg/Kg/dia, observou-se uma redução no ganho de peso corporal nas fêmeas que receberam as maiores doses. Os pesos absolutos do fígado e baço aumentaram em machos que receberam 50 e 250 mg/Kg/dia. Uma redução na concentração de hemoglobina e hemoglobina corpuscular média, com uma elevação na contagem de reticulócitos, foi observada em 50 e 250 mg/Kg/dia. Os valores de metaemoglobina e sulfoemoglobina foram aumentados nas doses de 10 mg/Kg/dia e superiores. Os achados histopatológicos foram limitados a macrófagos pigmentados e células de Kupffer no fígado em doses de 50 e 250 mg/Kg/dia. O NOAEL para toxicidade crônica em cães foi de 2 mg/Kg/dia. Em estudos com ratos Sprague Dawley machos e fêmeas, alimentados durante 2 anos a níveis de dosagem de 0, 156, 625, 2.500 e 10.000 ppm. Os valores de metaemoglobina estavam elevados em ratos fêmeas em todos os níveis de dose e em ratos machos nos dois níveis de dose mais elevados.
Sulfoemoglobina esteve elevada nas fêmeas, apenas nos níveis de dose de 2.500 e 10.000 ppm. O volume corpuscular médio (VCM) e a contagem de reticulócitos foram aumentados em fêmeas em altas doses. Em outro estudo, o diflubenzurom foi administrado a ratos CD machos e fêmeas por 2 anos em níveis de dose de 0, 10, 20, 40 e 160 ppm. Níveis elevados de metaemoglobina foram observados em machos e fêmeas em altas doses. Não foram observados efeitos adicionais, incluindo achados carcinogênicos. O NOAEL para toxicidade crônica em ratos foi de 40 ppm (2 mg/Kg/dia). Um estudo de carcinogenicidade de 91 semanas em camundongos CFLP foi conduzido com doses de 0, 16, 80, 400, 2.000 e 10.000 ppm. Não houve aumento na incidência tumoral como resultado da administração de diflubenzurom. Os efeitos dos órgãos-alvo incluíram aumento dos valores de metaemoglobina e sulfoemoglobina, corpos de Heinz, aumento do peso do fígado e baço, aumento de hepatócitos e vacuolização, hemopoese extramedular no fígado e baço, siderocitose no baço e células de Kupffer pigmentadas. Um NOAEL para estes efeitos foi de 16 ppm (2 mg/Kg/dia).
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: ▪ Este produto é: - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I) X - Muito perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II) - Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III) - Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV) Este produto é ALTAMENTE PERSISTE no meio ambiente. Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal, concernentes às atividades aeroagrícolas. Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água. A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA
ACIDENTES: • Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO. • Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. • Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal. 3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTE: • Isole e sinalize a área contaminada. • Contate as autoridades locais competentes e a Empresa PROREGISTROS REGISTROS DE PRODUTOS LTDA – Telefone de Emergência: (51)33420028. • Utilize o equipamento de proteção individual (EPI) (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros). • Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções a seguir: - Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deve ser mais utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final. - Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado. - Corpos d´água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. • Em caso de incêndio use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento, para evitar intoxicação.
4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE
EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM: Durante o procedimento de lavagem, o operador deve estar utilizando os mesmos EPIs – Equipamentos de Proteção Individual – recomendados para o preparo da calda do produto. Tríplice Lavagem (lavagem manual): Esta embalagem deve ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando os seguintes procedimentos: • Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos; • Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume; • Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; • Despeje a água da lavagem no tanque do pulverizador; • Faça esta operação três vezes; • Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo. Lavagem sob Pressão: Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão, seguir os seguintes procedimentos: • Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; • Acione o mecanismo para liberar o jato d’água; • Direcione o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; • A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; • Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo. Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão, adotar os seguintes procedimentos: • Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos; • Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato d’água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
• Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; • Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
• Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas. • O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
• No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. • Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. • O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRANSPORTE: • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
• O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. • Use luvas no manuseio dessa embalagem. • Esta embalagem vazia deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
• No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. • Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até seis meses após o término do prazo de validade. • O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRANSPORTE: • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
• O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
• É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. TRANSPORTE: • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
• A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente pode ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS. • A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: • Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final. • A desativação do produto é feita pela incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. 5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: • O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. 6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: • De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.