Bula oficial · registro MAPA nº 908

Bula do Funguran Verde

Bula completa do Funguran Verde (registro MAPA nº 908), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: oxicloreto de cobre.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 14 páginas no PDF.

FUNGURAN® VERDE CUPRAVIT VERDE - COPPERSHIELD - COPPERPLUS - COPPERGREEN Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA sob nº 00908.

COMPOSIÇÃO

Dicopper chloride trihydroxide (OXICLORETO DE COBRE).............................................................. 840 g/kg (84,0 % m/m) Equivalente em Cobre Metálico...................................................................................................... 500 g/kg (50,0 % m/m) Outros Ingredientes......................................................................................................................... 160 g/kg (16,0 % m/m)

PESO LÍQUIDO: VIDE RÓTULO. CLASSE: Fungicida de Contato do Grupo Químico Inorgânico TIPO DE FORMULAÇÃO: Pó Molhável - WP TITULAR DO REGISTRO (*): AV. ROBERT KENNEDY, 235 - SALA 04 – CAPELA DO SOCORRO CEP 04.768–000 - SÃO PAULO / SP - FONE: (11) 5181-5322 CNPJ. 12.362.625/0001-82 / CADASTRO CDA/SP Nº 972 (*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO FABRICANTE: FUNGURAN TÉCNICO – Registro MAPA nº 015007 OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA LTDA. Rua Minervino de Campos Pedroso, 13. CEP 14.871-360 – Jaboticabal / SP. Fone: (16) 3202-1313. CNPJ 65.011.967/0001-14 / Cadastro CDA/SP nº 101. QUIMETAL INDUSTRIAL S.A. Los yacimientos 1301 – Maipu – Santiago – Chile. SALDECO SALES Y DERIVADOS DE COBRE S.A. Calle 4, Mz-B1, Lote 18, Urb. Ind. Las Vegas, Puente Piedra, Lima 22 – Perú. OXICLORETO DE COBRE TÉCNICO FANAPROQUI – Registro MAPA nº 02905 FANAPROQUI S.A. Camino Carlos A. López, 7150 - Montevideo – Uruguai. FORMULADOR: FANAPROQUI S.A. Camino Carlos A. López, 7150 - Montevideo – Uruguai. OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA LTDA Rua Minervino de Campos Pedroso, 13 - 14.871-360 – Jaboticabal / SP. Fone: (16) 3202-1313 CNPJ 65.011.967/0001-14 / Cadastro CDA/SP nº 101 QUIMETAL INDUSTRIAL S.A. Los yacimientos 1301 – Maipu – Santiago - Chile SALDECO Sales y Derivados de Cobre S.A. Calle 4, Mz-B1, Lote 18, Urb. Ind. Las Vegas, Puente Piedra, Lima 22 - Perú. CUPROQUIM DE MÉXICO, S.A. DE C.V. Retorno Alfono Reyes n° 331, complexo industrial, Chihuahua, Chihahua., México 31109. IMPORTADOR: BIO CONTROLE MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGA LTDA. Rua Ema Gazzi Magnusson, 405 - Indaiatuba - SP CEP 13347-630 – Fone/Fax: (19) 3935-9813 CNPJ: 01.841.604/0001-23 - Registro CDA/SP nº 298 AGROBIOTECH AGRONEGÓCIO LTDA. Rua Domiciano Leite de Assis, 260, Jardinópolis/SP. CEP: 14.680-000. CNPJ: CNPJ Nº 55.480.099/0001-68 - Registro CDA/SP nº 4274. MANIPULADOR: BIO CONTROLE MÉTODOS DE CONTROLE DE PRAGA LTDA. Rua Ema Gazzi Magnusson, 405 - Indaiatuba – SP. CEP 13347-630 – Fone/Fax: (19) 3935-9813 CNPJ 01.841.604/0001-23 - Registro CDA/SP nº 298

Nº do lote ou partida: VIDE EMBALAGEM Data de fabricação: Data de vencimento:

Nº do lote ou partida:VIDE EMBALAGEM
Data de fabricação:
Data de vencimento:

Corrosivo ao Alumínio, Ferro e Ferro Galvanizado Indústria Brasileira “(Dispor este termo quando houver processo fabril em território nacional conforme Art.4º e 273º do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010)”

CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 – PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL II – PRODUTO MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE

INSTRUÇÕES DE USO

FUNGURAN VERDE é um fungicida de contato que atua como inibidor inespecífico de reações bioquímicas, causando disfunção geral da célula, indicado para controle de doenças nas culturas de Abacate, Algodão, Alho, Amendoim, Batata, Berinjela, Cacau, Café, Caqui, Cebola, Cenoura, Citros, Feijão, Feijão-vagem, Figo, Goiaba, Jiló, Maçã, Mamão, Manga, Marmelo, Nêspera, Pêssego, Pimenta, Pimentão, Soja, Tomate e Uva.

CulturaDoença/Alvo-BiológicoDose do Produto ComercialNº Máximo de AplicaçõesVolume da Calda (L/ha)
Nome ComumNome Científico
AbacateCercosporiosePseudocercospora purpurea200 g/100 L de água61000
AntracnoseColletrotrichum gloeosporioides
AlgodãoRamuloseColletrotrichum gossypii var.cephalosporioides220 g/100 L de água31000
Crestamento- bacterianoXanthomonas axonopodis pv. Malvacearum
AlhoFerrugemPuccinia allii220 g/100L de água6200 a 400 (*)
Mancha-púrpuraAlternaria porri
MíldioPeronospora destructor
AntracnoseColletotrichum circinans175 g/100L de água
AmendoimVerrugoseSphaceloma arachidis220 g/100L de água4300 a 400 (*)
CercosporioseCercospora arachidicola2,0 – 2,5 kg/ha4500
Mancha-castanhaCercospora personatum
BatataMelaPhytophthora infestans250 a 350 g/100L de água3600 a 800 (*)
Pinta-pretaAlternaria solani200 g/100L de água
BerinjelaAntracnoseColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água4300 a 500 (*)
Pinta-preta-grandeAlternaria solani
QueimaDiaporthe vexans
CacauMal-rosadoErythricium salmonicolor6 a 12 g/planta5160
Morte-súbitaPhytophthora infestans
Vassoura-de-bruxaCrinipellis perniciosa
CaféAntracnoseColletrotrichum coffeanum2,0 a 5,0 kg/ha6500
CercosporioseCercospora coffeicola1,5 a 2,5 kg/ha
FerrugemHemileia vastatrix
CaquiAntracnoseColletotrichum gloeosporioides150 g/100L de água5600 a 1000 (*)
CebolaAntracnose-da- cebola-brancaColletotrichum circinans175 g/100L de água5400 a 600 (*)
CrestamentoAlternaria porri200 g/100L de água1000
CenouraMancha-de- AlternariaAlternaria dauci175 g/100L de água6200 a 400 (*)
Mancha-de- CercosporaCercospora carotae
CitrosCancro cítricoXanthomonas citri subsp.citri0,71 – 1,43 kg/ha72000
MelanoseDiaphorte medusaea200 g/100L de água21000 a 2000 (*)
GomosePhytophthora nicotianae var. parasítica250 g/100L de água
CulturaDoença/Alvo-BiológicoDose do Produto ComercialNº Máximo de AplicaçõesVolume da Calda (L/ha)
Nome ComumNome Científico
CitrosDoença-rosadaCorticium salmonicolor250 g/100L de água21000 a 2000 (*)
MelanoseDiaporthe citri
AntracnoseColletotrichum gloeosporioides
VerrugoseElsinoe fawcetti
VerrugoseElsinoe australis100 g/100L de água
Feijão e Feijão- vagemFerrugemUromyces appendiculatus2,0 – 3,0 kg/ha3200
FigoFerrugemCerotelium fici220 g/100L de água4500 a 1000 (*)
Podridão-do-frutoPhytophthora nicotianae var. nicotianae
GoiabaAntracnoseColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água4600 a 1000 (*)
Ferrugem-da- goiabeiraPuccinia psidii
JilóAntracnoseColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água4200 a 400 (*)
MaçãEntomosporioseEntomosporium mespili210 g/100L de água2600 a 1000 (*)
SarnaVenturia inaequalis250 g/100L de água21,0 L/planta
MamãoSarnaAsperisporium caricae200 g/100 L de água21000
AntracnoseColletotrichum gloeoporioides
MangaVerrugose-da- mangueiraElsione mangiferae200 g/100L de água51000
MarmeloEntomosporioseEntomosporium mespili210 g/100L de água4600 a 1000 (*)
AntracnoseColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água
NêsperaCrespeiraTaphrina deformans220 g/100L de água4600 a 1000 (*)
EntomosporioseEntomosporium mespili
PêssegoPodridão-pardaMonilinia fructicola202 g/100L de água40,5 a 1,8 L/planta
PimentaAntracnoseColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água4500 a 800 (*)
Mancha-de- AlternariaAlternaria solani
PimentãoMancha-de- AlternariaAlternaria solani220 g/100L de água4500 a 800 (*)
AntracnoseColletotrichum gloeosporioides
SojaCrestamento-foliarCercospora kikuchii0,35 a 1,0 kg/ha2200
TomateMancha-de- alternariaAlternaria solani250 a 350 g/100L de água4600 a 1000 (*)
MelaPhytophthora infestans200 g/100L de água1000
Canela-pretaErwinia carotovora subsp. Carotovora
TomateAntracnoseColletotrichum cocodes200 g/100L de água41000
Mancha-bacterianaXanthomonas vesicatoria
CulturaDoença/Alvo-BiológicoDose do Produto ComercialNº Máximo de AplicaçõesVolume da Calda (L/ha)
Nome ComumNome Científico
Mancha-de- StemphyliumStenphylium solani
Cancro-bacterianoClavibacter michiganensis
UvaCercosporaPseudocercospora vitis210 g/100L de água5500 a 1000 (*)
Podridão-da-uva- maduraColletotrichum gloeosporioides220 g/100L de água
MíldioPlamospara vitícola250 g/100L de água
AntracnoseElsinoe ampelina250 a 300 g/100L de água

água INÍCIO E ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES: ABACATE: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 10 a 30 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. ALGODÃO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. ALHO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. AMENDOIM: Iniciar a aplicação aos primeiros sintomas ou 40 - 45 dias após o plantio. Repetir com intervalos de 10 a 15 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. BATATA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 3 a 7 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. BERINJELA: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CACAU: Iniciar a aplicação em março/abril ou nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CAFÉ: Aplicar preventivamente a partir do início das chuvas e repetir sempre que as condições forem favoráveis às doenças. Pulverizar a cultura de dezembro a abril para controle da Antracnose (C. gloeosporioides), Seca-de-ponteiros e Mancha-aurelolada e de dezembro a maio para controle da Antracnose (C. coffeanum), Cercosporiose e Ferrugem. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CAQUI: Iniciar a aplicação logo após a queda das flores ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalo máximo de 30 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CEBOLA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CENOURA: Iniciar as aplicações quando as plantas atingirem 15 cm de altura e repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. CITROS: Iniciar as aplicações preventivamente quando 2/3 das pétalas da florada principal tiverem caído. Reaplicar mensalmente ou quando as condições forem favoráveis à ocorrência da doença, visando proteger os frutos durante todo o período de predisposição a doença. Para controle da Cancro-cítrico: Realizar 07 aplicações por ciclo da cultura, sendo a primeira na fase de 2/3 (dois terços) de pétalas caídas ou logo após o início das chuvas, com intervalo de 21 dias entre aplicações. FEIJÃO E FEIJÃO-VAGEM: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar dose maior e em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença.

FIGO: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 10 a 15 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. Suspender as aplicações uma semana antes da colheita. GOIABA: Iniciar a aplicação após o início da brotação ou nos primeiros sintomas. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. JILÓ: Iniciar a aplicação quando ocorrer os primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. MAÇÃ: Iniciar a aplicação após a poda em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. MAMÃO: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas nas folhas mais velhas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. MANGA: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 14 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. MARMELO: Iniciar a aplicação logo após a poda de limpeza em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. NÊSPERA: Iniciar a aplicação logo após a poda de limpeza em tratamento de inverno. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. PÊSSEGO: Aplicar preventivamente no período de inverno, quando ocorrer a queda das folhas, ou dentro do manejo de doenças para a cultura, ou durante a fase de inchamento das gemas ou durante a fase de floração. PIMENTA E PIMENTÃO: Iniciar a aplicação na formação de mudas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 5 a 7 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. SOJA: Iniciar a aplicação aos 50 a 60 dias após a emergência da cultura e repetir a aplicação no estádio R1. Aplicar dose maior quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. TOMATE: Iniciar a aplicação nos primeiros sintomas ou em condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. No viveiro, iniciar as pulverizações quando as plantas apresentarem as primeiras folhas, repetindo com intervalos de 7 a 15 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. UVA: Iniciar a aplicação durante o período de frutificação. Repetir em intervalos de 4 a 10 dias. Para a Podridão-dauva-madura, iniciar as aplicações preventivamente, quando as brotações tiverem cerca de 5 a 7 cm. Repetir em intervalos de 7 a 10 dias. Aplicar em intervalo menor, quando as condições ambientais forem favoráveis ao desenvolvimento da doença. (*) Volume de calda conforme o tamanho das plantas e o equipamento de aplicação, de forma a proporcionar uma boa cobertura.

MODO DE APLICAÇÃO

FUNGURAN VERDE deve ser utilizado preventivamente, podendo ser aplicado no aparecimento dos primeiros sintomas das doenças através da pulverização. Para preparar a calda, despejar o produto na água, agitando lentamente até a formação de uma calda homogênea, mantendo-o sob constante agitação e utilizando-a no mesmo dia da preparação. Recomenda-se o uso de pulverizadores manuais, motorizados ou acoplados a tratores com bicos cônicos tipo D2 apropriados para a aplicação de pó molhável. Aplicar o volume de calda recomendado, observando que ocorra uma boa cobertura de pulverização nas plantas. Observações locais deverão ser efetuadas visando evitar a deriva e a evaporação do produto.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Abacate: Sem restrições (1) Algodão: Sem restrições (1) Alho: Sem restrições (1) Amendoim: Sem restrições (1) Batata: Sem restrições (1) Berinjela: Sem restrições (1) Cacau: Sem restrições (1) Café: Sem restrições (1) Caqui: Sem restrições (1) Cebola: Sem restrições (1) Cenoura: Sem restrições (1)

Citros: Sem restrições (1) Feijão: Sem restrições (1) Feijão-vagem: Sem restrições (1) Figo: Sem restrições (1) Goiaba: Sem restrições (1) Jiló: Sem restrições (1) Maçã: Sem restrições (1) Mamão: Sem restrições (1) Manga: Sem restrições (1) Marmelo: Sem restrições (1) Nêspera: Sem restrições (1) Pêssego: Sem restrições (1) Pimenta: Sem restrições (1) Pimentão: Sem restrições (1) Soja: Sem restrições (1) Tomate: Sem restrições (1) Uva: Sem restrições (1) (1) Os níveis máximos de cobre devem obedecer à legislação específica para contaminantes em alimentos “in natura”, quando aplicável. Intervalo de segurança: sem restrições UNA = Uso Não Alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxidade para as culturas indicadas: respeitadas as doses e o modo de aplicação, o produto não apresenta restrições.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide Modo de Aplicação INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA: O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações: • Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo M1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível; • Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc; • Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;

• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas; • Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br). O produto fungicida FUNGURAN VERDE é composto por oxicloreto de cobre, que apresenta atividade de contato multi-sítio, pertencente ao Grupo M01, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas). INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS: Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como os controles: cultural, biológico, microbiano, comportamental, químico, e uso de variedades resistentes, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA

PRECAUÇÕES GERAIS

• Produto para uso exclusivamente agrícola. • O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado. • Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e a aplicação do produto. • Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. • Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. • Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. • Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante. • Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado. • Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. • Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e de animais. • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, toucas árabes e luvas. • Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.

PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO ou PRECAUÇÕES DURANTE A PREPARAÇÃO DA CALDA

• Utilize equipamento de proteção individual (EPI): macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2 ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral / viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila • Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. • Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO

• Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver sendo aplicado o produto. • Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região.

• Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar contato, ou permitir que outras pessoas também entrem em contato, com a névoa do produto. • Utilize equipamento de proteção individual (EPI): macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2 ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral / viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO: • Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada. • Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação. • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas tratadas logo após a aplicação. • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). • Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. • Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas. • Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis. • Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação. • Não reutilizar a embalagem vazia. • No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha; • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara. • A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida. - Pode ser nocivo se ingerido - Pode ser nocivo em contato com a pele ATENÇÃO! - Pode ser nocivo se inalado PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto. Ingestão: ATENÇÃO: PODE SER NOCIVO SE INGERIDO. Se engolir o produto, não provoque vómito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vómito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retira-Ia. Pele: ATENÇÃO: PODE SER NOCIVO EM CONTATO COM A PELE. Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, Óculos, relógio, anéis, etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos. Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. INTOXICAÇÕES POR FUNGURAN VERDE - Informações Médicas –

Grupo químicoInorgânico.
Classe toxicológicaCATEGORIA 5 – Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Mecanismos de toxicidadeA toxicidade bioquímica do cobre, quando excede o controle homeostático, é derivada de seus efeitos na estrutura e função das biomoléculas, tais como o DNA, membranas e proteínas. A toxicidade de uma dose oral simples de cobre varia amplamente entre as espécies. Os sais mais
solúveis (sulfato de cobre II, cloreto de cobre II) geralmente são mais tóxicos do que os sais menos solúveis (hidróxido de cobre II, óxido de cobre II).
Vias de exposiçãoOral, inalatória, ocular e dérmica.
Sintomas e sinais clínicosDos padrões de toxicidade humana foram relatados: exposição aguda a altas doses ou intoxicação crônica devido à ingestão contínua de doses menores. A intoxicação crônica por cobre, que é rara, afeta principalmente o fígado. O cobre metálico por si próprio provavelmente tem pouca ou nenhuma toxicidade, contudo os relatos na literatura são contraditórios. Os sais de cobre geram toxicidade. Sais solúveis, tais como sulfato de cobre, são muito irritantes para a pele e membranas mucosas. EXPOSIÇÃO AGUDA Inalatória: A exposição a vapores ou pó de cobre pode causar irritação no nariz e trato respiratório superior, assim como espirros e tosse. Também pode ocorrer perfuração do septo nasal, febre com sintomas semelhantes aos de um resfriado tais como calafrios e dores musculares. A incidência da febre induzida pelos vapores de cobre é baixa, devido às altas temperaturas necessárias para volatilizar o cobre. Oral: A ingestão aguda de sais de cobre pode causar irritação, náusea severa e vômito, salivação, dor abdominal, queimação epigástrica, hemólise, sangramento gastrintestinal com gastrite hemorrágica, hematêmese e melena, anemia, hipotensão, icterícia, convulsões, coma, choque e morte. Falências renal e hepática podem ocorrer vários dias após a ingestão aguda. A metemoglobinemia é rara. O cobre pode induzir um gosto metálico ou doce na boca. Dérmica: A exposição dérmica pode causar irritação, coceira, eczema, dermatite por contato, hipersensibilidade e manchas esverdeadas no cabelo, dentes e pele. Ocular: A exposição dos olhos aos vapores de cobre pode causar irritação, conjuntivite, edema palpebral, ulceração e opacidade da córnea. Também podem ocorrer irritação ocular, uveite, abscesso e perda do olho devido à ação mecânica de partículas de cobre alojadas. A penetração de pequenos fragmentos no olho pode resultar em dano ocular severo. EFEITOS AGUDOS Cardiovascular: Hipotensão, disritmia e doenças das artérias coronarianas têm sido relacionadas à exposição do cobre. Respiratório: Febre induzida pelos vapores do cobre, respiração ofegante e roncos no peito foram relatados em trabalhadores expostos a pós de cobre. Ocorreu dispnéia após exposição oral. Em animais observou-se edema pulmonar e inflamação alveolar. Neurológico: Depressão do sistema nervoso central, convulsões e dores de cabeça foram associadas à exposição ao cobre. Gastrintestinal: Após a ingestão de alguns sais de cobre, pode ocorrer gastrenterite com vômito, erosões nas mucosas, gosto metálico na boca, sensação de queimação epigástrica e diarréia. Hepático: Após dois ou três dias da ingestão de sais de cobre podem ocorrer hepatomegalia, sensibilidade do fígado, níveis elevados de transaminases e icterícia. Cirroses na infância foram relacionadas à ingestão de leite em vasilhames de cobre ou bronze. Granulomas também foram associados a exposição ao cobre. Geniturinário: falência renal aguda com oligúria seguida por anúria pode ocorrer 24 a 48 horas após a ingestão. Também podem ocorrer hemoglobinúria e hematúria. Hematológico: Ocorreram hemólise e anemia e, raramente, metemoglobinemia. Dermatológico: A exposição dérmica pode gerar irritação severa, coceira, eritema, dermatite e eczema, podendo resultar em toxicidade sistêmica.
ToxicocinéticaA absorção do cobre ocorre principalmente através do trato gastrintestinal. 20 a 60 % do cobre da dieta são absorvidos; o restante é excretado através das fezes. Logo que o metal passa através da membrana basolateral, ele é transportado para o fígado onde se liga à albumina sérica. O fígado é órgão crítico para a homeostase do cobre. O cobre é particionado para excreção através da bile ou incorporação em proteínas intra e extracelulares. A via principal de excreção é através da bile. O transporte do cobre para os tecidos periféricos é efetuado através da ligação plasmática às albuminas séricas, ceruloplasmina ou complexos de baixo peso molecular.
ToxicodinâmicaOxicloreto de cobre: É um fungicida foliar com ação preventiva; o íon cobre (Cu ++) é absorvido pelos esporos durante a germinação e acumula-se até que seja alcançada uma concentração suficientemente alta para matar a célula de esporos. Por outro lado, o mecanismo de toxicidade de cobre (Cu) nos mamíferos é complexo e envolve o aumento da permeabilidade celular em eritrócitos com consequente lise, inibição da glutationa redutase e perda de glutationa intracelular reduzida, uma vez que a regeneração não-enzimática de glutationa dentro da célula é restrita na toxicidade do cobre. Os íons de cobre induzem o inchaço mitocondrial e inibem o consumo de
oxigênio. A afinidade dos grupos Cu (+2) a -SH de hemoglobina, eritrócitos e outras membranas aumenta a permeabilidade e a lise dos eritrócitos. Fontes: https://toxnet.nlm.nih.gov/cgi- bin/sis/search2/f?./temp/~mcgnGq:2; https://efsa.onlinelibrary.wiley.com/doi/pdf/10.2903/j.efsa.2008.187r
DiagnósticoO diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
TratamentoAntídoto: Não existe antídoto específico. Exposição oral A) A êmese é rápida e espontânea na maioria dos pacientes após a ingestão de sais de cobre. A ipeca é contraindicada após a ingestão de sais de cobre cáusticos devido ao risco de mais danos à mucosa gastrintestinal e possibilidade de alterações graves no SNC. B) Os sais de cobre podem ser agentes cáusticos, capazes de extensivos danos à mucosa, incluindo perfuração do trato gastrintestinal. A lavagem gástrica e administração de carvão ativado podem causar complicações adicionais. Contudo alguns clínicos têm utilizado essas técnicas com sucesso. Uma vez que o carvão ativado tenha sido administrado, torna-se difícil de observar achados endoscópicos. Essas técnicas são controversas e o emprego das mesmas fica a critério do profissional envolvido. 1) A lavagem gástrica pode ser indicada após a ingestão de formas não- corrosivas de cobre. Após a ingestão de um composto corrosivo de cobre, tal como sulfato de cobre (sulfato cúprico), a lavagem gástrica não é indicada devido ao fato de que o risco de causar perfuração pode superar o benefício da remoção do material cáustico. 2) Lavagem gástrica: Considere após ingestão de uma quantidade de veneno potencialmente perigosa á vida, se puder ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Contra- indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou do nível diminuído de consciência em pacientes não-intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa. C) Hipotensão: Proceda a infusão de 10 a 20 ml/kg de fluído isotônico. Se a hipotensão persistir, administre dopamina (5 a 20 mcg/kg/min) ou norepifedrina (adultos: comece a infusão em 0,5 a 1 mcg/min; crianças: comece a infusão em 0,1 mcg/kg/min). D) Mantenha os pacientes que ingeriram sais de cobre corrosivos sem ingerir nada pela boca, após a descontaminação da mucosa, até que se faça endoscopia. E) Considere a endoscopia no caso de pacientes que ingeriram sais corrosivos de cobre. 1) Endoscopia: Realize dentro de 24 horas para avaliar quanto a queimaduras em adultos com ingestão deliberada ou qualquer sinal ou sintoma atribuível a ingestão, e em crianças com estridor, vomitando ou babando. Considere endoscopia em crianças com disfagia, recusa para engolir, queimaduras orais significativas ou dor abdominal. F) O papel dos corticosteróides é controverso. Considere o uso em queimaduras de segundo-grau em até 48 horas após a ingestão em pacientes sem hemorragia ativa no trato gastrintestinal superior ou evidência de ruptura gastreosofágica. Os antibióticos são indicados em infecções definidas ou em pacientes com perfuração gastroesofágica. G) Há pouca experiência clínica no uso de quelantes na redução da intoxicação aguda por cobre. Dados de eficácia são provenientes de pacientes com intoxicação crônica por cobre (doença de Wilson e cirrose indiana da infância) e de estudos em animais. Têm sido empregados dimercaprol (BAL), penicilamina, sulfonato de dimercaptopropano (DMPS) e EDTA. A d-penicilamina é considerada a droga de escolha na doença de Wilson, na qual ocorre uma condição crônica de níveis de cobre elevados. A administração de dimercaprol (BAL) parece acelerar a excreção de cobre, podendo aliviar as dores abdominais.
ContraindicaçõesA indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração.
ATENÇÃOPara notificar o caso e obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque- Intoxicação: 0800-722-6001. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS) As intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique o caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS). Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa). Telefone de Emergência da empresa: (11) 51815322 Correio Eletrônico da Empresa: walter@giulini.com.br

Efeitos Agudos para animais de laboratório: • DL50 oral em ratos: > 2000 mg/kg • DL50 cutânea em ratos: > 4000 mg/kg; • Corrosão/irritação cutânea em coelhos: o produto foi considerado não irritante a pele quando testado em coelhos. • Corrosão/irritação ocular em coelhos: o produto foi considerado não irritante aos olhos quando testado em coelhos. Efeitos crônicos do produto técnico: Carcinogenicidade: embora não exista evidência direta de carcinogenicidade, alguns indivíduos expostos a sais de cobre, em situação ocupacional, desenvolveram câncer de pulmão. Teratogenicidade: em humanos, não há relatos na literatura de teratogênese induzida por excesso de cobre. Estudos em animais apresentaram efeitos teratogênicos com sais de cobre. Mutagenicidade: estudos mostraram atividade mutagênica com inibição da atividade da RNA-polimerase, aberrações cromossômicas e divisão celular anormal em células animais, mas em células humanas esses achados não são conhecidos. MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÒRIO OU, QUANDO DISPONÍVEIS, PARA O SER HUMANO: O produto pode penetrar no organismo pela pele, boca e nariz. A meia-vida biológica do cobre em humanos foi estimada em cerca de 4 semanas. A rota de eliminação de cobre é a via biliar. A excreção que ocorre pela urina é normalmente baixa. Menos de 1% da quantidade injetada intravenosa foi excretada pela urina, em 72 horas. No mesmo período, 9% foi excretado pelas fezes. Relato de caso de uma criança intoxicada com cerca de 3 g de sulfato de cobre revelou que 2 horas após a ingestão a urina continha 500 µg/100 mL de cobre.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: - Este produto é:  Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I).  Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).  Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).  Pouco Perigoso Ao Meio Ambiente (CLASSE IV). • Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente • Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microorganismos do solo. • Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos (algas, microcrustáceos e peixes). • Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. • Não utilize equipamento com vazamentos. • Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. • Aplique somente as doses recomendadas. • Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d´água. Evite a contaminação da água. • A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: • Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. • Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver as embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados. • Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. • Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: • Isole e sinalize a área contaminada. • Contate as autoridades locais competentes e a empresa FUNGURAN GIULINI LTDA, telefone (11) 5181-5322. • Utilizar o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetores e máscara com filtros). • Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo. Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte a empresa registrante, através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final; Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima; Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. • Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM FLEXIVEL. - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem. Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. - DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do seu prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. - TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos canais de distribuição. EMBALAGEM SECUNDÁRIA - NÃO CONTAMINADA - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias. - DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. - TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. - DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. - É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. - EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS: A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. - PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. - TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: Observe as restrições e/ou disposições constantes na legislação estadual e/ou municipal concernentes as atividades agrícolas. Paraná: liberado com restrição de uso para alho, berinjela, caqui, cenoura, feijãovagem, jiló, pêssego, pimenta, pimentão, e para os alvos Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides, Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum em algodão, Corticium salmonicolor, Diaporthe citri em citros, Colletotrichum gloeosporioides em uva, Colletotrichum circinans em cebola, Entomosporium mespili em maçã, Taphrina deformans em nêspera.

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Funguran Verde registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 908 · documento de 29/04/2024.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Funguran Verde?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Funguran Verde e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Funguran Verde é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 908, documento de 29/04/2024), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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