Bula oficial · registro MAPA nº 3292

Bula do Ethrel 720

Bula completa do Ethrel 720 (registro MAPA nº 3292), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: etefom.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 15 páginas no PDF.

Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária / MAPA sob nº 03292

COMPOSIÇÃO

2-chloroethylphosphonic acid (ETEFOM) ................................................................................... 720 g/L (72,0 % m/v) Outros Ingredientes .................................................................................................................... 575 g/L (57,5 % m/v) CLASSE: Regulador de crescimento do grupo químico etileno (precursor de) TIPO DE FORMULAÇÃO: Concentrado Solúvel (SL) TITULAR DO REGISTRO: Bayer S.A. Rua Domingos Jorge, 1.100 - CEP: 04779-900 - São Paulo/SP CNPJ: 18.459.628/0001-15 - Registrada na Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo sob nº 663 FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO: Ethrel Técnico BCS – Registro MAPA Nº 08905: Lanxess Corporation - 2151 King Street Extension Charleston/Carolina do Sul - EUA CBW Chemie GmbH Bitterfeld - Greppiner Straber 19, D-06766 - Wolfen – Alemanha Etefom Técnico BCS – Registro MAPA N° TC12823 Jiangsu Corechem Co. Ltd. - 18, Shilian Avenue, 223000, Huaian City, Jiangsu, China. FORMULADOR: Bayer S.A. - Estrada da Boa Esperança, 650 – Bairro Bom Pastor - CEP: 26110-120 - Belford Roxo/RJ - CNPJ: 18.459.628/0033-00 - Número do cadastro no INEA - LO nº IN023132 / Bayer S.A. - Calle 18 39 1030 - Soledad - Atlântico – Colômbia. AGITE ANTES DE USAR CORROSIVO Lote, Data de Fabricação, Data de Vencimento: Vide embalagem CONTEÚDO: VIDE RÓTULO Indústria Brasileira (Dispor esta frase quando houver processo fabril em território nacional)

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL

III - PRODUTO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE

INSTRUÇÕES DE USO

ETHREL® 720 é um regulador de crescimento do grupo químico etileno (precursor de), indicado para as seguintes finalidades e culturas:

CulturaFinalidade de UsoDose Produto ComercialNº máximo de aplicaçõesVolume de calda (L/ha)Equipamento de AplicaçãoIntervalo de segurança (dias)
AbacaxiInduzir o florescimentoJunho/ Julho/ Agosto: 670 mL/ha Março/ Abril/ Maio/ Setembro/ Outubro: 1 L/ha Novembro/ Dezembro/ Janeiro/ Fevereiro: 1,3 L/ha1Terrestre: 150 – 200 Aérea: 20 – 40Avião Barra Costal14
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: As doses recomendadas acima podem sofrer variações dependendo da região e variedades. Recomenda-se a pulverização de ETHREL® 720 na cultura do abacaxi com adição de 2% de uréia na calda de pulverização. Aplicar 30 ml da calda de pulverização no miolo ou coração da planta. A época ideal varia de 8 a 14 meses após o plantio do abacaxizeiro ou quando forem obtidas plantas vigorosas, capazes de suportar um fruto sadio, sem debilitar a planta. Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.
ArrozRegular o crescimento da cultura promovendo uma melhor arquitetura da planta, favorecendo o desenvolvimento das espiguetas e panícula.330 - 500 mL/ha1Terrestre: 150 – 200 Aérea: 20 – 40Avião Barra Costal30
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomenda-se a aplicação do produto ETHREL® 720 na cultura do arroz, quando esta estiver no estágio de início da diferenciação floral. Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura
CaféUniformizar a maturação e antecipar a colheita dos frutos130 mL/100 L de água1Terrestre: 500 Aérea: 30Avião Costal Turbo30
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomenda-se a aplicação do produto ETHREL® 720 quando 90% dos frutos da “saia” das plantas de café estiverem fisiologicamente maduros. Isso pode ser percebido cortando-se os frutos com o auxílio de um material cortante, onde, se o interior estiver duro, com o grão formado, indica que os frutos estão fisiologicamente maduros. Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.
CulturaFinalidade de UsoDose Produto ComercialNº máximo de aplicaçõesVolume de calda (L/ha)Equipamento de AplicaçãoIntervalo de segurança (dias)
Cana-de- açúcarMaturador / Inibidor do Florescimento / Redução da isoporização660 mL/ha1Aérea: 20 – 40Avião10
Inibidor de florescimento/ Redução da Isoporização em regiões Norte e Nordeste.440 - 660 mL/ha2
Aumentar a biomassa500 mL/ha1Terrestre: 150 – 200Jato dirigido
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Maturação/Inibição do Florescimento: recomenda-se aplicar o produto antes da indução floral através de pulverização aérea, para evitar que ocorra uma diminuição das quantidades totais de açúcares industrializáveis e também na produtividade agrícola devido ocorrência do florescimento. A inibição do florescimento, consequentemente, favorece a maturação podendo antecipar a colheita de colmos. Redução da isoporização: utilizar o ETHREL® 720 através de pulverização aérea em canaviais com três ou mais internódios formados, que estejam em pleno vigor vegetativo e livre de stress, com boa presença de umidade no solo e favorabilidade climática futura para o desenvolvimento da cana e que serão colhidos no período mais seco da safra onde intensifica o fenômeno da isoporização. Regiões Norte e Nordeste: Inibição do Florescimento / Redução da isoporização: Para inibir o florescimento e reduzir a isoporização nas regiões Norte e Nordeste, de baixa latitude, entre -6° a -13°, onde o período indutivo ultrapassa os 40 dias, recomenda-se aplicar o produto antes da indução floral através de pulverização aérea em canaviais com três ou mais internódios formados, que estejam em pleno vigor vegetativo e livre de stress, para evitar que ocorra perda de qualidade industrial e produtividade agrícola, é recomendado até duas aplicações com intervalo de 25 a 35 dias uma da outra. Utilizar as maiores doses ou combinação de doses para as variedades de alto potencial de florescimento, bem como as menores doses ou combinação de doses para as variedades de menor potencial de florescimento. Aumento da biomassa: recomenda-se aplicar o produto no sulco de plantio sobre os toletes (mudas) da cana-de-açúcar, visando uma rápida brotação, maior enraizamento e maior perfilhamento da cana-de- açúcar. Recomenda-se cobrir os toletes (fechar o sulco de plantio) imediatamente após a aplicação do produto. Realizar uma única aplicação por ciclo de cultura. Não aplicar ETHREL® 720 em canaviais com presença de pragas, doenças e na condição de estresse hídrico acumulado ou presente no momento da aplicação. Aplicar com o canavial em pleno crescimento vegetativo ou na fase inicial da maturação do ciclo da Cana-de-Açúcar.
FigoAcelerar o período de maturação7 - 13,0 mL/1,0 L de água1Terrestre: 50 – 150Costal Turbo Pincel Esponja Manual5
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomenda-se a aplicação do ETHREL® 720 diretamente sobre os frutos da figueira quando estiverem na fase de flor, com ostíolo rosado (completamente desenvolvido). Para realizar a aplicação do produto na cultura, utilizar pincéis com ponta de esponja ou qualquer outro equipamento que distribua uniformemente a calda sobre fruto utilizando sempre equipamentos de proteção individual recomendado em bula.
Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.
MangaInduzir o florescimento40 - 60 mL/100 L de água2Terrestre: 200 – 500 Aérea: 30Avião Costal Turbo(1)
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomendação para Indução do florescimento: deve-se aplicar o produto através de pulverização das árvores, 40 a 60 ml do produto ETHREL® 720 em 100 litros de água. Realizar a segunda aplicação 15 dias após a primeira pulverização. Realizar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
SojaRegular o crescimento da cultura promovendo uma melhor arquitetura da planta, favorecendo o desenvolvimento das vagens e enchimento de grãos.150 mL/ha1Terrestre: 150 – 200 Aérea: 20 – 40Avião Barra Costal106
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomenda-se aplicar o produto ETHREL® 720 entre 25 a 30 dias após a germinação da cultura da soja, ou seja, quando a mesma estiver com 4 a 6 folhas verdadeiras (estádio V7). Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.
SorgoBiomassa - Redução de acamamento0,2 - 0,3 L/ha1Terrestre: 200 – 300 Aérea: 30 – 50Avião Barra Costal20
Sacarino - Incremento do teor de açucar0,9 - 1,3 L/ha
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Sorgo biomassa e Sorgo Sacarino: A aplicação deverá ser realizada entre o emborrachamento e antes da emissão da folha bandeira, com 25 a 40 cm de altura. Utilizar a maior dose em cultivares de porte elevado. Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.
TomateUniformizar a maturação e antecipar a colheita dos frutos1,0 a 3,0 L/ha01Terrestre: 500 – 800Barra Turbo Costal Manual03
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Recomenda-se avaliar o total de frutos de diversas plantas da área e iniciar a aplicação de ETHREL® 720 quando a maioria dos frutos estiverem totalmente desenvolvidos e com 15% a 20% dos frutos em maturação (avermelhados) ou maduros. No caso do tomate de mesa, aplicar somente nas pencas que estiverem com os frutos totalmente desenvolvidos e na fase de mudança de cor em torno de 15% dos frutos em maturação. A aplicação deve ser realizada de forma que a calda com o produto promova cobertura completa de todos os frutos das plantas (tomate processamento) ou das pencas selecionadas (tomate de mesa). Utilizar as doses mais altas quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 20 graus Celsius ou de acordo com a programação de colheita e da cultivar utilizada. A resposta ao ETHREL® 720 e suas respectivas doses podem variar de acordo com a cultivar de tomate utilizada, temperatura e desenvolvimento das plantas. Uma única aplicação é suficiente para obter resposta do ETHREL® 720 na maturação dos frutos.
UvaPromover a desfolha e melhorar a maturação de ramos200 mL/100 L de água1Terrestre: 1000 Aérea: 30Avião Costal Turbo(1)
Acelerar a maturação dos frutos0,5 – 1,0 L/haTerrestre: 200 – 500Costal Turbo atomizador Manual14
ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO: Promover a desfolha e melhorar a maturação de ramos: Recomenda-se aplicar o produto ETHREL® 720 entre 15 a 20 dias antes da realização da poda de frutificação da cultura da uva. Acelerar maturação de frutos: Recomenda-se a aplicação do ETHREL® 720 para acelerar a maturação e melhorar a coloração das bagas direcionando o produto para frutos/bagas da uva na fase de início de maturação, ou seja, início de mudança de cor das bagas (verasion). Para realizar a aplicação do produto na cultura, utilizar pulverizador costal, turbo-atomizador ou qualquer outro equipamento que distribua uniformemente a calda sobre os frutos. Realizar uma única aplicação por ciclo da cultura.

(1) Não determinado devido à modalidade de emprego

MODO DE APLICAÇÃO

Preparo de Calda: Para o preparo da calda, deve-se utilizar água de boa qualidade, livre de coloides em suspensão (terra, argila ou matéria orgânica), a presença destes pode reduzir a eficácia do produto. O equipamento de pulverização a ser utilizado para a aplicação do ETHREL® 720 deve estar limpo de resíduos de outro defensivo. Preencher o tanque do pulverizador com água até a metade de sua capacidade; em seguida é recomendado que se faça uma pré-diluição do ETHREL® 720 em um recipiente não reativo (plástico, fibra de vidro), adicionando a dose recomendada para cada cultivo do ETHREL® 720 em 5 a 10 litros de água agitando-o com um bastão plástico até que a pré-calda esteja homogênea, após esta etapa, inserir a pré-mistura no pulverizador e completar a capacidade do reservatório do pulverizador com água, mantendo sempre o sistema em agitação e retorno ligado durante todo o processo de preparo e pulverização para manter homogênea a calda de pulverização. Prepare apenas a quantidade de calda necessária para completar o tanque de aplicação, pulverizando logo após sua preparação. Na ocorrência de algum imprevisto que interrompa a agitação da calda, agitá-la vigorosamente antes de reiniciar a aplicação. Devido à natureza ácida do produto, o contato prolongado do mesmo com superfícies plásticas, acrílicas, algumas tintas e metais, pode provocar danos. Lave perfeitamente com água e detergente todos os materiais acrílicos e plásticos expostos (por exemplo: o para-brisa da aeronave), e as superfícies pintadas imediatamente após a exposição do produto. No fim do período de cada dia de trabalho, lave perfeitamente com água e detergente todas as partes metálicas da aeronave e equipamento de pulverização expostos do produto. Equipamento de aplicação: Aplicação Terrestre: Equipamentos Costais (manuais ou motorizados): Utilizar pulverizador costal dotado de ponta de pulverização do tipo leque (jato plano), calibrando de forma a proporcionar perfeita cobertura com tamanho de gota média a grossa e direcionando para o alvo desejado. Observar para que não ocorram sobreposições nem deriva por movimentos não planejados pelo operador. Pulverizadores de Barra: Utilizar pulverizadores tratorizados de barra ou auto propelidos, com pontas de pulverização hidráulicas, adotando o espaçamento entre pontas e altura da barra com relação ao alvo recomendados pelo fabricante das pontas. Certificar-se que a altura da barra é a mesma com relação ao alvo em toda sua extensão, devendo esta

altura ser adequada ao estagio de desenvolvimento da cultura de forma a permitir uma perfeita cobertura das plantas. O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas. Jato Dirigido: Utilizar pulverizador autopropelido ou tratorizado de barra, dotado de ponta do tipo leque (jato plano) dirigido ao sulco de plantio, sobre os "toletes", adotando o espaçamento entre pontas e altura da barra com relação ao alvo que permita uma perfeita cobertura dos “toletes”. Certificar-se que a altura da barra é a mesma com relação ao alvo em toda sua extensão. O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas. Hidropneumáticos (Turbo-atomizadores): Utilizar pulverizador tratorizado montado, semi montado ou de arrasto, dotado de ponta do tipo cone vazio com espaçamento entre pontas determinado pelo fabricante. As pontas devem ser direcionadas para o alvo de acordo com cada cultura, as pontas superiores e inferiores podem ser desligados para que não seja feita a pulverização no solo ou acima do topo da cultura, além do emprego de pontas com perfil de gotas variando entre grossa e muito grossa nas posições superiores, a fim de evitar a perda dessas gotas por deriva. A regulagem do ventilador deve oferecer energia suficiente para que as gotas sejam impulsionadas para o interior do dossel da cultura, conferindo a melhor cobertura no interior da estrutura da planta. O equipamento deve ser regulado e calibrado de forma a produzir espectro de gotas médias a grossas. Aplicação Aérea: Utilizar aeronaves agrícolas equipada com barras com pontas hidráulicas de acordo com a vazão calculada ou recomendada pelo fabricante dos mesmos, devendo ser considerado o tamanho do orifício das pontas, o ângulo de inclinação (em graus), a pressão (PSI) e a velocidade de voo (Km/h), que permita a liberação e deposição de uma densidade mínima de 40 gotas/cm² e uma cobertura de pulverização uniforme, adotando classe de gotas que variam de média a grossa. Utilize pontas e pressão adequadas para produzir uma cobertura de pulverização uniforme com tamanhos de gotas de média a grossa. Condições diferentes das ideais devem ser avaliadas pelo técnico responsável pela aplicação. Não aplicar este produto utilizando sistema eletrostático. Não aplicar este produto utilizando pontas de pulverização rotativas. Para a aplicação aérea, a distância entre as pontas na barra não deve exceder 75% do comprimento do diâmetro do rotor (ou envergadura), preferencialmente utilizar 65% do comprimento do diâmetro do rotor (ou envergadura) no limite da bordadura.

Volume de caldaTamanho de gotasCobertura mínimaAltura de vooFaixa de aplicaçãoDistribuição das pontas
20 – 50 L/ha*Média - Grossa40 gotas/cm²3 m15 - 18 m65%

*A depender da cultura Condições meteorológicas para pulverização:

TemperaturaUmidade do arVelocidade do vento
menor que 30°Cmaior que 55%entre 3 e 10km/h

menor que 30°C maior que 55% entre 3 e 10km/h Recomendações gerais para evitar deriva: Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente. O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização (independente dos equipamentos utilizados para a pulverização, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva) e as condições meteorológicas (velocidade do vento, umidade e temperatura). O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar. Evitar a deriva é responsabilidade do aplicador. Diâmetro das gotas:

A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar com o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle, ou seja, de média a grossa. A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado, condições climáticas, estádio de desenvolvimento da cultura, entre outros devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. Aplicando-se gotas de diâmetro maior reduz-se o potencial de deriva, mas não previne se as aplicações forem feitas de maneira imprópria ou sob condições desfavoráveis. Técnicas gerais para o controle do diâmetro de gotas: Volume: use pontas de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível considerando suas necessidades práticas. Pontas com vazão maior produzem gotas maiores. Pressão: use a menor pressão indicada para a ponta. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração através das folhas da cultura. Quando maiores volumes forem necessários, use pontas de vazão maior ao invés de aumentar a pressão. Tipo de Ponta: use o modelo de ponta apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria das pontas, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o uso de pontas de baixa deriva. O equipamento de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e vazamentos. Temperatura e Umidade: Em condições de clima quente e seco regule o equipamento para produzir gotas maiores a fim de evitar a evaporação. Inversão térmica: O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao por do sol e frequentemente continuam ate a manhã seguinte. Sua presença pode ser identificada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica, enquanto que se a fumaça for rapidamente dispersa e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical de ar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Os limites máximos e tolerâncias de resíduos para as culturas tratadas com este produto podem não ter sido estabelecidas em nível internacional ou podem divergir em outros países, em relação aos valores estabelecidos no Brasil. Para culturas de exportação verifique estas informações previamente à utilização deste produto. É de inteira responsabilidade do usuário do produto a verificação prévia destas informações, sendo ele o único responsável pela decisão da exportação das culturas tratadas com este produto. Caso tenha alguma dúvida, consulte seu exportador, importador ou a Bayer antes de aplicar este produto. Este produto deve ser utilizado em total conformidade com as recomendações de uso contidas nesta bula. É recomendada a manutenção do registro de todas as atividades de campo (caderno de campo), especialmente para culturas de exportação. Fitotoxicidade: o produto quando aplicado nas culturas e doses recomendadas não apresenta fitotoxicidade. Recomenda-se não utilizar caldas de pulverização que possa ter reação fortemente alcalina. Corrigir o pH da água para índices entre 5 e 6 para que haja uma boa resposta e efeito do produto. Na cultura do café, não aplicar em plantas com alto índice de infestação de pragas e/ou doenças. Utilizar sempre empresas certificadas pela Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS) para realizar a aplicação aérea. A Bayer não possui dados técnicos que suportem a aplicação deste produto via aeronaves remotamente pilotadas (drones). PARA CULTURA DA SOJA:

Por se tratar de um produto que irá promover um maior desenvolvimento das plantas de soja, ou seja, maior engalhamento, número de vagens, enraizamento, visando consequentemente um incremento de produção, recomenda-se uma complementação nutricional na cultura quando necessário. Recomendado para áreas de solos férteis, lavouras com potencial de alta produtividade, evitando solos com ocorrência de alumínio tóxico. Não é recomendada a aplicação do ETHREL® 720 em plantas que estejam estressadas ou que tenham sofrido qualquer sintoma de stress anteriormente. Respeitar o intervalo de 7 dias antes ou após a aplicação de herbicidas utilizados para controle de plantas daninhas na cultura para realizar a aplicação do ETHREL® 720. Região Centro-Sul: os melhores resultados são obtidos nas semeaduras realizadas até 10 de dezembro, assim não se recomenda a aplicação do ETHREL® 720 após a data de 10 de janeiro. Região Central do Brasil: os melhores resultados são obtidos nas semeaduras realizadas até 15 de novembro, assim não se recomenda aplicar o ETHREL® 720 após a data de 15 de dezembro. Região de Balsas no Estado do Maranhão: os melhores resultados são obtidos nas semeaduras realizadas até a segunda quinzena de outubro, assim não se recomenda a aplicação após a data de 30 novembro. Por se tratar de um fito hormônio, diferentes cultivares respondem diferentemente à aplicação do ETHREL® 720. Portanto, antes da aplicação consulte a lista de cultivares recomendado junto ao seu fornecedor. PARA CULTURA DO TOMATE: Recomenda-se, em tomate para processamento, avaliar o total de frutos de diversas plantas da área e iniciar a aplicação de ETHREL 720 quando a maioria dos frutos estiverem totalmente desenvolvidos e com 15% a 20% dos frutos em maturação (avermelhados) ou maduros. No caso do tomate de mesa, aplicar somente nas pencas que estiverem com os frutos totalmente desenvolvidos e na fase de mudança de cor em torno de 15% dos frutos em maturação. A aplicação deve ser realizada de forma que a calda com o produto promova cobertura completa de todos os frutos das plantas (tomate processamento) ou das pencas selecionadas no caso de tomate de mesa. Utilizar as doses mais altas quando a temperatura ambiente estiver abaixo de 20 graus Celsius e/ou de acordo com a resposta da cultivar de tomate e programação da colheita. A resposta ao ETHREL 720 e suas respectivas doses podem variar de acordo com a cultivar de tomate utilizada, região de plantio, temperatura e desenvolvimento das plantas. Sugere-se realizar aplicação em uma área pequena para adquirir experiência antes da aplicação em áreas maiores. Geralmente após 14 a 21 dias da aplicação, os frutos estarão em ponto de colheita. Sob temperaturas baixas a maturação é mais lenta, enquanto em temperaturas mais altas a maturação é acelerada. Observa-se leve amarelecimento ou pequena desfolha quando utilizado em condições de elevadas temperaturas ou estresse. Avaliar frequentemente a área aplicada para realizar a colheita no momento correto quando a maioria dos frutos estiverem maduros ou em maturação. Programar a colheita corretamente para que os frutos não amadureçam em excesso. Não aplicar em plantas estressadas, sob forte ataque de pragas ou doenças ou com temperaturas acima de 38 graus Celsius.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: Vide MODO DE APLICAÇÃO. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA. PRODUTO PERIGOSO. USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS

Produto para uso exclusivamente agrícola. O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado. Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto. Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante. Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado. Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas. Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.

PRECAUÇÕES DURANTE A PREPARAÇÃO DA CALDA

Utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha com meias, avental impermeável, máscara com filtro mecânico classe P1, óculos de segurança com proteção lateral e luvas resistentes a produtos químicos. Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver sendo aplicado o produto. Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região. Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que outras pessoas também entrem em contato, com a névoa do produto. Utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha com meias, máscara com filtro mecânico classe P1, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas resistentes a produtos químicos. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: Sinalizar a área tratada com os dizeres “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada. Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação. Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa entrem em áreas tratadas logo após a aplicação.

Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas. Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis. Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação. Não reutilizar a embalagem vazia. No descarte de embalagens, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI): macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha com meias, óculos de segurança com proteção lateral e luvas resistentes a produtos químicos. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, máscara e luvas. A manutenção e a limpeza do EPI deve ser realizada por pessoa treinada e devidamente protegida.

Pode ser nocivo se ingerido Nocivo em contato com a pele Nocivo se inalado Provoca queimaduras severa à pele e lesões oculares graves
PERIGO

PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, o rótulo, a bula, o folheto informativo ou o receituário agronômico do produto. Pele: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA QUEIMADURA SEVERA À PELE. Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis, etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro. Olhos: ATENÇÃO: O PRODUTO PROVOCA LESÕES OCULARES GRAVES. Em caso de contato, lave com muita água corrente durante por menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso use lente de contato, deve-se retirá-la. Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. A pessoa que ajudar dever se proteger da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. INTOXICAÇÕES POR ETHREL® 720 INFORMAÇÕES DE ORDEM MÉDICA As informações contidas na tabela abaixo são de uso exclusivo de profissionais da saúde. Os procedimentos descritos devem ser executados somente em local apropriado (hospital, centro de saúde, etc.).

Grupo químicoEtileno (precursor de)
Classe toxicológicaCATEGORIA 4 – PRODUTO POUCO TÓXICO
Vias de exposiçãoOral, dérmica, inalatória e ocular.
ToxicocinéticaEtefon é rapidamente e extensivamente absorvido pelo trato gastrointestinal (78- 84% com base nos dados de excreção de urina, ar expirado/volatilização, lavagem da caixa, tecidos e resíduos em carcaça) em até 120 horas. A excreção é rápida e ocorre principalmente pelas vias urinaria (>80% nas primeiras 24 horas). Etefon é amplamente distribuído em todo o animal, sendo as concentrações mais altas observadas nos órgãos excretores (fígado e rins), sangue e osso, seguido dos demais órgãos. Não há potencial de bioacumulação. Etefon é extensivamente biotransformado (>95%) e uma das vias é por clivagem e liberação de etileno e dióxido de carbono.
ToxicodinâmicaNão é conhecido o mecanismo de toxicidade para os humanos. Em estudos toxicológicos crônicos em animais (exposição durante toda ou boa parte da vida), o produto foi considerado um potente inibidor da atividade da colinesterase periférica (plasma e eritrócitos), entretanto não se observou inibição significativa da colinesterase do cérebro desses animais.
Sintomas e sinais clínicosProduto formulado: Exposição Oral: em estudo realizado em animais de experimentação (ratos) foram observados lentidão e prostração. Exposição Dérmica: em estudo realizado em animais de experimentação (ratos), foram observados salivação e marcha descordenada. Em estudo realizado em animais de experimentação (coelhos) foi observado destruição do tecido, com necrose na epiderme até a derme.
DiagnósticoO diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
TratamentoLavar todas as áreas contaminadas com grande quantidade de água. Realizar tratamento sintomático e medidas de suporte de acordo com os sinais clínicos apresentados para manutenção dos sinais vitais. Lave a boca com leite ou água. No caso de ingestões menores, a irrigação oral e diluição podem ser os únicos procedimentos necessários. Considere a descontaminação gastrointestinal apenas após ingestões consideráveis.A êmese não é recomendada, contudo o vômito espontâneo pode ocorrer . Carvão ativado: administre carvão ativado (240 mL de água/ 30 g de carvão ativado). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/ adolescentes, 25 a 50 g em crianças (1 a 12 anos) e 1 g/kg em crianças com menos de 1 ano de idade. Pacientes com intoxicação via oral devem ser observados cuidado quanto ao possível desenvolvimento de irritação ou queimaduras no esôfago ou trato gastrointestinal. Se estiverem presentes sinais ou sintomas de irritação ou queimaduras no esôfago, considere a endoscopia para determinar a extensão do dano. Reidrate o paciente que estiver perdendo fluidos através de vômito e diarreia. Após exposição pela via inalatoria, remova o paciente para um local arejado. Cheque as alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com agonistas beta 2 via inalatória e corticosteroides via oral ou parenteral. Em caso de exposição pela via ocular, lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água ou salina a 0,9%, à temperatura ambiente por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico. Em caso de exposição pela via dérmica, remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O profissional da saúde deve estar protegido, utilizando luvas, botas e avental impermeáveis.
ContraindicaçõesA indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração, porém se o vômito ocorrer espontaneamente não deve ser evitado.
Efeitos das interações químicasNão são conhecidos.
ATENÇÃOLigue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT – ANVISA/MS Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS) Telefone de Emergência da empresa: BAYER S.A. 0800-701-0450 Centro de informações toxicológicas: 0800-410148 (PR)

Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT – ANVISA/MS Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS) Telefone de Emergência da empresa: BAYER S.A. 0800-701-0450 Centro de informações toxicológicas: 0800-410148 (PR)

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO EM ANIMAIS DE LABORATÓRIO

Vide itens Toxicocinética e Toxicodinâmica.

EFEITOS AGUDOS

DL50 Oral em ratos: 2210 mg/kg DL50 cutânea em coelhos: 1390 mg/kg CL50 Inalatória em ratos: 4,52 mg/L Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: o produto causou lesões severas à pele. Sensibilização cutânea em cobaia: O produto não é sensibilizante à pele. Mutagenicidade: Não mutagênico.

EFEITOS CRÔNICOS

Em estudos realizados em animais o etefon não apresentou potencial carcinogênico, assim como não apresentou potencial genotóxico em estudos realizados in vitro e in vivo. Além disso, a administração do ingrediente ativo etefon não causou efeitos reprodutivos na ausência de toxicidade materna no estudo de duas gerações em ratos, não alterou a fertilidade e não induziu efeitos teratogênicos ou no desenvolvimento em ratos e coelhos.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é: ( ) Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I) ( ) Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II) (X) PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III) ( ) Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV) − Não execute aplicação aérea de agrotóxico em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos. − Observe as disposições constantes nas legislações estadual e municipal concernentes as atividades aeroagrícolas. − Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. − Não utilize equipamento com vazamentos. − Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. − Aplique somente as doses recomendadas. − Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água. − A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA

ACIDENTES: − Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada. − O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. − A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. − O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. − Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO. − Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. − Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. − Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 -1 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); (Parte 1: Armazenamento em armazéns industriais, armazéns gerais ou centros de distribuição) demais casos, consultar a parte específica da norma (Parte 2: Armazenamento comercial em distribuidores e cooperativas; Parte 3: Armazenamento em propriedades rurais ou Parte 4: Armazenamento em laboratórios). − Observe as disposições constantes nas legislações estadual e municipal. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: − Isole e sinalize a área contaminada.

− Contate as autoridades locais competentes e a empresa BAYER S.A. através do telefone de emergência: 08000243334. − Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros). − Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções a seguir: − Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final. − Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado. − Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. − Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2, PÓ QUÍMICO, ETC., ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE

EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM: Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI’s - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto. • Tríplice Lavagem (Lavagem Manual): Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos: − Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos; − Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume; − Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; − Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador; − Faça esta operação três vezes; − Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo. • Lavagem sob Pressão: Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos: − Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; − Acione o mecanismo para liberar o jato de água; − Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; − A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; − Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo. Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos: − Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos; − Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; − Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; − Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.

O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem. Esta embalagem vazia deve ser armazenada com a sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas. - DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. - TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causam contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo, para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos e outros materiais. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Ethrel 720 registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 3292 · documento de 12/12/2025.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Ethrel 720?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Ethrel 720 e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Ethrel 720 é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 3292, documento de 12/12/2025), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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