Bula oficial · registro MAPA nº 1928708

Bula do Dithiobin 780 WP

Bula completa do Dithiobin 780 WP (registro MAPA nº 1928708), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: mancozebe e tiofanato-metílico.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 17 páginas no PDF.

DITHIOBIN® 780 WP Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA sob Nº 01928708

COMPOSIÇÃO

Dimethyl-4,4’-(o-phenylene) bis (3-thioallophanate) TIOFANATO-METÍLICO) ............................................................................................ 140 g/kg (14% m/m) Manganese ethylenebis (dithiocarbamate) (polymeric) complex with zinc salt (MANCOZEBE) ………………………………………………………………………………640 g/kg (64% m/m) Outros ingredientes ......................................................................................................220 g/kg (22% m/m)

GRUPOB1FUNGICIDA
GRUPOM3FUNGICIDA

PESO LÍQUIDO: VIDE RÓTULO CLASSE: Fungicida sistêmico e de contato do grupo químico Benzimidazol/(precursor de) Tiofanatometílico e alquilenobis (Ditiocarbamato) / Mancozebe. TIPO DE FORMULAÇÃO: pó molhável (WP) TITULAR DO REGISTRO (*): INDOFIL INDUSTRIES DO BRASIL LTDA. Avenida Roque Petroni Junior, 850 – Andar 4 Conj 41 e 44 Edif Roque Petroni – Jardim das Acácias CEP: 04707-000 – São Paulo/SP Tel.: (11) 2680-4689 - CNPJ: 24.386.081/0001-78 - Registro no CDA/SP nº 1283 (*) Importador do produto formulado FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO: Cercobin Técnico - Registro MAPA nº 0558798 IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS Av. Liberdade, 1701 - Bairro Cajuru do Sul - 18087-170 - Sorocaba/SP Fone: (15) 3235-7700 - CNPJ: 61. 142.550/0001-30 Registro da Empresa no Estado de São Paulo Nº 8 NIPPON SODA CO. LTD. Takaoka Plant - 300, Mukaino Honmachi, Takaoka, Toyama 933-8507 - Japão NISSO NAMHAE AGRO CO., LTD. 323-1 Nakpo-Dong, Yeosu-City Jeollanam-Do - Coréia do Sul Mancozeb Técnico (Registro MAPA nº 1708498) DOW AGROSCIENCES INDUSTRIAL LTDA. Av. Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, 3200 Parte - Rio Abaixo - CEP: 12321-150 - Jacareí/SP CNPJ: 47.180.625/0020-09 - Registro no Estado nº 679 - CDA/SP Mancozeb Técnico Indofil (Registro MAPA nº 11011)

INDOFIL INDUSTRIES LIMITED Azad Nagar, Sandoz Baug P.O., Off Ghodbunder Road, Near Chitalsar, Manpada 400 607 Thane, Maharashtra – Índia. Plot No. Z7-1/Z8, Sez Dahej Limited, Sez Dahej, Taluka Vagra, Dist. Bharuch, Gujarat – 392 130 – Índia. Plot Nº D-2/CH-12, GIDC, Dahej, Taluka Vagra, District Bharuch, Gujarat, 392130 – Índia Mancozeb Técnico Sabero (Registro MAPA nº 11109) COROMANDEL INTERNATIONAL LIMITED Plot Nº 2102, G.I.D.C. – Sarigam – 395155, Valsad District – Gujarat State - Índia. Mancozeb Técnico UPL (Registro MAPA nº 7700) UPL LIMITED Plot nº 750, G.I.D.C - Dist. Bharuch - 393110 Jhagadia, Gujarat, Índia. Mancozeb Técnico Uniphos (Registro MAPA nº 3701) CEREXAGRI B.V Tankhoofd 10 - 3196 KE Vondelingenplaat, Rotterdam, Países Baixos. FORMULADOR: FERSOL INDUSTRIA E COMERCIO S/A Rod Presidente Castelo Branco, s/n, km 68,5 - Bairro Olhos d'Água – CEP 18120-970 – Mairinque/SP CNPJ 47.226.493/0001-46 - Registro CDA/SP nº 31 IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS Av. Liberdade, 1701 - Bairro Cajuru do Sul - 18087-170 - Sorocaba/SP Fone: (15) 3235-7700 - CNPJ: 61.142.550/0001-30 Registro da Empresa no Estado de São Paulo Nº 8 INDÚSTRIAS QUÍMICAS LORENA LTDA. Rua 01, Esquina c/ Rua 6, S/N – Bairro Lot. Ind. Nova Roseira, CEP 12580-000, Roseira/SP CNPJ 48.284.749/0001-34 - Registro CDA/SP nº 266 KUBIX AGROINDUSTRIAL LTDA. Rua Bonifácio Rosso Ros, n°260, Bairro Cruz Alta - CEP 13348-790, Indaiatuba/SP CNPJ 47.754.052/0001-17 - Registro CDA/SP nº 1248 MICRO SERVICE INDUSTRIA QUIMICA LTDA Rua Minas Gerais, 300 – Compl. 310 e 326 – Bairro Canhema, CEP 09941-760, Diadema/SP CNPJ 43.352.558/0001-49 - Registro CDA/SP nº 79 OXIQUÍMICA AGROCIÊNCIA LTDA. Rua Minervino de Campos Pedroso,13 – Bairro Pq Ind Carlos Tonanni – CEP 18120-970 – Jaboticabal/SP CNPJ 65.011.967/0001-14 - Registro CDA/SP nº 101

UPL DO BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE INSUMOS AGROPECUÁRIOS S.A. Rodovia Sorocaba - Pilar do Sul, km 122 - CEP: 18160-000 - Salto de Pirapora/SP CNPJ: 02.974.733/0010-43Registro da Empresa no Estado de São Paulo CDA/SP nº 4153. SIPCAM NICHINO BRASIL S.A. Rua Igarapava, 599 - Distrito Industrial III - CEP: 38044-755 - Uberaba/MG CNPJ: 23.361.306/0001-79 - Registro no Estado nº 2.972IMA/MG

Nº do lote ou partida:VIDE EMBALAGEM
Data de fabricação:
Data de vencimento:

EM SEU PODER. Indústria Brasileira “(Dispor este termo quando houver processo fabril em território nacional conforme Art.4º e 273º do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010)”

CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 – PRODUTO IMPROVAVEL DE CAUSAR DANO

AGUDO

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL

CLASSE II – PRODUTO MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE

INSTRUÇÕES DE USO

DITHIOBIN 780 WP é um fungicida indicado para o controle de doenças nas culturas do arroz, cravo, crisântemo, feijão, gladíolo, milho, rosa, soja e trigo, que combina os ingredientes ativos mancozebe, que pertence ao Grupo M3, e tiofanato metílico, pertencente ao Grupo B1, segundo classificação internacional do FRAC. Mancozebe é um fungicida multissítio que age como inibidor enzimático inespecífico, interferindo com muitos processos metabólicos do fungo, resultando na desorganização de numerosas funções celulares. Devido à sua inespecificidade de sítios de ação, mancozebe apresenta baixo risco de resistência, tendo papel importante no manejo antirresistência de fungos aos fungicidas sítio-específicos. O Tiofanato-metílico é um fungicida de amplo espectro, possuindo atividade sistêmica, ou seja, circula por várias organelas e pelos tecidos de condução do vegetal. Age inibindo a formação de microtúbulos mitóticos durante a mitose, afetando o crescimento e a divisão dos esporos de fungos. CULTURAS / DOENÇAS / DOSES / VOLUME DE CALDA / NÚMERO E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

CulturasDOENÇASDose do Produto ComercialVolume de caldaNúmero máximo, época e intervalo de aplicações
Nome comumNome científico
ArrozBrusonePyricularia grisea2,0 – 2,5 kg/haTerrestre: 200 L/ha Aérea: 30 – 40 L/haA primeira aplicação deverá ser iniciada na fase de “emborrachamento” quando a cultura do arroz apresentar 5% das panículas emitidas. A segunda aplicação deve ser realizada 15 dias após, quando a cultura apresentar 35% das panículas emitidas. Realizar no máximo 2 aplicações.
CravoMofo- cinzentoBotrytis cinerea250 g p.c./100 L/d’águaTerrestre: 800 - 1000 L/haIniciar as aplicações no princípio do florescimento, com intervalos de 7 a 10 dias. Realizar no máximo 4 aplicações.
CrisântemoMofo- cinzentoBotrytis cinerea250 g p.c./100 L/d’águaTerrestre: 800 - 1000 L/haIniciar as aplicações no princípio do florescimento, com intervalos de 7 a 10 dias. Realizar no máximo 4 aplicações.
FeijãoFerrugemUromyces appendiculatus2,0 – 2,5 kg/haTerrestre: 800 - 1000 L/haIniciar as aplicações aos 20 dias após a emergência e as demais na fase de pré e
AntracnoseColletotrichum lindemuthianum
OídioErysiphe polygoniAérea: 30 – 40 L/hapós-florada. Realizar no máximo 3 aplicações.
MíldioPeronospora manshurica
Podridão de SclerotiniaSclerotinia sclerotiorum
GladíoloCrestament oBotrytis gladiolorum250 g p.c./100 L/d’águaTerrestre: 800 - 1000 L/haIniciar as aplicações no princípio do florescimento, com intervalos de 7 a 10 dias. Realizar no máximo 4 aplicações.
MilhoMancha- de- phaeospha eriaPhaeosphaeria maydis1,75 – 3,0 kg/haTerrestre: 200 L/ha Aérea: 30 – 40 L/haIniciar as aplicações preventivamente. Adicionar adjuvante iônico (óleo mineral 0,5% v/v) na calda de aplicação. Realizar no máximo 2 aplicações, com intervalo mínimo de 10 dias.
RosaPodridão- cinzenta- dos-botõesBotrytis cinerea250 g p.c./100 L/d’águaTerrestre: 800 - 1000 L/haIniciar as aplicações no princípio do florescimento, com intervalos de 7 a 10 dias. Realizar no máximo 4 aplicações.
Mancha- das- folhasDiplocarpon rosae
OídioSphaerotheca pannosa
SojaFerrugem- asiáticaPhakopsora pachyrhizi1,75 – 3,0 kg/haTerrestre: 200 L/ha Aérea: 30 – 40 L/haIniciar as aplicações preventivamente. Realizar no máximo 3 aplicações, com intervalo mínimo de 10 dias.
Mancha- pardaSeptoria glycines
TrigoFusarioseFusarium avenaceum2,5 kg/haTerrestre: 200 L/ha Aérea: 30 – 40 L/haEfetuar a primeira no emborrachamento e a segunda no início do florescimento. Realizar no máximo 2 aplicações.
Ferrugem- do-colmoPuccinia graminis
Ferrugem- da-folhaPuccinia triticina
OídioBlumeria graminis f.sp. tritici
SeptorioseSeptoria tritici
TrigoMancha- das- glumasStagonospora nodorum2,5 kg/haTerrestre: 200 L/haEfetuar a primeira no emborrachamento e a segunda no início do
Helmintosp o rioseBipolaris sorokinianaAérea: 30 – 40 L/haflorescimento. Realizar no máximo 2 aplicações.
BrusonePyricularia grisea2,5 – 3,5 kg/ha

ATENÇÃO: O número de aplicações e o intervalo entre as aplicações dependem das condições climáticas que podem favorecer ou retardar o aparecimento de doenças nas culturas. É importante respeitar o número máximo de aplicações e o intervalo mínimo entre as aplicações recomendadas. Recomenda-se fazer vistorias constantes nas lavouras. INSTRUÇÕES PARA O CONTROLE DA FERRUGEM-ASIÁTICA NA CULTURA DA SOJA: - É recomendado que o DITHIOBIN 780 WP seja utilizado em programas de manejo em rotação com fungicidas de outros modos de ação; - Realizar o monitoramento constante da doença na cultura; - Sempre respeitar o vazio sanitário (eliminar plantas de soja voluntária); - Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (escape); - Evitar semeaduras em várias épocas e as cultivares tardias. Não semear soja safrinha (segunda época); - Utilizar cultivares de gene de resistência, quando disponíveis; - Semear a soja com a densidade de plantas que permita um bom arejamento foliar e maior penetração/cobertura do fungicida.

MODO DE APLICAÇÃO

Este produto pode ser aplicado por via terrestre, através de equipamentos pulverizadores costais (manuais ou motorizados), tratorizados e por via aérea, conforme recomendação para cada cultura. Utilize sempre tecnologias de aplicação que ofereçam boa cobertura das plantas. As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação, a especificação do fabricante do equipamento e tecnologia de aplicação empregada. • Via Terrestre: Usar pulverizadores tratorizados de barra, bicos cônicos, densidade mínima de 50-70 gotas/cm2 com 250 micra. Usando-se outros tipos de equipamentos, procurar obter uma cobertura uniforme da parte aérea da planta. • Via aérea: Esta modalidade de aplicação é indicada para a cultura do arroz, feijão, milho, soja e trigo. Para uso de barra e atomizador rotativo Micronair. - Volume de aplicação: 30-40 L/ha procurando assegurar doses de 2,5 kg/ha com o produto “DITHIOBIN 780 WP”. - Altura de voo com barra: 2-3 m e com Micronair: 3-4 m. - Largura da faixa de deposição efetiva: 15 m. - Tamanho e densidade da gota: 180-220 micra com mínimo de 60 gotas/cm2. - No caso de barra, usar bicos cônicos pontas D6 e D12 - disco (core) inferior a 45º. - Usando Micronair, o número de atomizadores deve ser 4, onde, para o ajuste do regulador de vazão (VRU), pressão e ângulo da pá, seguir a tabela sugerida pelo fabricante. - Para a cultura do arroz: Utilizando-se pulverizador de barra, manter sempre a barra 20 cm acima da cultura, utilizar de preferência bicos do tipo D2 ou D3 distanciados entre si 50 cm. A pressão de aplicação deve estar entre 100-150 lb/pol2. • Condições climáticas: O diâmetro de gotas deve ser ajustado para cada volume de aplicação (litro de

calda/ha) para proporcionar a adequada densidade de gotas, obedecendo ventos de até 8 km/h, temperatura e umidade relativa, visando reduzir ao mínimo, perdas por deriva e evaporação. Em se tratando de aplicação aérea obedecer a umidade relativa não inferior a 70%. O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação. Obs.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Arroz e Trigo ..................32 dias Feijão ............................ 14 dias Milho e Soja .................. 30 dias Cravo, Crisântemo, Gladíolo e Rosa: Uso não alimentar (1) (1) Intervalo de Segurança não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área tratada em que o produto foi aplicado antes da completa secagem da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os EPI's recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade: Não há para as culturas indicadas e nas doses recomendadas. Outras restrições: Não há desde que siga corretamente as recomendações de uso. INFORMAÇÕES SOBRE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: VIDE MODO DE APLICAÇÃO. DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A FUNGICIDAS: O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. O produto fungicida DITHIOBIN 780 WP é composto por tiofanato-metílico e mancozebe, que apresentam mecanismos de ação de Montagem de β-tubulina na mitose e atividade de contato multissítio pertencentes ao Grupo B1 e M3, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente.

Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:  Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B1 e do Grupo M3 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;  Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis etc.;  Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;  Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas; Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br) RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE RESISTÊNCIA À FUNGICIDAS PARA A FERRUGEMDASOJA: Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência à Fungicidas – Brasil). O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. O produto fungicida DITHIOBIN 780 WP é composto por Tiofanato Metílico e Mancozebe, que apresentam mecanismos de ação de Montagem de β-Tubulina na mitose e Atividade de Contato multi-sítio pertencentes ao Grupo B1 e M3, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas), respectivamente. Como prática para retardar a queda de eficácia dos fungicidas ao fungo causador da ferrugemasiáticadasoja, seguem algumas recomendações:  Aplicação alternada de fungicidas formulados em mistura rotacionando os mecanismos de ação distintos do Grupo B1 e do Grupo M3 sempre que possível; Se o produto tiver apenas um mecanismo de ação, nunca utilizá-lo isoladamente;  Respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas de soja voluntária;  Semear cultivares de soja precoce, concentrando a semeadura no início da época recomendada para cada região (adotar estratégia de escape);  Jamais cultivar a soja safrinha (segunda época);  Utilizar cultivares com gene de resistência incorporado, quando disponíveis;  Semear a soja com a densidade de plantas que permita bom arejamento foliar, o que permitirá maior penetração e melhor cobertura do fungicida;  Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, uso de sementes sadias, adubação equilibrada, manejo da irrigação do sistema, outros controles culturais etc.  Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis do agente causador de doenças a ser controlado;  Utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados;  Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de fungicidas;  Realizar o monitoramento da doença na cultura;  Adotar estratégia de aplicação preventiva;  Respeitar intervalo máximo de 14 dias de intervalos entre aplicações;  Realizar, no máximo, o número de aplicações do produto conforme descrito em bula;

 Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;  Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

“ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.” PRECAUÇÕES GERAIS:  Produto para uso exclusivamente agrícola;  O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado.  Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.  Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.  Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.  Não utilize equipamentos com vazamentos ou com defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.  Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos ou com vida útil for a da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante.  Não aplique o produto perto de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional habilitado.  Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.  Mantenha o produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.  Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.  Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza conservação e descarte do EPI danificado.

PRECAUÇÕES DURANTE A PREPARAÇÃO DA CALDA

 Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2), óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.  Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.  Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO DO PRODUTO

 Evite, o máximo possível, o contato com a áreatratada.  Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).  Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem na área em que estiver sendo aplicado o produto.  Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia, respeitando as melhores condições climáticas para cada região.

 Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar em contato, ou permitir que outras pessoas também entrem em contato, com a névoa do produto.  Utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2), óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas denitrila.  Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança; PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO:  Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos ataté o final do período de reentrada.  Evite o máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI´s) recomendados para uso durante a aplicação.  Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada entrem em áreas tratadas logo após a aplicação.  Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).  Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.  Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.  Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas.  Lave as roupas e os equipamentos de proteção individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis.  Após cada aplicação do produto faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de aplicação.  Não reutilizar a embalagem vazia.  No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.  Os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.  A manutenção e a limpeza do EPI devem ser realizadas por pessoa treinada e devidamente protegida.  Para ambientes onde haja relação de trabalho, é vedado aos trabalhadores levarem EPI para casa.  Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança;

PRIMEIROS SOCORROS: procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto. Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la. Pele: [PRODUTO PROVOCA MODERADA IRRITAÇÃO À PELE. PODE PROVOCAR REAÇÕES ALÉRGICAS NA PELE]. Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseira, óculos, relógio, anéis etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos. Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. - INTOXICAÇÕES POR DITHIOBIN 780 WP - (mancozebe e tiofanato-metílico)

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo Químico:Alquilenobis: Ditiocarbamato (Mancozebe) Benzimidazol: (precursor de) (Tiofanato metílico)
Classe toxicológica:CATEGORIA 5 – IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO
Potenciais Vias de exposição:Oral, inalatória, ocular e dérmica.
Toxicocinética:Mancozebe: As formulações contendo Mancozebe tem ação irritante para pele, trato respiratório e olhos. Tiofanato metílico: Altera enzimas microssomais hepáticas em animais de laboratório (ratos e camundongos).
ToxicodinâmicaMancozebe: Após absorção, são distribuídos para o fígado, rins e tireoide, mas não são acumulados devido à rápida metabolização pelo fígado, através da glicuronização. A etilenotioureia (ETU) é o principal metabólito de importância toxicológica e o dissulfeto de carbono, um metabólito de menor importância. São quase que totalmente excretados em 96 horas, principalmente através das fezes (71%) e urina (16%). Tiofanato metílico: Em estudos com animais, o tiofanato-metílico foi rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, alcançando uma concentração sorológica máxima 4h após a administração. A extensão da absorção pode ser dose-dependente, diminuindo com o aumento da dose. Os maiores níveis teciduais foram encontrados no fígado, tireoide e rins 96h após a dosagem. O tiofanato-metílico é predominantemente metabolizado (71-88%) e foi excretado rapidamente, com mais de 90% de eliminação pela urina e fezes em 24h da administração. Na dose mais baixa, a principal via de administração foi urinária, enquanto na dose mais elevada foi predominantemente fecal. Não houve sinal de bioacumulação. Quase todo o tiofanato-metílico é eliminado do corpo em 24h; aquilo que resta nos tecidos após 24h é extensamente eliminado em 96h. O Carbendazim é um metabólito ativo do tiofanato-metílico.
Após absorção, o Carbendazim é distribuído por todos os tecidos, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados. Têm excreção renal e biliar em até 72 horas.
Sintomas e sinais clínicos:Mancozebe: Exposição dérmica: Pode causar irritação da pele, prurido, eritema, dermatite de contato, dermatite alérgica, sensibilização cutânea, rash cutâneo e eczema. Exposição respiratória: Pode causar irritação e inflamação das vias aéreas (rinite, faringite, laringite e traqueobronquite), fadiga, cefaleia, visão borrada e náuseas. Exposição ocular: Pode causar ardência ocular, conjuntivite e inflamação das pálpebras. Exposição oral: Pode causar irritação da mucosa do trato gastrointestinal, cefaleia, dores abdominais, diarreia, náuseas e vômitos. Exposições elevadas por períodos demasiadamente longos podem causar convulsões e coma. Tiofanato metílico: Tanto o tiofanato-metílico quanto o seu metabólito terminal, Carbendazim, possuem baixa toxicidade aguda e não possuem atividade anticolinesterase. Em todas as espécies de animais, o efeito toxicológico mais suscetível da exposição sub crônica/crônica é a toxicidade hepática. A tireoide também é um órgão alvo para o tiofanato-metílico. Após exposição podem ocorrer alterações respiratórias, náusea, vômito, diarreia, irritações moderadas nos olhos e pele (dermatite, coceira, vermelhidão, inchaço e ressecamento).
Diagnóstico:O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível. Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação laboratorial. Não existem exames laboratoriais específicos. Podem ser realizados dosagem de eletrólitos, exame de urina tipo I e função renal.
Tratamento:Antídoto: Não existe antídoto específico conhecido para as substâncias. Mancozebe: As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação. Utilizar luvas e avental durante a descontaminação. 1. Remover roupas e acessórios e lavar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão. 2. Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas. 3. Em caso de ingestão recente, proceder à lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água. Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter vias aéreas permeáveis, se necessário através de entubação orotraqueal, aspirar secreções e oxigenar. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica. Tratar pneumonite, convulsões e coma se ocorrerem. Manter observação por no mínimo 24 horas após o desaparecimento dos sintomas. Administração do EDTA cálcio-sódio acelera a eliminação do manganês. Tiofanato-metílico: Exposição Oral 1. Êmese: A indução do vômito empregando-se ipeca não é recomendada. 2. Carvão Ativado: Administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água / 30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/adolescentes, 25 a 50 g em crianças (1 a 12 anos) e 1g/Kg em infantes com menos de 1 ano de idade. 3. Lavagem gástrica: Considere após ingestão de uma quantidade de veneno potencialmente perigosa à vida, se puder ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Contraindicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa. 4. Fluidos intravenosos podem ser úteis no restabelecimento do volume de fluido extracelular após vômito severo e diarreia. Exposição Inalatória: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com agonistas beta-2 via inalatória e corticosteroides via oral ou parenteral. Exposição Dérmica: Para a descontaminação, remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão.
Tratamento:O paciente deve ser encaminhado para tratamento específico se a irritação ou dor persistirem. Cuidado para os prestadores de primeiros socorros: EVITAR aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; e utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambu) para realizar o procedimento. A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por luvas e avental impermeáveis, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Contraindicações:A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química, porém, se o vômito ocorrer espontaneamente não deve ser evitado.
Efeitos sinérgicos:Não são conhecidos os efeitos da interação de Dithiobin 780 WP com outros compostos.
ATENÇÃOPara notificar o caso e obter informações especializadas sobre diagnóstico e tratamento, ligue para o Disque Intoxicação: 0800-722-6001. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS)
As intoxicações por agrotóxicos e afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique o caso no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS).
Notifique no Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa)
Telefone de emergência da empresa: 0800-0141-149

Telefone de emergência da empresa: 0800-0141-149 Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório: Vide itens “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica”

EFEITOS AGUDOS DO PRODUTO FORMULADO

DL50 oral em ratos: > 2.000 mg/kg DL50 cutânea em ratos: > 4.000 mg/kg CL50 inalatória em ratos não determinada nas condições do teste (*) Corrosão/Irritação cutânea em coelhos: Causou irritação com reversão em 72 horas. Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Causou irritação na conjuntiva de coelhos, com reversão em 72 horas. Sensibilização cutânea em cobaias: Causou leve sensibilização cutânea em, no mínimo, 15% dos animais experimentais. Sensibilização respiratória em ratos: dado não disponível Mutagenicidade: produto não mutagênico

EFEITOS CRÔNICOS DOS INGREDIENTES ATIVOS

Mancozebe: Com base nos dados existentes com animais de experimentação, o Mancozebe não oferece perigo de danos genéticos ou de toxicidade na reprodução ou desenvolvimento abaixo dos níveis que produzem outros tipos de toxicidade nos adultos, ou de toxicidade sistêmica significante através da via dérmica. Não existe evidência de bioacumulação. A exposição repetida a altas doses afeta a tireoide, fígado e sistema nervoso em animais em animais de laboratório. Os efeitos na tireoide e fígado são devidos à sua metabolização a ETU, que interfere na síntese dos hormônios da tireoide e induz de maneira relacionada com o stress, o crescimento do fígado. Estes efeitos são reversíveis quando a exposição é breve ou intermitente, porém, se prolongada, pode causar mudanças secundárias incluindo anemia e tumores na tireoide, pituitária e do fígado em roedores. Informações do mecanismo de ação disponíveis estabelecem um limiar para os tumores da tireoide e pituitária e indicam que nenhum dos tipos de tumores é relevante para a avaliação do risco dos níveis previstos de exposição humana. Tiofanato metílico: Em estudos toxicológicos crônicos de laboratório, nos quais ocorrem a exposição e observação dos animais durante toda ou boa parte de suas vidas, com administração de diferentes concentrações de Tiofanatometílico, foram estabelecidas doses de não efeito tóxico por exposição crônica à substância, as quais são respeitadas. Entretanto, em dosagens superiores para ratos e cães, ocorreu queda no crescimento, sendo observados efeitos sobre o fígado e tireoide. O produto não apresentou características carcinogênica, teratogênica ou mutagênica em testes com animais de laboratório. Em um estudo com dezesseis trabalhadores envolvidos na produção de Tiofanato Metílico, que foram examinados periódicamente durante três anos e meio, nenhum efeito foi encontrado em relação à bioquímica do sangue ou análise urinária (Mori, 1972).

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO

AMBIENTE: - Este produto é: ( ) Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I) (X) MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II) ( ) Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III) ( ) Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV) - Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. - Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. - Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. - Não utilize equipamento com vazamento. - Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. - Aplique somente as doses recomendadas. - Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água. - A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. - Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos animais e vegetação suscetível a danos. - Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO

CONTRA ACIDENTES: - Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. - O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. - A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. - O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. - Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. - Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. - Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. - Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. - Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: - Isole e sinalize a área contaminada. - Contate as autoridades locais competentes e a empresa INDOFIL INDUSTRIES DO BRASIL LTDA., telefone 0800-0141-149. - Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtro). - Em caso de derrame, siga as instruções abaixo: Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através

do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima. Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. - Em caso de incêndio, use extintores de GÁS CARBÔNICO OU PÓ QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINA- ÇÃO

DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Embalagem FLEXÍVEL - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA -

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem. Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. -

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. - TRANSPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. -

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. - É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. - PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através da incineração em: - Forno rotativo revestido com material refratário, equipado com lavadores de gases, para queima de resíduos sólidos e/ou líquidos à uma temperatura na faixa de 800º à 1.000ºC por um tempo não inferior à 2 segundos. - Câmara pós-combustão (1.050-1.250ºC) para queima dos gases gerados na própria queima dos resíduos dentro do forno rotativo. - Várias etapas de resfriamento e lavagem de gases: O efluente gerado é continuamente retirado e posteriormente tratado. - Pontos de Remoção de cinza que são recolhidas e enviadas à aterros industriais apropriados e devidamente isolados e protegidos. - TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Dithiobin 780 WP registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 1928708 · documento de 22/01/2025.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Dithiobin 780 WP?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Dithiobin 780 WP e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Dithiobin 780 WP é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 1928708, documento de 22/01/2025), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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