Bula oficial · registro MAPA nº 4821

Bula do Curanza

Bula completa do Curanza (registro MAPA nº 4821), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: Ciantraniliprole.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 20 páginas no PDF.

<Logomarca do produto> CURANZA® Registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária - MAPA sob nº 04821.

COMPOSIÇÃO

3-bromo-1-(3-chloro-2-pyridyl) -4′-cyano-2′-methyl-6′-(methylcarbamoyl)pyrazole-5-carboxanilide (Ciantraniliprole) ...............................................................................................600 g/L (60% m/v) Outros Ingredientes: ........................................................................................ 630 g/L (63% m/v)

GRUPO INSETICIDA CONTEÚDO: VIDE RÓTULO CLASSE: INSETICIDA SISTÊMICO, DE CONTATO E INGESTÃO GRUPO QUÍMICO: ANTRANILAMIDA TIPO DE FORMULAÇÃO: SUSPENSÃO CONCENTRADA PARA TRATAMENTO DE SEMENTES (FS) TITULAR DO REGISTRO (*): Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Doutor Rubens Gomes Bueno, 691, 11º e 13º andares, Torre Sigma, Bairro Várzea de Baixo, CEP: 04730-000, São Paulo/SP, Fone: (11) 56432322, CNPJ: 60.744.463/0001-90 – Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 001. (*) IMPORTADOR DO PRODUTO FORMULADO FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO: CYANTRANILIPROLE TÉCNICO – Registro MAPA nº 12715: DuPont Electronic Polymers - 1515 Nicholas Road, Dayton - 45417 - Ohio – EUA. WeylChem US - 2114 Larry Jeffers Road, Elgin, South Carolina, 290045 – EUA. FMC Corporation – U.S. Highway 43 North, Axis, Alabama, 36505, EUA FMC (Shanghai) Agricultural Sciences Co., Ltd.– Nº 39, Shungong Road Shanghai Chemical Industry Park Shanghai, China 201507 FORMULADOR: Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rodovia Professor Zeferino Vaz, - SP 332, s/nº, km 127,5, Bairro Santa Terezinha – CEP: 13148-915 – Paulínia/SP - CNPJ: 60.744.463/0010-80 - Cadastro na SAA/CDA/SP sob nº 453. Syngenta Crop Protection AG - Breitenloh 5, CH 4333, Münchwilen - Suíça. Syngenta Crop Protection, LLC. - 4111 Gibson Road - 68107 – Omaha – Nebraska - EUA. Adama Brasil S/A - Rua Pedro Antônio de Souza, 400 Pq. Rui Barbosa – Londrina / PR - CEP: 86031-610. CNPJ: 02.290.510/0001-76 - ADAPAR/PR sob nº 003263 . Adama Brasil S/A - Avenida Júlio de Castilho, 2085 – Taquari / RS CEP: 95860-000. CNPJ: 02.290.510/0004-19 - DISA/DDA/SEAPA sob nº 00001047/99. Syngenta Proteção de Cultivos Ltda. - Rua Bonifácio Rosso Ros, 260, Bairro: Cruz Alta, CEP: 13348-790, Indaiatuba/SP – CNPJ: 60.744.463/0096-50 - Cadastro da empresa no Estado (CDA) nº 4476. Tagma Brasil Industria e Comércio de Produtos Químicos Ltda. – Av. Roberto Simonsen, 1459 – Paulínia/SP CNPJ: 50.025.469/0004-04 - Cadastro SAA/CDA/SP sob nº 477.

Sipcam Nichino Brasil S.A. - Rua Igarapava, 599 - Uberaba/ MG. CNPJ: 23.361.306/000179 - Registro no IMA/MG 2.972. Ouro Fino Química S.A. - Avenida Filomena Cartafina nº 22.335, quadra 14, lote 5, Uberaba – MG. CNPJ: 09.100.671/0001-07 - Cadastro IMA/IMG nº 8.764. Syngenta S.A. – Carretera Via Mamonal Km 6 – Cartagena - Colombia. Syngenta España – La Relba s/n 36400 Porriño (Pontevedra) - Espanha. Syngenta Production France S.A.S. - 55, Rue du Fond du Val, F-27600 Saint Pierre La Garenne, França. “O nome do produto e o logo Syngenta são marcas de uma companhia do grupo Syngenta”.

Nº do Lote ou da Partida:VIDE EMBALAGEM
Data de Fabricação:
Data de Vencimento:

VIDE EMBALAGEM Data de Fabricação: Data de Vencimento: ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA O RÓTULO, A BULA E A RECEITA AGRONÔMICA E AGITE ANTES DE USAR Indústria Brasileira (Dispor este termo quando houver processo industrial no Brasil, conforme previsto no Art. 4º do Decreto nº 7.212, de 15 de junho de 2010)

CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: CATEGORIA 5 – PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR

DANO AGUDO

CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL: CLASSE III -

PRODUTO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE Cor da faixa: Azul – PMS Blue 293 C

INSTRUÇÕES DE USO

CULTURASPRAGASDOSES mL/100 Kg SEMENTES*DOSES mL/ha ** (g i.a./ha)NÚMERO MÁXIMO DE APLICAÇÕESVOLUME DE CALDAÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO
NOME COMUM (NOME CIENTÍFICO)
ALGODÃOLagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)300 a 40045 a 60 (27 a 36)1 aplicação500 a 800 mL de calda para 100 kg de sementesÉPOCA: Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura.
Não aplique um total de mais de 225 g de ciantraniliprole/ha por ciclo da cultura.
ARROZ IRRIGADOBicheira-da-raiz (Oryzophagus oryzae)20 a 8020 a 80 (12 a 48)1.000 ml de calda para 100 kg de sementes.
Não aplique um total de mais de 50 g de ciantraniliprole por ciclo da cultura.
CANOLAMosca-branca (Bemisia tabaci raça B)16080 (48)500 a 800 mL de calda para 100 kg de sementes
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)160 – 20080 – 100 (48-60)
Lagarta-militar (Spodoptera frugiperda)
Lagarta-helicoverpa (Helicoverpa armigera)60 – 12030 – 60 (18-36)
GIRASSOLHelicoverpa (Helicoverpa armigera)60-12030-60 (18-36)
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)80-12040-60 (24-36)
Vaquinha (Diabrotica speciosa)160-20080-100 (48-60)
Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)200100 (60)
MILHOLagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)100 ****20 (12) ****
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)175 a 25035 a 50 (21 a 30)
Tripes (Frankliniella willamsi)250 a 35050 a 70 (30 a 42)
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)35070 (42)
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)100 a 200 ****20 a 40 **** (12 a 24)
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)35070 (42)
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)100 a 200 ****20 a 40 **** (12 a 24)
Coró (Lyogenis fuscus)100 a 20020 a 40 (12 a 24)
Não aplique um total de mais de 60 g de ciantraniliprole/ha por ciclo da cultura.
SOJALagarta-militar (Spodoptera frugiperda)10-40*****50-20 (3-12)
Helicoverpa (Helicoverpa armigera)60 a 12030 a 60 (18 a 36)
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)80 a 12040 a 60 (24 a 36)
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)40***20 (12)***
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)160 a 20080 a 100 (48 a 60)
Coró (Lyogenis fuscus)
Tamanduá-da- soja (Sternechus subsignatus)
Vaquinha-verde- amarela (Diabrotica speciosa)
Lagarta-falsa- medideira (Pseudoplusia includens)
Lagarta-das- folhas (Spodoptera eridanea)
Mosca-branca (Bemisia tabaci Biótipo b)16080 (48)
Lagarta-da-soja (Anticarsia gemmatalis)200100 (60)
Não aplique um total de mais de 250 g de ciantraniliprole/ha por ciclo da cultura.
SORGOLagarta-do- cartucho (Spodoptera frugiperda)175 a 25035-50 (21-30)
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)35070 (42)
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)35070 (42)
Tripes (Frankliniella williamsi)250 - 350******50-70 (30-42)

* Utilizar a dose maior em caso de maior infestação. ** Milho: Para cálculo da dose por hectare adotar a quantidade de 20 kg de sementes ou 60.000 sementes necessário para a semeadura de 1 hectare; Soja: Para cálculo da dose por hectare adotar 50 kg de sementes por hectare; Algodão: Para cálculo da dose por hectare adotar 15 kg/ha. Girassol: Para cálculo da dose por hectare adotar a quantidade de 4 a 5 kg de sementes necessário para a semeadura de 1 hectare. Sorgo: Para cálculo da dose por hectare adotar a quantidade de 8 kg de sementes necessário para a semeadura de 1 hectare. Arroz irrigado: Para cálculo da dose por hectare adotar 100 kg de sementes por hectare. ***Dose recomendada para soja tecnologia RR2Bt. **** Dose recomendada para milho Bt. ***** Soja: para tecnologia Conkesta. ****** Sorgo: Para cálculo da dose por hectare adotar a quantidade de 8 kg de sementes necessário

para a semeadura de 1 hectare.

MODO DE APLICAÇÃO

Soja: Fazer avaliação prévia e levar em consideração o histórico da área para detecção da praga. No caso de corós e lagarta-rosca realizar amostragem populacional na área antes do plantio. A presença da praga indica necessidade de controle. Milho: A dose maior deverá ser usada em casos de áreas com histórico de infestação ou ataque na cultura anterior. No caso do coró, fazer amostragem populacional na área antes do plantio e realizar o tratamento se for detectada a praga na área. Algodão: A dose maior deverá ser usada em casos de áreas com histórico de infestação ou ataque na cultura anterior. Girassol: Fazer avaliação prévia e levar em consideração o histórico da área para detecção da praga. No caso de corós e lagarta-rosca, realizar amostragem populacional na área antes do plantio. A presença da praga indica necessidade de controle. Canola: Fazer avaliação prévia e levar em consideração o histórico da área para detecção da praga. A presença da praga indica necessidade de controle. Sorgo: A dose maior deverá ser usada em casos de áreas com histórico de infestação ou ataque na cultura anterior. No caso do coró, fazer amostragem populacional na área antes do plantio e realizar o tratamento se for detectada a praga na área. Arroz irrigado: Uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura. Observações: Controle de corós ou pão-de-galinha: O tratamento de sementes não elimina totalmente a população da praga no solo; outras técnicas como época de semeadura, rotação de culturas e manejo do solo favorecem o controle e deverão ser adotadas. O tratamento de sementes proporciona proteção ao sistema radicular na fase inicial das plântulas. O controle através do tratamento de sementes é mais indicado quando as larvas de corós estão pequenas, no início de desenvolvimento, do 1º ao 2º instar, pois são mais facilmente controladas e normalmente estão presentes nas camadas mais superficiais do perfil do solo. Volumes de calda recomendados: Diluir o produto na dose recomendada em água até completar o volume de calda desejado, suficiente para tratar 100 kg de sementes, conforme instruções a seguir: Soja, milho, algodão, girassol, canola e sorgo: 500 a 800 mL de calda para 100 kg de sementes. Arroz Irrigado: 1.000 mL de calda para 100 kg de sementes. Instruções para preparo da calda: Passo 1 - Colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda; Passo 2 - Colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;

Passo 3 - Completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado. Importante: Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação. Equipamentos de aplicação: Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes. Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes: Momesso, MecMaq, Niklas, Gustafson. Consulte um Engenheiro Agrônomo. Manutenção: Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes. Operação de tratamento de sementes: Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, Arktos África, tambores rotativos, betoneiras ou similares: Passo 1 - Colocar um peso de sementes conhecido; Passo 2 - Adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes; Passo 3 - Proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada. Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes: Passo 1 - Aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo; Passo 2 - Regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo. Importante: Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras. A utilização de meios de tratamento de sementes que provoquem uma distribuição incompleta ou desuniforme do produto sobre as sementes pode resultar em níveis indesejados ou falhas no controle de pragas.

INTERVALO DE SEGURANÇA

CULTURADIAS
ALGODÃONão determinado devido à modalidade de emprego (tratamento de sementes)
ARROZ IRRIGADO
CANOLA
MILHO
SOJA
GIRASSOL
SORGO

SORGO

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não há necessidade de observância de intervalo de reentrada, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO

Utilize este produto de acordo com as recomendações em rótulo e bula. Esta é uma ação importante para obter resíduos dentro dos limites permitidos no Brasil (referência: monografia da ANVISA). No caso de o produto ser utilizado em uma cultura de exportação, verifique, antes de usar, os níveis máximos de resíduos aceitos no país de destino para as culturas tratadas com este produto, uma vez que eles podem ser diferentes dos valores permitidos no Brasil ou não terem sido estabelecidos. Em caso de dúvida, consulte o seu exportador e/ou importador. Respeite as leis federais, estaduais e o Código Florestal, em especial a delimitação de Área de Preservação Permanente, observando as distâncias mínimas por eles definidas. E utilizese sempre das Boas Práticas Agrícolas para a conservação do solo, entre elas a adoção de curva de nível em locais de declive e o plantio direto. Observar as Normas e Legislações complementares sobre segurança no trabalho. Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio. Em função da baixa quantidade do produto, a ser uniformemente distribuída em 100 kg de sementes, recomenda-se cuidados especiais nessa operação. Fitotoxicidade para as culturas indicadas: A formulação de CURANZA foi especialmente desenvolvida para o tratamento de sementes. O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e nas doses recomendadas. Outras restrições a serem observadas: As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol. As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais. Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais. Após o tratamento das sementes, possíveis sobras do produto devem retornar a embalagem original de CURANZA.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM

UTILIZADOS: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS: VIDE “MODO DE APLICAÇÃO”.

DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA

GRUPO INSETICIDA A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida CURANZA pertence ao grupo 28 (Moduladores de receptores de rianodina - Diamidas) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do CURANZA como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência: Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como: • Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 28. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo. • Usar CURANZA ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias. • Aplicações sucessivas de CURANZA podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da pragaalvo. • Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do CURANZA, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico das Diamidas não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula. • Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do CURANZA ou outros produtos do Grupo 28 quando for necessário; • Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas; • Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado; • Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;

• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas; • Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br). INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS: Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, Controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES DA BULA

PRECAUÇÕES GERAIS

• Produto para uso exclusivamente agrícola. • O manuseio do produto deve ser realizado apenas por trabalhador capacitado. • Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto. • Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. • Não manuseie ou aplique o produto sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados. • Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos e não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca. • Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados, úmidos, vencidos, ou com vida útil fora da especificação. Siga as recomendações determinadas pelo fabricante. • Não aplique próximo de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas especificas de um profissional habilitado. • Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. • Mantenha o produto adequadamente fechado, em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: Macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos. • Seguir as recomendações do fabricante do Equipamento de Proteção Individual (EPI) com relação à forma de limpeza, conservação e descarte do EPI danificado.

PRECAUÇÕES DURANTE O MANUSEIO/PREPARAÇÃO DA CALDA

 Utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas e calças compridas; botas de borracha; avental impermeável, equipamento de proteção respiratória com filtro mecânico classe P2 ou PFF2; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de proteção para produtos químicos.  Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados.  Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos. PRECAUÇÕES PARA O TRATAMENTO DE SEMENTES: • Evite ao máximo possível o contato com as sementes tratadas; • Aplique o produto somente nas doses recomendadas; • Não permita que animais, crianças ou qualquer outra pessoa não autorizada permaneça na área em que estiverem sendo tratadas as sementes, ou após a aplicação; • Utilize adequadamente todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados nas atividades que envolvam o tratamento das sementes. • Utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas e calças compridas; botas de borracha; equipamento de proteção respiratória com filtro mecânico classe P2 ou PFF2; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de proteção para produtos químicos. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO: • Sinalizar a área tratada com os dizeres: “PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA” e manter os avisos até o final do período de reentrada. • Evite ao máximo possível o contato com a área tratada. Caso necessite entrar na área tratada com os produtos antes do término do intervalo de reentrada, utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação. • Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça em áreas tratadas logo após a aplicação. • Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita). • Antes de retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), sempre lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. • Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto e troque as roupas. • Lave as roupas e os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) separados das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeáveis. • Após cada aplicação do produto faça a manutenção e a lavagem dos equipamentos de aplicação. • Não reutilizar a embalagem vazia. • No descarte de embalagens, utilize Equipamento de Proteção Individual (EPI): Macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha. • Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: Touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.

• A manutenção e a limpeza do EPI deve ser realizada por pessoa treinada e devidamente protegida. • Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante. ATENÇÃO Pode ser nocivo se inalado PRIMEIROS SOCORROS: Procure imediatamente um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, folheto informativo e/ou receituário agronômico do produto. Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito, exceto quando houver indicação médica. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente, durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. Caso utilize lente de contato, deve-se retirá-la. Pele: Em caso de contato, tire toda a roupa e acessórios (cinto, pulseiras, óculos, relógio, anéis etc.) contaminados e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro, por pelo menos 15 minutos. Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. A pessoa que ajudar deve se proteger da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo. INTOXICAÇÕES POR CURANZA®

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico Ciantraniliprole: Antranilamida
Grupo químicoCiantraniliprole: Antranilamida
Classe toxicológica
Categoria 5: Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Vias de exposição
Oral, inalatória, ocular e dérmica. As exposições inalatória e dérmica são
consideradas as mais relevantes.
ToxicocinéticaCiantraniliprole: A absorção de ciantraniliprole após administração oral a ratos
foi rápida, com concentrações máximas ocorrendo em 1-2,5 horas após
administração de dose baixa ou alta (10 ou 150 mg/kg p.c.). Determinou-se que
a absorção na dose baixa foi de 63-80% em comparação com 31-40% na dose
alta. A distribuição tecidual da dose absorvida foi extensa e indicou baixo
potencial de acumulação. Os resíduos de ciantraniliprole em tecidos foram mais
elevados nas fêmeas do que nos machos, consistentes com o achado de que as
fêmeas apresentaram meia-vida de eliminação mais longa e maior AUC (Área
Sob a Curva) no plasma. O metabolismo da dose absorvida foi extenso e
envolveu diferenças entre os sexos principalmente nas hidroxilações iniciais de
metilfenil e N-metil-carbono. Os principais metabólitos na urina são produtos
hidroxilados IN-MYX98 (4-11%), IN-N7B69 (0,6-4%) e bis-hidroxi-HGW86 (≤3%).
Nas fezes, o composto parental representou 5-16% e o IN-MYX98 foi o principal
metabólito (4-14%). Os metabólitos na bile incluíam glicuronídeos de IN-N7B69,
IN-MLA84 e IN-NBC94 e IN-J9Z38, mas nenhum deles foi superior a 5%. As
meias-vidas de eliminação plasmática variaram de 42 a 130 horas, com meia-
vida plasmática um pouco mais longa em fêmeas em relação aos machos. A
excreção foi praticamente completa dentro de 24-48 horas após a administração.
A excreção fecal (80%) foi a principal via de eliminação seguida pela urina (35%),
sem excreção significativa por expiração.
ToxicodinâmicaCiantraniliprole: Ciantraniliprole é um inseticida do grupo dos moduladores dos
receptores de rianodina. Os receptores de rianodina (RyR) são canais
especializados na liberação controlada de cálcio intracelular, que provocam a
transmissão de estímulos do sistema nervoso. Ciantraniliprole age ligando-se
aos receptores de rianodina dos insetos nas células musculares, fazendo com
que o canal se abra e promova uma saída descontrolada de cálcio do estoque
interno da célula, isso provoca letargia, cessação da alimentação e,
consequentemente, a morte do inseto. Entretanto, inseticidas moduladores dos
receptores de rianodina demonstraram possuir seletividade para RYRs de
insetos sobre aqueles de mamíferos. Existe uma divergência estrutural entre as
RYRs de insetos e mamíferos, que pode explicar o motivo pelo qual as RYRs
sejam o alvo dos inseticidas moduladores dos receptores de rianodina.
Sintomas e sinais clínicosAs informações detalhadas abaixo foram obtidas de estudos agudos com
animais de experimentação tratados com a formulação à base de ciantraniliprole,
CURANZA:
Exposição Oral: Em estudo de toxicidade aguda oral realizado em ratos, não foi
observada mortalidade ou quaisquer sinais clínicos de toxicidade sistêmica entre
os animais expostos à dose de 5.000 mg/kg p.c.
Exposição Inalatória: Em estudo de toxicidade aguda inalatória realizado em 5
ratos machos e 5 ratos fêmeas, os animais foram expostos à concentração de
5,14 mg/L. Não foi observada mortalidade durante o período de estudo. Os sinais
clínicos observados foram dificuldade respiratória e aumento da frequência
respiratória em todos os animais, reversíveis após 3 dias.
Exposição Cutânea: Em estudo de toxicidade aguda dérmica realizado em
ratos, não foi observada mortalidade ou quaisquer sinais clínicos de toxicidade
sistêmica entre os animais expostos à dose de 5.000 mg/kg p.c. Em estudo de
irritação cutânea realizado em coelhos, nenhum animal apresentou sinais de
irritação na pele, e o produto não foi considerado irritante para a pele de coelhos.
O produto não foi considerado sensibilizante dérmico em cobaias.
Exposição Ocular: Durante o estudo de irritação ocular realizado em coelhos
os animais não apresentaram efeitos na córnea e iris em 24h, 48h e 72h. Os
efeitos na conjuntiva em 24h, 48h e 72h consistiram em: Score médio de 0,33
em 2/3 animais e de 0,67 em 1/3 animais para vermelhidão; e de 0,33 em 1/3
animais para secreção. Todos os efeitos foram reversíveis em até 72 horas. O
produto foi considerado como leve irritante ocular no estudo, mas não gerou
nenhuma classificação pelo GHS.
Exposição Crônica: O ingrediente ativo não foi considerado mutagênico,
teratogênico ou carcinogênico para seres humanos. À luz dos conhecimentos
atuais, não é considerado desregulador endócrino e não interfere com a
reprodução. Vide item “efeitos crônicos” abaixo.
TratamentoTratamento geral: Tratamento sintomático e de suporte de acordo com o quadro
clínico para manutenção das funções vitais. Atenção especial deve ser dada ao
suporte respiratório.
Estabilização do paciente: Monitorar sinais vitais (pressão sanguínea,
frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura corporal). Estabelecer
via endovenosa. Atenção especial para parada cardiorrespiratória, hipotensão e
arritmias cardíacas. Avaliar estado de consciência do paciente.
Medidas de descontaminação: Realizar a descontaminação para limitar a
absorção e os efeitos locais.
Exposição Oral: Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto
proceder com:
- Carvão ativado: Na dose usual de 25-100 g em adultos e 25-50 g em crianças
de 1-12 anos, e 1 g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção
de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água. É mais efetivo quando
administrado dentro de uma hora após a ingestão.
- Lavagem gástrica: Considere logo após a ingestão de uma grande quantidade
do produto (geralmente dentro de 1 hora), porém na maioria dos casos não é
necessária. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de
aspiração com a disposição correta do tubo orogástrico (paciente em decúbito
lateral esquerdo) ou por intubação endotraqueal com cuff.
ATENÇÃO: Não provocar vômito. Na ingestão de altas doses do produto, podem
aparecer vômitos espontâneos, não devendo ser evitado. Deitar o paciente de
lado para evitar que aspire resíduos. Nunca dê algo por via oral para uma pessoa
inconsciente, vomitando, com dor abdominal severa ou dificuldade de deglutição.
Exposição Inalatória: Remover o paciente para um local seguro e arejado,
fornecer adequada ventilação e oxigenação. Monitorar atentamente a ocorrência
de insuficiência respiratória. Se necessário, administrar oxigênio e ventilação
mecânica.
Exposição Dérmica: Remover roupas e acessórios, proceder a
descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e
cabelos, com água fria abundante e sabão. Remover a vítima para local
ventilado. Se houver irritação ou dor o paciente deve ser encaminhado para
tratamento.
Exposição Ocular: Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com
solução salina a 0,9% ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com
a pele e mucosas. Caso a irritação, dor, lacrimejamento ou fotofobia persistirem,
encaminhar o paciente para tratamento específico.
Antídoto: Não há antídoto específico.
Cuidados para os prestadores de primeiros socorros: EVITAR aplicar
respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar um
equipamento intermediário de reanimação manual (Ambu) para realizar o
procedimento. A pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente
durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá usar PROTEÇÃO,
como luvas, avental impermeável, óculos e máscaras, de forma a não se
contaminar com o agente tóxico.
A indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração Contraindicações e pneumonite química, porém, se ocorrer vômito espontâneo, manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral, se o indivíduo estiver deitado, para evitar aspiração do conteúdo gástrico. Efeitos das interações Não foram relatados efeitos de interações químicas para ciantraniliprole em químicas humanos. ATENÇÃO Para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS) As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) Notifique ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa) Telefone de Emergência da empresa: 0800 704 4304 (24 horas) Endereço Eletrônico da Empresa: www.syngenta.com.br Correio Eletrônico da Empresa: faleconosco.casa@syngenta.comContraindicaçõesA indução do vômito é contraindicada em razão do risco potencial de aspiração e pneumonite química, porém, se ocorrer vômito espontâneo, manter a cabeça abaixo do nível dos quadris ou em posição lateral, se o indivíduo estiver deitado, para evitar aspiração do conteúdo gástrico.
Efeitos dasNão foram relatados efeitos de interações químicas para ciantraniliprole em humanos.
interações
químicas
ATENÇÃOPara notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800 722 6001 Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (RENACIAT/ANVISA/MS)
As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. Notifique ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/MS) Notifique ao Sistema de Notificação em Vigilância Sanitária (Notivisa)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 704 4304 (24 horas) Endereço Eletrônico da Empresa: www.syngenta.com.br Correio Eletrônico da Empresa: faleconosco.casa@syngenta.com

Mecanismos de Ação, Absorção e Excreção para animais de laboratório: Vide quadro acima, item “Toxicocinética” e “Toxicodinâmica”. Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório: Efeitos agudos: DL50 oral em ratos: > 5.000 mg/kg p.c. DL50 dérmica em ratos: > 5.000 mg/kg p.c. CL50 inalatória em ratos: > 5,14 mg/L Corrosão/Irritação cutânea: Em estudo de irritação cutânea realizado em coelhos, nenhum animal apresentou sinais de irritação na pele, e o produto não foi considerado irritante para a pele de coelhos. Corrosão/Irritação ocular em coelhos: Durante o estudo de irritação ocular realizado em coelhos os animais não apresentaram efeitos na córnea e iris em 24h, 48h e 72h. Os efeitos na conjuntiva em 24h, 48h e 72h consistiram em: Score médio de 0,33 em 2/3 animais e de 0,67 em 1/3 animais para vermelhidão; e de 0,33 em 1/3 animais para secreção. Todos os efeitos foram reversíveis em até 72 horas. O produto foi considerado como leve irritante ocular no estudo, mas não gerou nenhuma classificação pelo GHS. Sensibilização cutânea em cobaias (Teste de Buehler): O produto não foi considerado sensibilizante dérmico. Sensibilização respiratória: O produto não deve ser considerado sensibilizante para as vias respiratórias. Mutagenicidade: Não foi observado efeito mutagênico em teste in vitro de mutação genética bacteriana ou ensaio in vivo com células da medula óssea de camundongos.

Efeitos crônicos: Ciantraniliprole: Em um estudo de dois anos em ratos, o grupo de maior dose (906,6 para machos e 1.160,8 mg/kg p.c./dia para fêmeas) apresentou redução no peso corpóreo, no ganho de peso corpóreo e na eficiência alimentar. Houve também aumento do peso hepático nas doses de 84,8 e 906,6 mg/kg p.c./dia para machos e de 106,6 e 1.160,8 mg/kg p.c./dia para fêmeas, associado à presença de hipertrofia hepatocelular; essas alterações no fígado foram consistentes com uma indução enzimática não-adversa. Tais alterações hepáticas foram associadas à aumento da incidência de focos hepatocelulares e vacuolização focal em machos e nefropatia progressiva crônica em fêmeas. Não houve aumento relacionado a substância de teste na incidência de tumores. Foi estabelecido o NOAEL de 8,3 e 106,6 mg/kg p.c./dia para machos e fêmeas, respectivamente. Em um estudo de 18 meses em camundongos não houve aumento na incidência de tumores ou em qualquer outra patologia microscópica, sendo estabelecido o NOAEL de 768,8 e 903,8 mg/kg p.c./dia para machos e fêmeas, respectivamente, baseado na ausência de efeitos adversos. Sob as condições destes estudos, ciantraniliprole não é considerado carcinogênico. O ciantraniliprole foi testado em uma bateria de estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo. Resultados negativos foram obtidos em todos os estudos, que indicam que o ciantraniliprole não causa dano genético e, portanto, não apresenta risco mutagênico. No estudo de duas gerações em ratos foram testados quatro níveis de dose, sendo observado efeitos apenas nos dois grupos de maior dose: - Geração Parental: No terceiro grupo de maior dose observou-se diminuição do peso corpóreo e parâmetros nutricionais, e alterações no peso da tireoide e/ou hipertrofia das células foliculares (gerações P1 e F1), além de diminuição do peso e atrofia do timo em fêmeas da geração P1. - Descendentes: No grupo de maior dose foi observada diminuição do peso corpóreo e diminuição do peso do timo, baço, cérebro e adrenal nas gerações F1 e F2. Na geração F1 foi observada leve desidratação; no terceiro grupo de maior dose nos descendentes foi observada diminuição do peso do timo e do baço na geração F1. Não houve evidência de toxicidade para a reprodução (NOAEL parental e desenvolvimento: 11,0 - 14,2 e 13,9 - 20,1 mg/kg p.c./dia para machos e fêmeas, respectivamente; NOAEL para reprodução: 1.125 – 1.583 e 1.344 – 2.782 mg/kg p.c./dia para machos e fêmeas, respectivamente, sendo a maior dose testada). O estudo de toxicidade para o desenvolvimento em ratos não revelou efeitos relacionados ao tratamento, sendo estabelecido o NOEL materno e fetal de 1.000 mg/kg p.c./dia, a maior dose testada no estudo. No estudo de toxicidade para o desenvolvimento em coelhos, foi observada evidência de toxicidade materna na dose de 100 mg/kg p.c./dia, que incluiu diarreia, redução de peso corpóreo e de consumo alimentar. Nas doses de 250 e 500 mg/kg p.c./dia ocorreram abortos no final da gestação e/ou partos no dia da eutanasia, efeitos considerados secundários à toxicidade materna. Os efeitos na prole limitaram-se a redução de peso fetal nas doses de 250 e 500 mg/kg p.c./dia (NOAEL materno: 25 mg/kg p.c./dia; NOAEL fetal: 100 mg/kg p.c./dia). Com base nos resultados do estudo de reprodução de duas gerações em ratos e nos estudos de toxicidade para o desenvolvimento em ratos e coelhos, o ciantraniliprole não apresenta toxicidade para a reprodução ou para o desenvolvimento.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE  Este produto é: - Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I). - Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II). - PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III). - Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV). • Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos (microcrustáceos); • Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas. • Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. • Não utilize equipamentos com vazamentos. • Não aplique o produto com ventos fortes ou nas horas mais quentes. • Aplique somente as doses recomendadas. • Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água. • A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. • O limite máximo de aplicação deste ingrediente ativo é de 300 g/ha por ciclo de cultura. Caso sejam utilizados outros produtos que contenham ciantraniliprole na sua composição, o somatório de ingrediente ativo em todo ciclo não deve ultrapassar 300 g i.a./ha, mesmo que em diferentes estágios da cultura. RESTRIÇÕES QUANTO À PROTEÇÃO AOS POLINIZADORES ESTE PRODUTO POSSUI RESTRIÇÃO DE APLICAÇÃO EM VIRTUDE DO RISCO PARA ABELHAS E OUTROS INSETOS POLINIZADORES. SIGA AS INSTRUÇÕES DE APLICAÇÃO E RECOMENDAÇÕES PARA PROTEÇÃO DE POLINIZADORES. As abelhas e outros insetos polinizadores forrageiam as plantas no período de floração, polinização e produção do néctar, podendo ser expostos a este inseticida através de: - Contato direto com o produto durante as aplicações foliares; - Contato com resíduos do produto na superfície das plantas após a aplicação. - Ingestão de resíduos em néctar e pólen resultante das aplicações foliares. Ao utilizar este produto, tomar medidas para minimizar a exposição de abelhas e outros polinizadores quando estiverem forrageando as plantas atrativas no entorno e no local da aplicação. Minimizar a deriva para áreas com colmeias ou no habitat dos polinizadores para evitar potenciais danos. Não aplicar este produto enquanto as abelhas estão forrageando e até que a floração esteja completa e todas as pétalas tenham caído, ao menos que a aplicação durante a floração esteja autorizada para determinada cultura (Observar as orientações de aplicação para cada cultura).

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: • Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. • O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. • A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. • O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. • Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO, VENENO. • Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. • Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. • Em caso de armazéns, devem ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). • Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal. 3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: • Isole e sinalize a área contaminada. • Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS LTDA. • Telefone de emergência: 0800 704 4304. • Utilize o Equipamento de Proteção Individual (EPI) (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros). • Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga a instrução a seguir: • Piso pavimentado: Absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deve mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante, pelo telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final. • Solo: Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante, conforme indicado. • Corpos d'água: Interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, CO2 OU PÓ QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE

E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

• O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. • Use luvas no manuseio dessa embalagem. • Esta embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

• No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. • Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até seis meses após o término do prazo de validade. • O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRANSPORTE • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGENS SACARIAS (utilizadas para acondicionar sementes tratadas com CURANZA) AS EMBALAGENS – SACARIAS – NÃO PODEM SER REUTILIZADAS PARA OUTROS FINS. AS EMBALAGENS – SACARIAS – NÃO PODEM SER LAVADAS. ARMAZENAMENTO DAS EMBALAGENS VAZIAS • O armazenamento das embalagens – SACARIAS – vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. • Use luvas no manuseio das SACARIAS. • As embalagens – SACARIAS – vazias devem ser armazenadas separadamente, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. DEVOLUÇÃO DAS EMBALAGENS – SACARIAS - VAZIAS • Devem ser devolvidas em conjunto com a embalagem do agrotóxico CURANZA ou no local onde foram adquiridas as sementes tratadas. • Terceiros que efetuarem o manuseio do agrotóxico, devem descrever nas sacarias que as sementes foram tratadas com o agrotóxico CURANZA e informar que as mesmas devem ser devolvidas no local em que foram tratadas ou adquiridas. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

• O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

• É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. TRANSPORTE • As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

• A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. • É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. • EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS. • A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO • Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante pelo telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final. • A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. 5. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS • O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. 6. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO: De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Curanza registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 4821 · documento de 30/04/2025.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Curanza?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Curanza e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Curanza é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 4821, documento de 30/04/2025), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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