BULA COTESIA BIOCANA Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA sob n.°13911 COMPOSIÇÃO: Cotesia flavipes (Cameron, 1891) CONTEÚDO: VIDE RÓTULO (*) CLASSE: Agente Biológico de Controle TIPO DE FORMULAÇÃO: Insetos vivos (vespa endoparasitóide para controle biológico) TITULAR DO REGISTRO, FABRICANTE, FORMULADOR: BRAZ E COSTA PRODUTOS BIOLÓGICOS LTDA Rua Eugênia Viel Biagi, 27 – Bairro Vila Walter Becker Pontal – SP – CEP: 14180-000 Telefone (16) 3953-8156 / 3953-8161 CNPJ: 04.200.541/0001-14 Registro na Secretária de Agricultura e Abastecimento – CFICS/CDA/SP, n° 918
| N° do lote ou partida: | VIDE EMBALAGEM |
|---|---|
| Data de Fabricação: | |
| Data de Vencimento: |
ORGANISMOS VIVOS DE USO RESTRITO AO CONTROLE DE PRAGAS. Indústria Brasileira
CLASSIFICAÇÃO TOXICOLÓGICA: NÃO DETERMINADA DEVIDO À
NATUREZA DO PRODUTO (INIMIGO NATURAL)
CLASSIFICAÇÃO DO POTENCIAL DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL
CLASSE IVPOUCO PERIGOSO PRODUTO FITOSSANITÁRIO COM O USO APROVADO PARA A AGRICULTURA ORGÂNICA
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA
INSTRUÇÕES DE USO
COTESIA BIOCANA (Cotesia flavipes) é um agente de controle biológico utilizado no controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), em pósemergência da cultura da cana-de-açúcar, na forma inundativa. CULTURAS, PRAGAS, DOSES, NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
| CULTURA | Alvo controlado | Doses | Número e época de Aplicação e intervalo de aplicação |
|---|---|---|---|
| Cana-de-açúcar | Diatraea saccharalis (Broca-da-cana) | 6.000 parasitóides/ ha | Uma única liberação de 6.000 parasitóides/ha após o levantamento prévio da praga (broca-da-cana). Será realizada nova aplicação quando for verificada nova infestação da praga. |
(*) Eficiência agronômica foi comprovada para cultura da Cana-de-açucar.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO
Número de aplicação: Deve-se liberar 6.000 vespinhas divididas em 8 pontos de liberação (750/pontos de liberação) Época: Recomenda-se liberar o parasitóide toda vez que for constatada a presença de 800 a 1000 lagartas de Diatraea saccharalis/ha. Se o levantamento não for realizado na fazenda, deve-se liberar a vespinha em áreas onde a intensidade de infestação tenha sido superior a 2% na colheita da safra anterior. Intervalo de aplicação: A aplicação poderá ser repetida 15 dias após, quando for constatada a presença de 800 a 1000 lagartas não parasitadas/ha. MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: Aplicação terrestre. Deverá ser feita a liberação de insetos adultos (pósemergência). Para a liberação dos parasitóides em ponto fixo, os copos deverão ser abertos ao se entrar no talhão e fixados diretamente nas plantas, para a saída dos insetos. Cada copo deverá ser distribuído no talhão a uma distância de 20 a 25 metros um do outro.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS
TRATADAS:
LIMITAÇÕES DE USO
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA: O inseto não desenvolve resistência ao seu próprio feromônio. INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS: Incluir na sistemática de inspeção ou monitoramento e controle de pragas, quando a infestação atingir o limite de prejuízo econômico, outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, rotação de inseticidas, acaricidas, etc.) visando o programa de Manejo Integrado de Doenças. MINISTÉRIO DA SAÚDE – AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA -ANVISA
DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES. USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS
- Produto para uso exclusivamente agrícola - Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto. - Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados. - Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: botas, máscaras, óculos e luvas. - Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados. - Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Evite o máximo possível o contato com a área aplicada. - Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. - Aplique o produto somente nas doses recomendadas. - Utilize equipamentos de proteção individual (EPI): botas de borracha, máscaras de filtro P2/P3, óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO - Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação. - Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: óculos, botas, luvas e máscaras.
- Troque e lave suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável. - Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. - Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante. - Não reutilizar a embalagem vazia. PRIMEIROS SOCORROS: Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto. - Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer. - Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho. - Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro. - Inalação: Se o produto foi inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado. INTOXICAÇÃO POR COTÉSIA BIOCANA – INFORMAÇÕES MÉDICAS
| Nome Técnico | COTESIA BIOCANA |
|---|---|
| Nome científico | Cotesia flavipes (Cameron, 1891) |
| Classe toxicológica | Não determinada devido à natureza do produto (inimigos naturais) |
| Mecanismos de toxicidade/patogenicidade : | Não existe na literatura relatos que indique a relação do inseto com outros patógenos de organismos não visados. Cotesia flavipes são normalmente endoparasitóides primários da larva de Diatraea SSP. |
| Sintomas e sinais clínicos | Não é esperado qualquer efeito ao ser humano. |
| ATENÇÃO | Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica – RENACIAT – ANVISA/MS Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS). Telefone de emergência da empresa: (16) 3953-8156/(16) 3953-8161 (horário comercial) |
MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE
LABORATÓRIO: Não foram realizados testes com animais experimentais e também não são conhecidos dados sobre o metabolismo em seres humanos. EFEITOS AGUDOS E EFEITOS CRÔNICOS: Não há dados que indique a ocorrência de danos agudos ou crônicos causados por Cotesia flavipes agente biológico de controle do produto COTÉSIA BIOCANA. Segundo a literatura
consultada a vespa Cotesia flavipes não apresenta ferrão e, portanto não oferece risco de ataque a seres humanos ou animais. INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE - IBAMA - Este produto é : Pouco perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV) - Evite a contaminação ambiental – PRESERVE A NATUREZA. - Não utilize equipamento com vazamento. - Aplique somente as doses recomendadas. - Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água. - A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA
CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: - Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. - A construção deve ser alvenaria ou de material não combustível. - O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. - Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. - Deve haver sempre recipientes disponíveis para envolver embalagens rompidas. - Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. - Observe a legislação estadual e municipal. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES AMBIENTAIS - Isole e sinalize a área contaminada. - Utilize equipamentos de proteção individual (EPI) – macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscaras com filtro. - Contate as autoridades locais competentes e a empresa Braz e Costa Produtos Biológicos Ltda. Telefone de emergência: (16) 3953-8156 / (16) 39538161. Horário comercial. - Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, ou de CO2, ficando a favor do vento para evitar intoxicação. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Embalagem FLEXÍVEL.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia até a sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio dessa embalagem. Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. TRASPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT) devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia até a sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. TRASPORTE As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. É PROIBIDA AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBLAGEM DESTE PRODUTO. EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO Caso este produto venha a se tornar impróprio para a utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL (De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis) Filipe Aurélio Morsoletto Responsável Técnico Eng. Agrônomo – CREA nº 5069565890