Bula oficial · registro MAPA nº 8106

Bula do Sementiran 500 SC

Bula completa do Sementiran 500 SC (registro MAPA nº 8106), transcrita do documento oficial do AGROFIT: composição, instruções de uso por cultura, dose, volume de calda, número de aplicações, intervalo de segurança (carência), equipamentos de proteção, primeiros socorros e informações ambientais. Ingrediente ativo: tiram.

Transcrição do documento oficial do MAPA / AGROFIT, bula de · 10 páginas no PDF.

BULA SEMENTIRAN ® 500 SC Registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA sob nº 08106

COMPOSIÇÃO

Tetramethylthiuram disulfide (TIRAM)............................................................................500 g/L (50,0% m/v) Ingredientes Inertes........................................................................................................660 g/L (66,0% m/v) GRUPO M03 FUNGICIDA Conteúdo: VIDE RÓTULO CLASSE: Fungicida GRUPO QUÍMICO: Dimetilditiocarbamato TIPO DE FORMULAÇÃO: Suspensão Concentrada (SC) TITULAR DO REGISTRO: MASTERBOR COM. E IND. DE PROD. QUÍMICOS LTDA Rua Vital Brasil, 151, Vila Maria Augusta, Itaquaquecetuba/SP, CEP: 08570-310 CNPJ: 03.964.950/0001-24, Telefone PABX: (11) 2231-8644 Número do Registro na Coordenadoria de Defesa Agropecuária – CDA/SP nº 1043 PRODUTO TÉCNICO: MAYRAN TÉCNICO, Registro nº: 08706. FABRICANTE DO PRODUTO TÉCNICO / FORMULADOR: MASTERBOR COM. E IND. DE PROD. QUÍMICOS LTDA Rua Vital Brasil, 151, Vila Maria Augusta, Itaquaquecetuba/SP, CEP: 08570-310 CNPJ: 03.964.950/0001-24, Telefone PABX: (11) 2231-8644 ® SEMENTIRAN 500 SC é marca registrada da Masterbor Com. e Ind. de Prod. Químicos Ltda.

Número do lote ou partida: VIDE EMBALAGEM Data de Fabricação: Data de Vencimento: E CONSERVE-OS EM SEU PODER. Indústria Brasileira CLASSE TOXICOLÓGICA - CATEGORIA 5 – PRODUTO IMPROVÁVEL DE CAUSAR DANO AGUDO CLASSIFICAÇÃO DE PERICULOSIDADE AMBIENTAL - CLASSE III - PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE Cor da faixa: Azul PMS Blue 293 Página 1 de 10

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO – MAPA.

INSTRUÇÕES DE USO

CULTURA, PRAGA, DOSE E NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÕES: Sementiran ® 500 SC é um fungicida não sistêmico e de contato, para aplicação nas sementes de algodão, milho, soja e trigo, antes do plantio.

CULTURAPraga Controlada Nome cientifico / Nome comumDose (por 100kg de Semente)Número e Época de Aplicação
PCIA
AlgodãoRhizoctonia solani / Tombamento560mL280gAplicação única antes do plantio
MilhoRhizoctonia solani / Tombamento Fusarium moniliforme / Podridão-do-colmo Pythium spp / Podridão de raizes350mL175g
SojaPhomopsis sojae / Phomopsis da semente Cercospora kikuchii / Mancha-púrpura-da-semente Fusarium solani / Podridão-vermelha-da-raiz Fusarium oxysporum / Murcha300mL150g
TrigoBipolaris sorokiniana Helmintosporiose300mL150g

PC = produto comercial IA = ingrediente ativo MODO / EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: Sementiran ® 500 SC destina-se ao tratamento de sementes de algodão, milho, soja e trigo, exclusivamente para o plantio. É aplicado diretamente sobre as sementes por meio de máquinas específicas, betoneiras ou tambores rotativos, reduzindo ao mínimo o contato do aplicador com o produto. As máquinas específicas para tratamento de sementes contam com as seguintes características: • dosificação simultânea da semente e do fungicida; • tanque reservatório próprio para o produto formulado; • alimentação contínua e mecânica; • secagem interna; • descarga de sementes tratadas diretamente em sacaria. Para melhor cobertura das sementes pode-se umedece-las levemente com água, no máximo até a proporção 1:1 (agrotóxico:água) Página 2 de 10

INTERVALO DE SEGURANÇA: não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: não

especificado devido à modalidade de aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• As sementes tratadas somente podem ser usadas para plantio; são impróprias para o consumo humano ou animal. As sementes tratadas não devem ficar expostas a crianças, animais domésticos, pássaros e pessoas sem conhecimento sobre a toxicidade do agrotóxico. Não armazene as sementes junto com produtos de consumo humano ou animal. • As sementes tratadas não podem ficar descobertas no plantio, pois são tóxicas para pássaros e outros animais.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA. INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA: Qualquer agente de controle de patógenos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o patógeno alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a fungicidas (MRF) é possível prolongar a vida útil dos mesmos. Qualquer produto para controle de patógeno da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações sucessivas da mesma praga; Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula; Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRF; Incluir outros métodos de controle de fungos, dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP), quando disponível e apropriado. INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS: Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou provada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

Vide DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE. Página 3 de 10

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO

PRECAUÇÕES GERAIS

Produto para uso exclusivamente agrícola; Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto; Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados. Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados; Não utilize equipamento de aplicação com vazamento ou com defeitos; Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca; Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas;

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO

• Produto extremamente irritante aos olhos. • Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS. • Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS. • Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS. • Ao abrir a embalagem, faça de modo a evitar respingos. • Utilize equipamento de proteção individual – EPI: Macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; luvas e botas de borracha; touca árabe; máscara descartável cobrindo o nariz e a boca; óculos de proteção. • Manuseie o produto em local arejado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia; • Aplique o produto somente nas doses recomendadas • Utilize equipamento de proteção individual – EPI: Macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; luvas e botas de borracha; touca árabe; máscara descartável cobrindo o nariz e a boca; óculos de proteção. • Aplique nas áreas que não estejam com ventos fortes. PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO: • Não reutilize a embalagem vazia; • Mantenha o restante do produto adequadamente fechado na embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais; • Tome banho imediatamente após a aplicação do produto; • Troque e lave suas roupas de proteção separado das demais roupas da família; • Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável; • Faça manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. • No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, luvas e botas de borrachas. Página 4 de 10

Pode ser perigoso se ingerido Pode ser perigoso em contato com a pele CUIDADO Pode ser perigoso se inalado PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto. Ingestão: Em caso de ingestão, não provoque vômito. Olhos: Em caso de contato, lave com água corrente em abundância durante 15 minutos. Pele: Em caso de contato, lave com água corrente e sabão neutro em abundância. Inalação: Em caso de inalação, transporte o intoxicado para um local arejado. Se o intoxicado parar de respirar, aplique imediatamente respiração artificial. Transporte-o imediatamente para assistência médica mais próxima. Antídoto: Nenhum antídoto específico é conhecido. INTOXICAÇÕES POR SEMENTIRAN - TIRAM - Informações Médicas -

Grupo QuímicoDimetilditiocarbamato
Classe ToxicológicaCategoria 5 – Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Vias de AbsorçãoTrato gastrointestinal, pele e vias respiratórias.
Sintomas e Sinais ClínicosTiram é suavemente tóxico por ingestão e inalação, mas é moderadamente tóxico pela via
dérmica. Tiram é irritante aos olhos, pele e trato respiratório, além de ser sensibilizante
dérmico. Exposição repetida ou prolongada ao tiram pode causar reações alérgicas tais
como dermatite, olhos úmidos, sensibilidade à luz e conjuntivite.
Ingestão: exposição aguda por humanos pode causar dor de cabeça, sonolência, fadiga,
náusea, vômito, diarreia e outras complicações gástricas.
Inalação: Pode ocorrer irritação das membranas respiratórias, pela inalação de pós finos.
Pele: Pode ocorrer irritação dérmica moderada e sensibilização da pele.
Olhos: Pode causar graves irritações oculares.
Mecanismos de ToxicidadeTiram e outros ditiocarbamatos geram metabólitos tóxicos. Os efeitos tóxicos agudos
desses metabólitos são similares ao do dissulfeto de carbono. A maioria dos
ditiocarbamatos apresenta baixa toxicidade e são fracamente absorvidos; grande porção
da dose administrada oralmente é excretada, sem alteração, pelas fezes. O exato modo de
ação não está claro; envolve ação intracelular dos metabólitos do dissulfeto de carbono, o
que causa injúria do microssomo e do citocromo P-450, acompanhada por aumento da
atividade da heme-oxigenase. Em oposição ao dissulfeto de carbono, tiram também causa
disfunção da tiróide em vertebrados. Esse efeito pode ser resultado da liberação de
enxofre nas células foliculares, causando inibição da tirosina-iodada. Tiram induz
intolerância ao álcool, pela inibição do acetaldeído-dehidrogenase ou pela formação de
compostos quaternários com o etanol.

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ToxicocinéticaCerca de 70% da dose de tiram, administrada via oral para animais de experimentação, é
metabolizado a CO2 e outros gases e expirada; o restante da dose administrada foi
encontrado principalmente na urina (25%); aproximadamente 3% da dose pode ser
encontrada em órgãos como sangue, ossos e fígado, enquanto que os outros 3% foram
detectados nas fezes.
Mais de 83% do tiram administrado por via oral foi absorvido; desse total, entre 35 e 40%
foi excretado pela urina, 96 horas após a administração; 2 a 5% foi excretado pelas fezes,
após 24 horas da administração; 41 a 48% eliminado junto ao ar expirado.
Aproximadamente 60% da dose de tiram administrada pela dieta foi recuperada como CS2
expirado e 30% encontrada na urina; tiram foi rapidamente degradado a compostos mais
polares; 5 metabólitos foram detectados na urina: derivado de alanina de CS2 (10%),
conjugado glucoronado de dimetilditiocarbamato (205), ácido tiosulfônico (34%) éster
metílico de dimetilditiocarbamato (6%) e um conjugado de alanina (30%). A presença
desses produtos polares demonstrou que a rota metabólica envolve a redução da ligação
dissulfato e reações subsequentes com o enxofre.
DiagnósticoHistórico de exposição ocupacional ao tiram e a presença de ácido xanturênico na urina
podem ser suficientes para a confirmação do diagnóstico.
TratamentoComo não há antídoto específico o tratamento deve ser sintomático e de suporte. Em caso
de exposição dérmica, remova as roupas contaminadas e lave a pele afetada e o cabelo
com sabão e água. Se o composto entrou em contato com os olhos, estes devem ser
lavados com água corrente em abundância. Em caso de ingestão, se o paciente estiver
consciente recomenda-se induzir vômito. Observação do paciente, quanto à depressão
nos níveis de consciência e de respiração, deve continuar; se esses sinais ocorrerem,
entubação gástrica com aspiração e lavagem, deve ser imediatamente realizada. Lavagem
gástrica com solução salina isotônica ou com solução de bicarbonato de sódio pode ser
seguida da administração de carvão ativado.
Tratamento sintomático de suporte:
Inalação: Remova o intoxicado para um local arejado. Administre oxigênio se necessário.
Pele: Lave com grande quantidade de água corrente e sabão.
Olhos: Lave com água corrente durante 15 a 20 minutos.
Contra-IndicaçõesAtropina NÃO é indicada, pois tiram não causa inibição da colinesterase.
Efeitos SinérgicosTiram provoca a inibição do acetaldeído-dehidrogenase, uma enzima essencial para
conversão de acetaldeído a ácido acético. O consumo de álcool, por trabalhadores
expostos ao tiram, pode agravar os sintomas de intoxicação, os quais envolvem: náusea,
vômito, dor de cabeça, sonolência, fraqueza, confusão mental, dispneia, dor no peito e
abdominal, aumento na transpiração e brotoeja.
AtençãoAs intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação
Compulsória. Comunique o caso e obtenha informações especializadas sobre o
diagnóstico e tratamento através dos Telefones de Emergência para INFORMAÇÕES
MÉDICAS:
Disque-Intoxicação: 0800-722-6001
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT –
ANVISA/MS
Telefone da Empresa: (11) 2231-8644

DL50 oral em ratos >2.000 mg/kg p.c. DL50 dérmica em ratos 4.000 mg/kg p.c. CL50 inalatória > 5 mg/L Irritação ocular em coelhos: Não classificado. Página 6 de 10

Irritação dérmica em coelhos: Não classificado. Sensibilização dérmica: Não classificado. Efeitos crônicos do tiram: Toxicidade crônica e animais de laboratório: em um estudo onde ratos receberam 125mg/kg/dia de tiram, pela dieta, mostrou-se fatal a todos os animais dentro de 17 semanas. Dose oral de 49mg/kg/dia, administrada a ratos por 2 anos, produziu fraqueza e falta de coordenação motora e paralisia dos membros inferiores. Ratos alimentados com 52 a 67mg/kg/dia de tiram, por 80 semanas, apresentaram perda de pêlos e atrofia dos membros inferiores. Sintomas de incoordenação muscular e paralisia, em casos de envenenamento com tiram, mostraram-se associados com degeneração dos nervos da lombar inferior e da região pelviana. Galinhas alimentadas com 30 e 60ppm de tiram, por 6 semanas, apresentaram má formações ósseas. Doses de cerca de 10% da DL50 por 15 dias, reduziram a contagem de plaquetas e leucócitos, redução na formação dos componentes do sangue, e coagulação sanguínea em coelhos. Efeitos teratogênicos ou reprodutivos foram observados em animais de experimentação, mas apenas em altas doses. Efeitos mutagênicos: tiram mostrou-se mutagênico para algumas linhagens bacterianas, in vitro; não mutagênico em estudos com células de mamíferos, in vitro; não mutagênico em estudos com células de mamíferos, in vitro; não mutagênico em estudos in vivo. Efeitos Carcinogênicos: de acordo com os dados disponíveis, tiram não apresentou potencial carcinogênico para animais de experimentação. Órgãos Alvo: estudos indicam que o tiram pode causar dano ao fígado, pois reduz a atividade da enzima deste órgão e induz o aumento do tamanho do fígado. Pode causar danos ao sistema nervoso, ao sangue e aos rins. Toxicidade Crônica para Humanos: sintomas de exposição crônica do tiram, em humanos, incluem: sonolência, confusão, perda do direcionamento sexual, falta de coordenação, alteração na fala e fraqueza. Exposição repetida ou prolongada ao tiram pode causar reações alérgicas tais como dermatite, olhos úmidos, sensibilidade à luz e conjuntivite.

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO

Estudo com animais de experimentação mostrou que apenas 32% do tiram administrado pode ser recuperado, principalmente pela urina (25%); cerca de 3% foi encontrada em vários órgãos como sangue, osso e fígado; aproximadamente 3% da dose administrada foi encontrada nas fezes; cerca de 70% do tiram não recuperado pode ter sido metabolizado a CO2 ou outros gases, e assim, excretado pelo ar expirado. Em outro estudo, tiram foi bem absorvido (mais de 83% da dose) após administração oral, sendo excretado pela urina (35-40% da dose em 96 horas), fezes (2 a 5%, após 24 horas da dosagem) e ar expirado (41 a 48%); a excreção foi mais extensiva e rápida pela urina e ar a ser expirado, dentro das primeiras 12 horas após a dosagem; grande parte da dose (no mínimo 83,7%) foi eliminada dentro das 4 horas após a administração do tiram. Um terceiro estudo demonstrou que 60% da dose administrada foi expirada na forma de dissulfeto de carbono, enquanto que 30% foi excretada pela urina; tiram foi rapidamente degradado a produtos polares; a presença desses produtos demonstrou que a rota metabólica envolve a redução da ligação dissulfeto e reações subsequentes com o enxofre. Página 7 de 10

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: - Este produto é: Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I) Muito Perigoso ao Meio Ambiente (Classe II) PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III) Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV) - Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos. - Evite a contaminação ambiental. Preserve a Natureza. - Não utilize equipamento com vazamentos. - Aplique somente doses recomendadas - Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água. - A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E

PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: - Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada. - O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais. - A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. - O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. - Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. - Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. - Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. - Em caso de armazéns deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT. - Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal. 3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: - Isole e sinalize a área contaminada. - Contate as autoridades locais competentes e a Empresa MASTERBOR COM. E IND. DE PROD. QUÍMICOS LTDA - Telefone de Emergência: (11) 2231-8644 - Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros). - Em caso de derrame, siga as instruções abaixo: Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução a destinação final. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima. Corpos d’água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Página 8 de 10

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2, pó químico, etc., ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E

DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: ESTA EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL. ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. - Use luvas no manuseio dessa embalagem. - Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens lavadas. - DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra. Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem até 6 meses após o término do prazo de validade. O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia. - TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA. - ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA: O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo o usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. - DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA: indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial. - TRANSPORTE: As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. EMBALAGENS – SACARIAS AS EMBALAGENS – SACARIAS – NÃO PODEM SER REUTILIZADAS PARA OUTROS FINS AS EMBALAGENS – SACARIAS – NÃO PODEM SER LAVADAS. Página 9 de 10

ARMAZENAMENTO DAS EMBALAGENS VAZIAS: O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias. Use luvas no manuseio das SACARIAS. Esta embalagem – SACARIAS – vazias devem ser armazenadas separadamente, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas – modelo ABNT), devidamente identificada e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição. DEVOLUÇÃO DAS EMBALAGENS – SACARIAS – VAZIAS: Devem ser devolvidas, em conjunto, com a embalagem do agrotóxico Sementiran 500 SC ou no local onde foram adquiridas as sementes tratadas. Terceiros que efetuarem o manuseio do agrotóxico, devem descrever nas sacarias que as sementes foram tratadas com o agrotóxico Sementiran 500 SC e informar que as mesmas devem ser devolvidas no local em que foram tratadas ou adquiridas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS

A destinação final das embalagens vazias, sacarias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes. - É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO. - EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS: A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas. - PRODUTOS IMPROPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO: Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. - TRANSPORTE DE AGROTÓXICO, COMPONENTES E AFINS: O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais. RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL: De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis. Página 10 de 10

Sobre esta transcrição

Esta é a bula oficial do Sementiran 500 SC registrada no MAPA, convertida de PDF para texto para facilitar a leitura no celular e a busca. Em caso de qualquer divergência, vale o PDF oficial (link no topo da página). A compra e a aplicação de defensivos agrícolas exigem receituário agronômico emitido por engenheiro-agrônomo. Este site não recomenda produtos nem substitui a orientação técnica.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária — Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT). Registro nº 8106 · documento de 20/05/2020.

Perguntas frequentes

Qual a carência (intervalo de segurança) do Sementiran 500 SC?

O intervalo de segurança varia por cultura e está na seção "Instruções de uso" desta bula. É o número de dias que deve haver entre a última aplicação do Sementiran 500 SC e a colheita. Respeitar esse prazo é obrigatório.

Esta bula do Sementiran 500 SC é oficial?

É a transcrição em texto da bula oficial registrada no MAPA/AGROFIT (registro nº 8106, documento de 20/05/2020), para facilitar a leitura e a busca. O PDF oficial está linkado no topo e prevalece em caso de dúvida. A aplicação exige receituário agronômico.

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