Perfil do trigo · Rio Grande do Sul

Trigo em Maximiliano de Almeida (RS)

Maximiliano de Almeida (RS) tem uma das lavouras de trigo mais produtivas do país: 3.300 kg/ha na safra 2024, cerca de 25% acima da média nacional. Foram 11.880 toneladas em 3.600 hectares. Fonte: IBGE/PAM.

Fonte: IBGE — Produção Agrícola Municipal (PAM), safra 2024. Dados atualizados em .

Dados-chave

  • Produção de trigo: 11.880 toneladas safra 2024 · IBGE/PAM
  • Área plantada: 3.600 hectares safra 2024 · IBGE/PAM
  • Produtividade: 3.300 kg/ha (55,0 sacas/ha) safra 2024 · IBGE/PAM
  • Posição nacional: 202º maior produtor de trigo do Brasil safra 2024 · IBGE/PAM
  • Valor da produção: R$ 13,85 mi safra 2024 · IBGE/PAM
  • Janela de plantio (trigo): 1 de maio a 31 de julho safra 2025/26 · MAPA/ZARC
  • Exportação do estado (RS): US$ 519,03 mi em trigo (grão) 2025 · Comex Stat
  • Preço ao produtor (trigo): R$ 69,82 por saca de 60 kg (RS) agosto de 2026 · CONAB
  • Custo de produção (trigo): R$ 127,56 por saca (total) · R$ 6.766/ha novembro de 2025 · CONAB
  • Margem estimada (trigo): −R$ 57,74 por saca (preço − custo total) preço agosto de 2026 · custo novembro de 2025 · CONAB
  • Preço mínimo (trigo): R$ 78,51 por saca de 60 kg (PGPM) safra 2026 · CONAB
  • Crédito de custeio (trigo): R$ 4,25 mi contratados · 1.205 ha financiados 2025 · BACEN/SICOR
  • Armazenagem de grãos: 33.507 t de capacidade estática · 6 unidades cadastro 2026 · CONAB/SICARM
Produção · 2024
12 mil t
▲ 102,7%
IBGE / PAM
Área plantada
4 mil ha
▼ 20,0%
IBGE / PAM
Produtividade
3.300 kg/ha
55,0 sc/ha
Valor da produção
R$ 13,85 mi
▲ 275,2%
IBGE / PAM

Produção de trigo em Maximiliano de Almeida — série histórica

12 mil t200520142024

Toneladas por ano-safra. Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal (PAM), tabela 1612.

Ver série completa em números
SafraProdução (t)Área plantada (ha)Produtividade (kg/ha)Valor (R$ mil)
2024 11.880 3.600 3.300 13.852
2023 5.861 4.500 1.320 3.692
2022 20.826 5.340 3.900 31.239
2021 13.860 4.200 3.300 18.711
2020 6.480 1.800 3.600 8.605
2019 3.750 1.500 2.500 2.498
2018 4.800 2.000 2.400 2.400
2017 3.465 1.750 1.980 1.327
2016 9.750 2.500 3.900 5.363
2015 3.250 2.500 1.300 1.300
2014 2.040 3.500 583 748
2013 5.460 1.400 3.900 3.456
2012 2.340 1.300 1.800 1.076
2011 3.960 1.100 3.600 1.596
2010 4.500 1.500 3.000 1.651
2009 4.320 2.000 2.160 1.685
2008 3.600 2.000 1.800 1.368
2007 2.700 1.500 1.800 1.107
2006 3.000 1.000 3.000 1.250
2005 1.800 1.200 1.500 558

Fonte: IBGE/PAM. Valores nominais.

Como Maximiliano de Almeida se compara

IndicadorMaximiliano de AlmeidaMédia RSMédia Brasil
Produtividade (kg/ha) — safra 2024 3.300 2.707 2.649

Fonte: IBGE/PAM.

Perguntas frequentes

Quanto Maximiliano de Almeida produziu de trigo na safra 2024?

Na safra 2024, Maximiliano de Almeida (RS) produziu 11.880 toneladas de trigo em 3.600 hectares plantados — o equivalente a 55,0 sacas por hectare (3.300 kg/ha). Fonte: IBGE, Produção Agrícola Municipal.

Maximiliano de Almeida é o maior produtor de trigo do Brasil?

Não. Na safra 2024, Maximiliano de Almeida (RS) ocupou a 202ª posição no ranking nacional de produção de trigo por município.

Qual a produtividade do trigo em Maximiliano de Almeida?

A produtividade do trigo em Maximiliano de Almeida foi de 3.300 kg/ha na safra 2024 — acima da média nacional, de 2.649 kg/ha. Fonte: IBGE/PAM.

Como evoluiu a produção de trigo em Maximiliano de Almeida?

Entre 2005 e 2024, a produção de trigo em Maximiliano de Almeida passou de 1.800 para 11.880 toneladas (+560%). Fonte: IBGE/PAM.

Quando plantar trigo em Maximiliano de Almeida?

Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Maximiliano de Almeida vai de 1 de maio a 31 de julho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de maio a 31 de julho. Portaria 452 de 29-10-2025.

Qual a estimativa da safra atual de trigo em Rio Grande do Sul?

Para a safra 2025, a CONAB estima 2.324.000 toneladas de trigo em Rio Grande do Sul (o estado inteiro), em 794.800 hectares. O dado por município só fecha depois, com o IBGE.

Para onde vai o trigo que Rio Grande do Sul exporta?

Rio Grande do Sul exportou US$ 519.025.983 em trigo (grão) em 2025, cerca de 2.284.241 toneladas. O principal destino foi a Vietnã (42% do volume). Fonte: Comex Stat. A atribuição por município não é publicada; o dado é estadual.

Quanto vale a saca de trigo hoje em Maximiliano de Almeida?

Em agosto de 2026, o preço médio recebido pelo produtor de trigo em Rio Grande do Sul foi de R$ 69,82 por saca de 60 kg, segundo a pesquisa de preços da CONAB. O valor varia de praça para praça e a cada semana. Para referência, a paridade de exportação (preço internacional de US$ 263/t × dólar a R$ 5,09) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio/deságio da praça. Fontes: CONAB, Banco Mundial e Banco Central.

Qual o preço mínimo do trigo em Maximiliano de Almeida?

O preço mínimo garantido ao produtor (PGPM) na safra 2026 é de R$ 78,51 por saca de 60 kg de trigo em Rio Grande do Sul (Portaria MAPA nº 895). O preço de mercado ao produtor em agosto de 2026 (R$ 69,82/saca) estava -11% acima desse piso. Fonte: CONAB.

Quanto custa produzir trigo em Maximiliano de Almeida?

Em novembro de 2025, o custo total de produção de trigo nas regiões produtoras de Rio Grande do Sul foi de cerca de R$ 127,56 por saca de 60 kg (R$ 6.766 por hectare), incluindo custeio, custos fixos e a renda dos fatores (terra e capital). Só o custo operacional (sem terra e capital) foi de R$ 104,70 por saca. É um custo de referência por região, não por lavoura. Fonte: CONAB — Custos de Produção.

É lucrativo plantar trigo em Maximiliano de Almeida?

Com o preço médio ao produtor de R$ 69,82/saca em agosto de 2026 e o custo de produção de R$ 127,56/saca (total) em novembro de 2025, a margem sobre o custo total foi de −R$ 57,74 por saca (e de −R$ 34,88 sobre o custo operacional). Para uma produtividade de 55 sacas/ha, isso dá cerca de −R$ 3.176 por hectare. Ou seja, o preço não cobriu o custo total de produção — situação comum quando o custo inclui a remuneração da terra e do capital. Preço e custo são de meses diferentes e variam por lavoura — trate como estimativa. Fontes: CONAB.

Quanto de crédito rural foi para o trigo em Maximiliano de Almeida?

Em 2025, produtores de trigo em Maximiliano de Almeida contrataram cerca de R$ 4,25 mi em crédito rural de custeio para o trigo, cobrindo cerca de 1.205 hectares (algo como R$ 3.524 por hectare). É o financiamento do ciclo da lavoura registrado no SICOR do Banco Central — não inclui recursos próprios, barter nem crédito de fornecedor. Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural.

Quanto de Maximiliano de Almeida é área agrícola?

No mapeamento do MapBiomas de 2025, cerca de 56% de Maximiliano de Almeida era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), sendo 37% de lavoura. A vegetação natural remanescente era de 39%. Fonte: MapBiomas — Cobertura e Uso da Terra, Coleção 11 (classificação de satélite, por município).

Quantos armazéns tem em Maximiliano de Almeida?

Maximiliano de Almeida tem 6 unidades armazenadoras cadastradas na CONAB, com capacidade estática total de 33.507 toneladas de grãos — o equivalente a cerca de 282% da produção de trigo do município na safra 2024. A capacidade é de todas as culturas, não só de trigo. Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM); é uma foto da posição atual do cadastro.

Estimativa da safra atual em Rio Grande do Sul

O número acima é da última safra fechada por município (IBGE). Para a safra 2025, a estimativa mais recente para Rio Grande do Sul (estado inteiro) é de 2.324.000 toneladas em 794.800 hectares (2.924 kg/ha).

Fonte: CONAB — Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, atualizado em . Estimativa estadual, não municipal.

Calendário do trigo em Maximiliano de Almeida

Pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) do Ministério da Agricultura, safra 2025/26, a janela de plantio de trigo em Maximiliano de Almeida vai de 1 de maio a 31 de julho. A janela de menor risco (20%) é de 1 de maio a 31 de julho.

Janela do ZARC (Portaria 452 de 29-10-2025) para plantio em sequeiro; varia com o ciclo da cultivar e o tipo de solo.

Exportação de trigo de Rio Grande do Sul

Em 2025, Rio Grande do Sul exportou US$ 519,03 mi em trigo (grão) — cerca de 2,28 mi toneladas. Principal destino: Vietnã (42% do volume).

Fonte: Comex Stat / Secex, atualizado em . Exportação por UF de origem; não há atribuição por município.

Preço do trigo em Maximiliano de Almeida

Preço ao produtor · RS · agosto de 2026
R$ 69,82
por saca de 60 kg · CONAB
Preço mínimo (PGPM) · safra 2026
R$ 78,51
preço ao produtor -11% acima
Dólar · 08/09/2026
R$ 5,09
R$ por US$ 1 · Banco Central
Paridade internacional · agosto de 2026
≈ R$ 80
por saca · US$ 263/t × dólar · Banco Mundial
R$ 7011-0118-1026-08

Preço médio mensal recebido pelo produtor em Rio Grande do Sul, R$ por saca de 60 kg. Fonte: CONAB — Preços de Mercado.

O preço ao produtor é a média que a CONAB pesquisa a cada mês no estado — o que o produtor de fato recebe pela saca. Ele varia de praça para praça e a cada semana. O preço mínimo (PGPM) é o piso garantido pelo governo, fixado pela Portaria MAPA nº 895. A paridade de exportação (preço internacional × dólar) fica em torno de R$ 80 por saca, antes de frete e do ágio ou deságio da praça.

Fontes: CONAB — Preços de Mercado (preço médio ao produtor), atualizado em e Preço Mínimo (PGPM); Banco Central — dólar de venda; Banco Mundial — Pink Sheet. Não usamos indicadores de preço de licença fechada (ex.: CEPEA/Esalq).

Custo de produção e margem — trigo em Maximiliano de Almeida

Custo total · novembro de 2025
R$ 127,56
por saca · R$ 6.766/ha · CONAB
Custo operacional
R$ 104,70
por saca · sem terra/capital
Margem s/ custo total
−R$ 57,74
preço − custo · por saca
Margem operacional · por hectare
−R$ 1.918
55 sc/ha × R$ -34,88
Componente do custoR$/saca 60 kg
Custeio (variável)R$ 79,90
Custos fixosR$ 24,80
Terra e capitalR$ 22,86
Custo totalR$ 127,56
R$ 12821-1123-0725-11

Custo total de produção por saca de 60 kg, R$ nominais. Fonte: CONAB — Custos de Produção.

O custo total soma o custeio (sementes, fertilizantes, defensivos, operações), os custos fixos e a renda dos fatores — o quanto a terra e o capital próprio renderiam em outro uso. Sem esses dois últimos, fica o custo operacional, mais próximo do desembolso. Com o preço ao produtor de agosto de 2026 (R$ 69,82/saca), o trigo em Maximiliano de Almeida não cobriu o custo total, com margem de −R$ 57,74 por saca.

Custo de referência das regiões produtoras de Rio Grande do Sul, atualizado em — não é o custo da sua lavoura. Preço e custo podem ser de meses diferentes. Fonte: CONAB — Custos de Produção (agricultura empresarial).

Crédito rural do trigo em Maximiliano de Almeida

Custeio contratado · 2025
R$ 4,25 mi
valor financiado no ano · BACEN/SICOR
Área financiada
1.205 ha
33% da área plantada
Crédito por hectare
R$ 3.524
custeio ÷ área financiada
R$ 4,25 mi201920222025

Em 2025, produtores de Maximiliano de Almeida contrataram R$ 4,25 mi em crédito rural de custeio para o trigo, financiando cerca de 1.205 hectares. O custeio banca o ciclo da lavoura (sementes, insumos, tratos); é só a parte feita com crédito rural registrado — recursos próprios e barter não entram.

Fonte: Banco Central — Matriz de Dados do Crédito Rural (SICOR), atualizado em . O ano é o de emissão do contrato.

Armazenagem de grãos em Maximiliano de Almeida

Capacidade estática
34 mil t
6 unidades · CONAB/SICARM
Em granel (silo/graneleiro)
30 mil t
90% da capacidade
Capacidade / produção do trigo
282%
safra 2024

Capacidade estática = quanto os armazéns do município guardam ao mesmo tempo, somando todas as culturas (não só trigo). Fonte: CONAB — Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM), posição de . É uma foto do cadastro, não uma série.

Uso do solo em Maximiliano de Almeida

Lavoura
37%
7.671 ha do município
Pastagem
5%
1.065 ha
Vegetação natural
39%
8.095 ha remanescentes

No mapeamento do MapBiomas de 2025, 56% de Maximiliano de Almeida era agropecuária (lavoura, pastagem, silvicultura e mosaico), dos quais 37% de lavoura.

Fonte: MapBiomas — Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra (Coleção 11), ano de referência 2025. Classificação de satélite; pode divergir do cadastro fundiário. Área mapeada: 20.895 ha.

Simule a sua lavoura do trigo em Maximiliano de Almeida

De onde vêm estes dados

Banco Central - Cambio do dolar (SGS 1) Referência: 2026-09-08. Última coleta: .
Banco Central - Matriz de Dados do Credito Rural Referência: 2026. Última coleta: .
Banco Mundial - Preco internacional dos graos (Pink Sheet) Referência: 2026-08. Última coleta: .
Comex Stat / Secex - Exportacao (paises de destino) Referência: 2026. Última coleta: .
Comex Stat / Secex - Exportacao (totais) Referência: 2026. Última coleta: .
CONAB - Acompanhamento da Safra (estimativa) Referência: 2025. Última coleta: .
CONAB - Cadastro Nacional de Unidades Armazenadoras (SICARM) Referência: 2026. Última coleta: .
CONAB - Custo de producao (agricultura empresarial) Referência: 2025-11. Última coleta: .
CONAB - Preco de mercado (preco medio ao produtor) Referência: 2026-08. Última coleta: .
CONAB - Preco minimo (PGPM) Referência: 2026. Última coleta: .
IBGE - Levantamento Sistematico da Producao Agricola (LSPA) Ainda não carregado.
IBGE - Pesquisa da Pecuaria Municipal (PPM) Ainda não carregado.
IBGE - Producao Agricola Municipal (PAM) Referência: 2024. Última coleta: .
INMET - Dados historicos (chuva e temperatura por estacao) Referência: 2026-08. Última coleta: .
MAPA - Zoneamento Agricola de Risco Climatico (ZARC) Referência: 2025/26. Última coleta: .
MapBiomas - Cobertura e uso da terra por municipio (Colecao 11) Referência: 2025. Última coleta: .

Ver todas as fontes e a frequência de atualização →

Veja também

Por camada de dado: produção · preço · custo e margem · exportação · quando plantar · crédito rural · armazenagem · clima · uso do solo

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