Para especialistas, comida pode ser refúgio saudável na pandemia

Resumindo a Notícia

A população brasileira vive há mais de um ano a pandemia do novo coronavírus. Este período tem exigido das pessoas uma série de restrições sociais, econômicas e emocionais.

Nos momentos mais difíceis, muitas vezes, os alimentos passam a ser usados como um conforto, e a escolha da comida serve como uma recompensa no dia a dia.  

O psiquiatra Arthur H. Danila, coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estilo de Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), aponta motivos para essa escolha das pessoas.

“Os estados emocionais afetam o momento em que as pessoas comem, a quantidade que comem e os alimentos que decidem consumir. O consumo de alimentos, por sua vez, afeta os estados emocionais subsequentes”, explica o médico.

E acrescenta que, com os efeitos da alimentação, já demonstrados em estudos, “a ingestão de alimentos diminui sentimentos de desamparo, depressão, perda de controle e angústia, diminui o estresse e aumenta os sentimentos de alegria”, explica o psiquiatra.

O médico nutrólogo do Hospital Moriah, Marcelo Cassio de Souza, lembra que a quarentena praticamente só deixou essa opção de compensação.

“A alimentação virou um dos poucos refúgios que sobrou. Eu não posso ir ao parque, que me dá prazer, eu não posso passear, eu não posso ir ao cinema… o que eu posso? Fazer comida e pedir comida”, conta o especialista.

Ele alerta sobre essas escolhas. “As comidas buscadas não são uma salada. Além de que, os pratos são bem-servidos, caprichados no tempero, na gordura, no doce”, ressalta. 

As escolhas dos alimentos também estão relacionadas às ligações familiares. Uma vez que os encontros são menos frequentes e funcionam como uma forma de diminuir a saudade da vida habitual.

“Família, amigos e herança cultural moldam as preferências alimentares individuais. A oferta de comida pode ser usada para mostrar afeto aos entes queridos, para mostrar hospitalidade para com estranhos, ou para aderir ou expressar crenças”, conta Danila.

Uma vez que a alimentação está associada ao conforto e, nos momentos de crise esses refúgios são importantes, como as pessoas podem evitar que o consumo inadequado prejudique a saúde?

O nutrólogo afirma que é importante que os indivíduos estejam abertos às possibilidades de comidas diferentes, boas e melhores à saúde.

“As preocupações com tamanho da porção, quantidade de sal, açúcar e gordura devem ser levadas em conta. É preciso abrir a cabeça e o estômago para novas experiências. É possível conseguir um sabor bom, sem prejudicar a saúde, com temperos e molhos especiais que deixam a comida saborosa e dá prazer”, salienta Marcelo Cassio de Souza.

Além de buscar opções mais saudáveis, a forma de se alimentar também ajuda nas sensações de prazer e conforto.

“Quando for comer, o correto é parar e comer. Curtir a comida. Mastigar bem, várias vezes, e curtir o alimento. Com isso, a pessoa acaba comendo menos e tendo mais prazer com o alimento. [Ao] fazer as refeições junto com outras atividades, você nem sente o gosto da comida direito e come mais, muitas vezes, sem nem gostar da comida”, orienta o nutrólogo.

Arthur Danila argumenta, ainda, que é possível manter a saúde mental e física buscando recompensas não só na alimentação.

“É necessário compreender que a alimentação é um dos processos reconfortantes, mas não o único. É muito comum procurarmos soluções rápidas e dentro da nossa esfera de governabilidade para problemas complexos e que estejam além de nosso controle, em especial quando há tanta imprevisibilidade como nos tempos atuais”, explica o psiquiatra.

Ele finaliza, explicando que equilíbrio é a solução. “Quando a ‘comfort food’ está alinhada a outras práticas de autocuidado, é possível aproveitar o poder emocionalmente positivo de uma comida acolhedora, sem cometer excessos, que seriam prejudiciais para a saúde.”

Fonte noticias.r7.com/saude

Queiroga: queda de casos de covid reduz pressão no sistema de saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste sábado (24) que a queda verificada em novas infecções de covid-19 nas últimas semanas já provoca um alívio na pressão sobre o sistema de saúde, e que isso facilita a recomposição de materiais como o kit intubação.

“Nós temos assistido nos últimos dias uma tendência de redução nos diagnósticos de pacientes com covid-19 e uma diminuição da pressão sobre o nosso sistema de saúde que resulta em maior disponibilidade de vagas nas unidades de terapia intensiva. Reduz também a pressão sobre insumos”, afirmou Queiroga em entrevista no Instituto Emílio Ribas, em São Paulo.

Apesar de o país ainda ter registado mais de 3 mil mortes neste sábado, a média móvel de óbitos e de novos casos cai desde a segunda semana de abril. Em São Paulo, estado mais afetdado, a taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado de São Paulo ficou neste sábado abaixo de 80% pela primeira vez após mais de 50 dias. O índice divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde foi de 79,09% de ocupação dos leitos.

Ao destacar a pequena melhora, o ministro pediu a manutenção de medidas como uso de máscara, distanciamento social e que aglomerações sejam evitadas. Lembrou que o governo se movimenta para agilizar a obtenção de insumos para o kit intubação e vacinas.

Na coletiva deste sábado, Queiroga divulgou o calendário atualizado de recebimento de vacinas por parte dos laboratórios. Na última terça-feira, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia dado prazo de cinco dias para o governo se manifestar em  ação movida pela Rede Sustentabilidade que cobrava a divulgação detalhada do cronograma de recebimento de vacinas.

Pelos dados apresentados neste sábado, são esperadas 32,4 milhões de doses de vacina para maio. A maior parte, 21,5 milhões, será a vacina da Astrazenca/Universidade de Oxford fabricada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio de Janeiro.

Haverá ainda pouco mais de 2 milhões de doses da vacina desse mesmo laboratório em entrega pelo convênio Covax Facility, instrumento de acesso global a vacinas conduzido pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Pelo mesmo convênio, chegarão 842,4 mil doses de vacina da Pfizer. E, em compra direta do governo junto a esse laboratório norte-americano, serão entregues 2,5 milhões de unidades. 

A conta inclui ainda 5,6 milhões de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan.

Fonte noticias.r7.com/saude

Passa de 16 mil casos de pessoas que tomaram vacinas diferentes

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Saúde, com base em dados do Data Sus, revelou que pode passar de 16,5 mil o número de pessoas no país que receberam vacinas de fabricantes diferentes entre a primeira e a segunda dose da imunização contra a covid-19.

Na maioria dos casos, os pacientes receberam inicialmente a vacina Astrazeneca/Oxford e, depois, a Coronavac. Porém, a determinação da pasta é que o paciente receba as duas doses do mesmo fabricante, pois a troca é considerada por médicos como um erro de imunização.

Em Brasília, a técnica de enfermagem Luana Carolina Cavalcanti só percebeu o erro ao conferir a carteira de vacinação. “Acho que elas colocaram errado ou eu não vi. Fiquei indignada”, contou. No entanto, a secretaria de saúde do DF nega a troca de doses.

A cidade de Santo André, na Grande São Paulo, seria a primeira colocada entre as que mais apresentaram falhas desta natureza — o estado paulista também estaria na frente nesta relação. No entanto, a prefeitura andreense justificou que a falha teria ocorrido na transmissão de dados.

“Podemos garantir que não houve, até o momento, nenhum registro de vacinas trocadas entre a primeira e a segunda dose. O que ocorreu foi um erro na plataforma alimentada pelo governo do estado que transmite as informações que nós registramos para o Ministério da Saúde, frisou Márcio Chaves Pires, secretário municipal de saúde de Santo André.

Já a coordenadora-geral do Programa Estadual de Vacinação de São Paulo, Regiane de Paula, avaliou que na maioria dos casos, principalmente no município em que foi relatado um grande quantitativo de pessoas que teriam tomado doses diferentes, ocorreu um erro de registro.

“Esse erro de registro ja foi corrigido. Inclusive na plataforma VaciVida nós já revisamos e que não tinha sido informado ao Ministério, porque quando percebemos isso, já tinham sido imputados os dados ao Ministério da Saúde”, rebateu.

As vacinas têm intevalos diferentes de aplicação das doses. No caso da Coronavac, são 28 dias. Já para a Astrazeneca/Oxford, são estabelecidos três meses para a imunização completa.

A tecnologia usada no processo de fabricação também não é a mesma. A Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, usa o vírus inativo. Já a Astrazeneca/Oxforde, de responsabilidade da Fiocruz, utiliza outro vírus para carregar informações genéticas do novo coronavírus e estimular o sistema imunológico.

Ainda não há estudos que apontem as consequências nas pessoas que tomam uma dose de cada imunizante. Os médicos avaliam que essa pessoa não está imunizada. E, por isso, terá que tomar uma terceira dose de vacina de um dos fabricantes.

“O correto é [que] essas pessoas que receberam vacina de outro laboratório, que elas recebam a vacina do primeiro laboratório. O ideal, talvez, seja esperar em torno de duas semanas pra fazer a aplicacao da vacina correta, do primeiro laboratório, como recebeu anteriormente”, explicou o infectologista Marcelo Otsuka.

O Ministério da Saúde informou que a base de dados do SUS é alimentada por informações das secretarias estaduais. A pasta foi notificada sobre 481 ocorrências de trocas de fabricantes e reforçou também que cabe aos estados e municípios o acompanhamento de possíveis reações adversas em um prazo de 30 dias.

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Pfizer: 1 milhão de doses da vacina serão distribuídas em maio

O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (22) que enviará a estados e municípios 1 milhão de doses da vacina da Pfizer/BioNTech contra a covid-19 no mês de maio. Serão distribuídas inicialmente 500 mil doses no início do mês para a primeira dose. Uma semana depois, será encaminhada nova remessa com mais 500 mil doses.

Semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, divulgou que a Pfizer vai adiantar a entrega de 2 milhões de doses do imunizante para o Brasil no primeiro semestre. O governo brasileiro tem um contrato com a farmacêutica para a entrega de 100 milhões de doses até o final de 2021. Segundo Queiroga, estão garantidas 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer para os meses de abril, maio e junho.

A orientação do Ministério da Saúde é que as secretarias estaduais de saúde priorizem cidades com câmaras refrigeradas. Isso porque a vacina da Pfizer/BioNTech demanda temperaturas especiais de armazenamento.

Em condições normais, ela deve ser guardada em um ambiente de -90º a -60º. A Anvisa permitiu uma flexibilização desse patamar, autorizando de – 25º à -15º. Contudo, essa condição só pode ocorrer por até 14 dias.

Uma vez retiradas dos refrigeradores e colocadas na rede de frio nacional, cuja conservação é de temperaturas de 2 graus Celsius a 8 graus Celsius, as equipes de saúde têm até cinco dias para fazer a aplicação sem risco de prejudicar a eficácia do imunizante.

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Vacinação reduz infecções por covid-19 em 65%, dizem estudos

O número de infecções pela covid-19 em adultos de todas as idades caiu 65% após a primeira dose da vacina da AstraZeneca ou da Pfizer em uma pesquisa realizada no Reino Unido, que os cientistas dizem mostrar o impacto da campanha nacional de imunização no mundo real. 

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A pesquisa foi conduzida no momento em que uma nova e mais infecciosa variante do coronavírus, chamada de B1.1.7, era dominante no Reino Unido, mas ainda assim concluiu que a vacinação era tão eficiente em pessoas mais velhas e com comorbidades quanto nas mais jovens e saudáveis.

“As conclusões no mundo real são extremamente promissoras”, disse o ministro da Saúde britânico, James Bethell, em nota. Ele afirmou que os números mostram que o programa de vacinação britânico contra a covid-19 — um dos mais rápidos do mundo — estava produzindo um “impacto significativo”.

Os dados vêm de dois estudos que são parte da Pesquisa de Infecção da Covid-19 – uma colaboração entre a Universidade de Oxford, o departamento de Saúde do governo, e o Gabinete Nacional de Estatísticas. Ambos os estudos foram publicados online, antes da impressão, e ainda não foram revisados por pares. 

Os pesquisadores analisaram mais de 1,6 milhão de resultados de testes PCR de 373.402 participantes do estudo entre 1º de dezembro de 2020 e 3 de abril de 2021. 

Eles concluíram que 21 dias após a primeira dose da vacina, seja a da AstraZeneca ou a da Pfizer-BioNTech — sem a segunda dose — as taxas de novas infecções pela covid-19 caíram 65%. Isso inclui uma queda nas infecções sintomáticas de 74% e uma queda nas infecções sem sintomas de 57%. 

As reduções em infecções gerais e sintomáticas foram ainda maiores após a segunda dose – 70% e 90% respectivamente – concluiu o estudo, e foram semelhantes aos efeitos em pessoas que já haviam passado por uma infecção de covid-19. 

O segundo estudo analisou os níveis de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2 para verificar como eles mudaram após uma dose de cada vacina e após duas doses da Pfizer. Os resultados mostraram que as respostas dos anticorpos a uma única dose de ambas as vacinas foram ligeiramente mais baixas em pessoas mais velhas, mas altas em todas as idades após duas doses da Pfizer.

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Cinco cidades da Grande SP têm kit intubação para no máximo 10 dias

Ao menos cinco cidades da região metropolitana de São Paulo possuem do chamado kit intubação para, no máximo, dez dias de utilização. As medicações são utilizadas para pacientes graves da covid-19.

Ribeirão Pires, no Grande ABC, vive no momento a situação mais delicada, com sedativos e neurobloqueadores para seis dias de capacidade.

Também em situação crítica, Poá e Diadema têm os medicamentos para mais uma semana. Já Itapevi possui capacidade para oito dias.

São Caetano do Sul tem as medicações para utilização pelos próximos dez dias. No entanto, segundo a prefeitura, não há risco de desabastecimento porque o estoque é renovado periodicamente.

Há pelo menos 14 cidades da Grande São Paulo que vivem momento de estabilidade, quando há capacidade do kit intubação para no mínimo 15 dias: Santo André, Franco da Rocha, Francisco Morato, Taboão da Serra, Suzano, São Lourenço da Serra, Jandira, Osasco, Itaquaquecetuba, Guararema, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, Pirapora do Bom Jesus e Cotia.

Há cerca de uma semana, o governo do estado de São Paulo cobrou publicamente o Ministério da Saúde pelos medicamentos e afirmou que enviou nove ofícios ao governo federal ao longo de 40 dias, que não teriam sido respondidos.

Diante dos insumos confiscados, como alega João Doria (PSDB), o governo paulista decidiu comprar os medicamentos no exterior.

Dias depois, na última segunda-feira (19), a gestão estadual voltou a fazer cobranças à pasta da saúde. Na oportunidade, o secretário estadual de Saúde, Jean Carlo Gorinchteyn, disse que a aquisição dos medicamentos continua acontecendo, porém “em quantidade muito pequena e com entregas postergadas”.

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Governo distribui mais 3,5 milhões de vacinas contra a covid-19

O Ministério da Saúde informou que, a partir desta quinta-feira (22), enviará para todo o Brasil mais um lote com 3,5 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. Segundo a pasta, são 2,8 milhões de doses de imunizantes da AstraZeneca/Oxford, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e 700 mil doses da Coronavac, do Instituto Butantan. Ambos são produzidos no Brasil com matéria-prima importada.

“A divisão entre os estados e Distrito Federal é feita de forma proporcional, pactuada com o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), conforme o quantitativo recebido pela pasta e a ordem dos públicos prioritários”, diz a nota oficial publicada no site do ministério.

De acordo com a SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) da pasta, as doses são destinadas para a vacinação de idosos entre 60 e 69 anos e agentes das forças de segurança e salvamento e Forças Armadas que atuam na linha de frente do combate à pandemia.

“Nesta leva, parte das vacinas é destinada para a primeira dose e a outra parcela para a segunda aplicação”, descreve o ministério. “O objetivo é garantir a cobertura do esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante: quatro semanas para a vacina do Butantan e 12 semanas para as doses da Fiocruz.”

Veja mais dados da vacinação abaixo:

Contando com esse novo lote, desde o início da campanha de vacinação contra a covid-19, em 18 de janeiro, já foram destinados ao país mais de 57,3 milhões de doses de imunizantes, com um alcance de aproximadamente 32,6 milhões de brasileiros, conforme o governo federal.

Até as 13h desta quinta (22), mais de 38 milhões de doses já foram aplicadas. 

Mais cedo, a Fiocruz anunciou a entrega, nesta sexta-feira (23), de mais 5 milhões de doses da vacina Oxford contra a covid-19, produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A quantidade supera a previsão inicial para esta semana em 300 mil doses.

Por questões logísticas relacionadas à distribuição das vacinas, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o PNI (Programa Nacional de Imunizações) sempre às sextas-feiras.

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Senado analisará texto que torna aulas presenciais como essenciais 

O Senado Federal analisará nos próximos dias projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada desta quarta-feira (21) após sete horas de votação, que torna a educação básica e superior serviços essenciais, aqueles que não podem ser interrompidos durante a pandemia de covid-19.

Na prática, caso a matéria seja aprovada também pelo Senado, governadores e prefeitos não poderão mais determinar o fechamento dos estabelecimentos de ensino. Os líderes partidários irão se reunir na manhã desta quinta-feira (22), e o assunto pode ser abordado no encontro.

A proposta dispõe sobre o reconhecimento da educação básica e superior, nas redes privada e pública, em formato presencial, como serviços e atividades essenciais.

Pelo texto, fica vedada a suspensão das atividades educacionais, salvo situações em que as condições sanitárias não permitirem, em critérios técnicos e científicos devidamente comprovados. Nesse caso, a decisão é dada por ato de governador ou prefeito.

A relatora do texto, deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), acatou uma emenda do PCdoB, que dispõe sobre protocolo para o retorno escolar. O projeto define parâmetros de infraestrutura sanitária e disponibilização de equipamentos de higienização e proteção, incluindo máscaras, álcool em gel 70%, água e sabão, nos momentos de recreio, de alimentação e no transporte escolar.

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Doença gengival facilita entrada do coronavírus no sangue, diz estudo

O coronavírus causador da covid-19 pode ter uma vantagem em indivíduos com acúmulo de placa dentária ou gengivite, aponta um estudo publicado, na terça-feira (20), no Jornal de Medicina Oral e Pesquisa Odontológica.

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, África do Sul e Estados Unidos descobriu que altas concentrações do coronavírus se movem da saliva para os pulmões de pessoas com doenças gengivais.

Segundo o artigo, os vasos sanguíneos dos pulmões, ao invés das vias aéreas, são afetados inicialmente na covid-19, com altas concentrações do vírus na saliva e periodontite associadas a um risco aumentado de morte.

Movendo-se dos vasos sanguíneos nas gengivas, o vírus passaria pelas veias do pescoço e do tórax, alcançando o coração antes de ser bombeado para as artérias pulmonares e pequenos vasos na base e periferia do pulmão.

Um dos pesquisadores, o médico radiologista Graham Lloyd-Jones, analisou tomografias computadorizadas de pacientes com covid-19, enquanto dentistas da equipe fizeram a relação entre a saúde bucal deles e a gravidade da doença. 

O coautor do estudo Iain Chapple, professor de periodontologia da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, explica que os resultados ajudam a compreender por que algumas pessoas desenvolvem doença pulmonar durante a covid-19 e outras não.

“Também pode mudar a maneira como gerenciamos o vírus — explorando tratamentos baratos ou mesmo gratuitos direcionados à boca e, em última instância, salvando vidas.”

Chapple acrescenta que a escovação e uso de enxaguantes bucais são fundamentais mesmo para quem não está com covid-19.

“As doenças gengivais deixam as gengivas mais vazadas, permitindo que os micro-organismos entrem no sangue. Medidas simples — como escovação cuidadosa e escovação interdental para reduzir o acúmulo de placa bacteriana, juntamente com enxaguatórios bucais específicos ou mesmo enxágue com água salgada para reduzir a inflamação gengival — podem ajudar a diminuir a concentração do vírus na saliva e ajudam a mitigar o desenvolvimento de doenças pulmonares, além de reduzir o risco de evolução para covid-19 grave.”

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Com 98% de adesão, Projeto S inicia análise de resultados na segunda

Encerrada a vacinação em massa contra a covid-19 em Serrana (SP), no último dia 11, o Projeto S se aproxima agora da próxima etapa do programa: a análise dos resultados. Os primeiros dados serão revelados em maio.

A iniciativa do Instituto Butantan estuda a eficiência da CoronaVac na diminuição das taxas de transmissão novo coronavírus.

Na avaliação dos cientistas que se debruçam no estudo, a fase de imunização obteve sucesso no município. A adesão do público-alvo alcançou 97,9% ou 27.150 pessoas em uma população de 45.644 habitantes.

Outro dado visto com bons olhos pelos especialistas do projeto foi o número de mortes. Desde fevereiro, no início da pesquisa, houve 20 óbitos por covid-19 na cidade.

Destes, 14 foram pessoas que não tomaram a vacina. Das seis restantes, cinco tomaram somente a primeira dose. A única pessoa que foi imunizada duas vezes apresentou sintomas dois dias após a última aplicação, o que indica que foi infectada antes da vacinação.

À reportagem do R7, Ricardo Palacios, diretor-médico de pesquisa clínica do Butantan e um dos idealizadores do estudo, e Pedro Garibaldi, hematologista e coordenador médico do estudo, avaliaram a etapa da vacinação na cidade e explicaram os próximos passos para a pesquisa.

Garibaldi comenta que antes do início da imunização, após questionários feitos pelas equipes de pesquisa em Serrana, a expectativa de adesão era de 85% do público. Diante das fake news a respeito da CoronaVac e do que avalia como “desacordo entre poderes”, prossegue ele, os pesquisadores não esperavam um resultado tão alto na adesão à vacina.

“Mudamos de patamar: das dúvidas das pessoas sobre a eficácia da vacina para um momento que a população quer se proteger e proteger a família. Esse desacordo de poderes não aconteceu aqui: o discurso era o mesmo da prefeitura, da secretaria estadual e do Butantan”, afirma o coordenador do estudo.

Palacios também relembra mensagens negativas sobre a vacina, inclusive de autoridades, e diz que bons resultados em um estudo desse porte dependem essencialmente do envolvimento da comunidade. “Falamos com lideranças da cidade, comunitárias ou de outros âmbitos, para estimular a vacinação. Esse trabalho permitiu que a população se informasse, se apropriasse do projeto e, assim, se garantiu o sucesso do estudo”, diz o médico colombiano.

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Para ele, o projeto também serve para que a população compreenda que pode participar ativamente de avanços científicos no país. “Independentemente do estrato econômico ou de educação, todos podem participar. Sem o apoio da comunidade, não alcançaríamos qualquer resultado no projeto”, assegura Palacios.

Uma vez concluídas as medidas que envolvem intervenções junto à população, a próxima etapa será descobrir se a imunização em massa de fato atingiu o objetivo mais importante do projeto: reduzir a transmissibilidade do vírus no município.

A fim de que o estudo obtenha resultados mais robustos, os cientistas aguardam o início da próxima semana para começar a análise dos resultados da vacinação em massa. Isto porque o último grupo da cidade foi vacinado em 11 de abril e,  para a pessoa imunizada gerar anticorpos contra o novo coronavírus, leva ao menos duas semanas.

Os coordenadores consideram que até o meio de maio os dados iniciais do estudo já devem ser divulgados.

Para uma resposta positiva, os primeiros indicadores, que também são uma meta do estudo, devem ser a redução de mortes por covid-19 e internações em leitos de UTI pela doença, apontam os especialistas.

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“Vamos acompanhar as internações e mortes por covid, que devem ter uma tendência decrescente importante assim que os imunizados tiverem anticorpos. Casos leves não são uma preocupação. Fazemos analogia com a vacina de influenza: não estamos focados em eliminar casos leves, o que queremos é evitar que adoeçam gravemente ou morram”, afirma Ricardo Palacios.

Além do baixo número de mortes recentes pelo vírus, das quais nenhuma atribuída à CoronaVac, os pesquisadores também apontam que não houve qualquer fato grave ao longo dos dois meses de imunização. “Fomos rigorosos com a vacinação das 27 mil pessoas, e assim não houve relato de qualquer inconveniente relevante”, diz Palacios.

Para além da vacinação e da análise de resultados, outro processo importante que começou no ano passado e não será interrompido é o monitoramento na cidade. Os cientistas do Projeto S farão vigilância por mais um ano da população vacinada e não vacinada, sobretudo com casos de morte e internação em decorrência do novo coronavírus.

“A análise dos dados é o mais importante nesse momento, mas ela vem de um projeto de vigilância que vai continuar. Aprimorada, ativa, com coleta de PCR… e isso continua. A parte da vacinação acaba, mas o estrutural para que os dados sejam organizados seguirá acontecendo”, diz Pedro Garibaldi.

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