Nostradamus: o profeta mais famoso

Na França do século XVI, um médico de origem judia chamado Michel de Nostradame alcançaria fama notável a ponto de ser um convidado constante nas cortes europeias. Seus nada irrelevantes dons de cura lhe geraram um reconhecimento amplo. Sim, estamos falando do profeta Nostradamus.

Naquela época, a medicina estava longe de ser uma ciência claramente delimitada, como acontece atualmente. Os limites dela com várias outras áreas do saber eram tênues. Entre os antepassados de Nostradamus houve médicos e astrólogos, e o próprio profeta aprendeu ambas as práticas, bem como a elaboração de medicamentos e cosméticos.

As previsões e adivinhações inspiradas pelos astros não eram, nessa época, consideradas heresias. Para todos os efeitos, era o mesmo Deus que revelava os astros para que pudessem ser interpretados. Michel tirou vantagem disso, chegando a servir Catarina de Médicis e Henrique II, da França. Com o tempo, a lenda de Nostradamus superou sua atuação como médico e, até hoje, suas profecias são examinadas de maneira minuciosa por seus seguidores.

Tempos turbulentos

Até certo ponto, Nostradamus é uma cria da sua época. Nos séculos XV e XVI, ocorreram diversos fatores que impulsionaram a sua ascensão.

Por um lado, a peste assolou a Europa e transformou o dia de amanhã numa incerteza cada vez maior. Aos mortos se somavam as más colheitas e as guerras religiosas contínuas, de modo que qualquer auxílio na previsão do futuro era valorizado. De fato, a peste golpeou Nostradamus com força, levando embora sua primeira esposa e filhos e o impedindo de concluir sua formação em Avignon. 

Por outro lado, o Renascimento ainda se encontrava entre duas eras. Tanto nas cortes quanto nos espaços urbanos, artistas e pesquisadores se multiplicavam, e esses profissionais eram menos dependentes do poder da religião quando comparado à situação na Idade Média.

Durante esse período de desenvolvimento científico desenfreado, também cresceu o desenvolvimento não-científico desenfreado, permeado das superstições mais comuns. Com frequência, o mesmo autor costumava assinar obras científicas e supersticiosas.

“Um imperador nascerá perto da Itália,
e custará muito caro ao império,
lhe dirão com quem se aliar,
e mais a um açougueiro do que a um príncipe ele parecerá.”


-Centúria I, quadra 60, Nostradamus. Supostamente se referindo a Napoleão- 

Profecia de Nostradamus

A carreira estelar do profeta Nostradamus

Após concluir seus estudos médicos em Montpellier, Nostradamus continuou sua formação de maneira errante. A peste certamente marcou sua biografia, uma vez que ele trabalhou de modo incansável contra este mal, inclusive antes de obter sua graduação. Certamente, estes trabalhos foram inspirados pela sua própria tragédia pessoal.

As viagens que ele fez lhe permitiram conhecer uma ampla variedade de pomadas e métodos de prevenção, o que fez com que ele se tornasse um especialista requisitado em todas as cidades francesas onde surgissem novos surtos.

Foi nessa época que ele começou a publicar seus almanaques, certamente impulsionado pela sua respeitabilidade. Estes almanaques eram calendários que continham todo tipo de previsões inspiradas pelas estrelas, para cada ano.

Entre a guerra e a peste, numa sociedade extremamente dependente da agricultura, as previsões para as colheitas eram muito solicitadas. Chegando a conter previsões climáticas, os almanaques precederam nossa ciência meteorológica atual, com a ressalva de não ter contado com nenhum tipo de método científico.

Junto a esses textos, somam-se os já mencionados trabalhos sobre cosmética e botânica, que incluíam desde óleos terapêuticos a perfumes e filtros de amor. Com tamanha versatilidade, ele era o médico desejado por qualquer corte.

O trabalho profético de Nostradamus

De todas as suas obras, as mais lidas e estudadas são, sem dúvidas, as Centúrias. Escritas em quadras agrupadas em centenas, elas foram profecias informadas pelas estrelas.

Embora elas não contenham a data da profecia, o ano limite para todas elas é 3797. Há especulações para vários séculos e, embora as datas não sejam específicas, após todas as profecias, viria o apocalipse. Previsões para depois disso ficaram fora da capacidade do autor.

Não faltaram pessoas, em sua época e nos dias de hoje, que tentassem interpretar as quadras de Nostradamus. As temáticas dos textos são ricas e variadas, cobrindo desde desastres naturais a guerras, passando por nascimentos marcantes e descobertas científicas.

“Do interior mais isolado no Ocidente europeu,
um filho de pessoas pobres nascerá,
seu discurso seduzirá as massas,
e sua fama no Oriente crescerá.”


-Centuria III, quadra 35, Nostradamus. Supostamente se referindo a Hitler-

Busto de Nostradamus

Nostradamus realmente era um profeta?

Nostradamus também quis nos deixar os segredos da adivinhação. Em suas correspondências pessoais, porém, o profeta inseriu um pequeno entrave: para evitar “dar pérolas aos porcos”, ele escreveu suas Centúrias usando “frases ocultas e enigmáticas”.

Não sabemos se a intenção do autor era enganar seus leitores, da mesma forma que não podemos saber se muitos de seus seguidores estavam dispostos a contribuir para um engano sugestivo. De toda forma, as quadras são tão ambíguas e genéricas que é possível associá-las, ao mesmo tempo, a vários acontecimentos históricos ou a nenhum.

Pode ser que a vida e a obra de Nostradamus nos ensine muito, ou nada, do que o futuro trará, mas de toda forma, os escritos são uma forte lição sobre o poder da sugestão humana.

Fonte noticias.r7.com/saude

A resistência ao trabalho autônomo

Ter um trabalho autônomo é uma opção à disposição de qualquer pessoa que saiba realizar alguma atividade profissional. Porém, muitos são os que resistem a este tipo de opção, mesmo que estejam desempregados há muito tempo ou não tenham um rendimento que lhes permita viver com alguma tranquilidade.

Parece que o fato de pertencer a uma empresa já estabelecida e ter um chefe lhes dá mais tranquilidade, segurança ou bem-estar psicológico, apesar do seu trabalho não lhes oferecer realmente uma opção de se projetarem e alcançarem um maior equilíbrio econômico. Embora seja verdade que o trabalho autônomo envolve riscos, também é verdade que esses riscos são controláveis ​​e administráveis.

O aspecto positivo de ser autônomo é a possibilidade de decidir por si mesmo.
-Juan Ignacio Jiménez-

Parece que a relutância em ser autônomo tem mais a ver com certas percepções sobre o trabalho autônomo do que com possibilidades ou limitações reais. Isso é influenciado, sobretudo, por aspectos de ordem psicológica e cultural. Vamos examinar com mais detalhes.

Mulher preocupada com o trabalho

O dilema do trabalho autônomo

A decisão de trabalhar por conta própria implica a resolução de um dilema: autonomia vs. incerteza. Em geral, a maioria das pessoas aprecia a autonomia no trabalho. Geralmente, pensam que poderiam tirar mais proveito do trabalho, do seu tempo ou da própria vida se elas pudessem comandar a sua atividade. Gerenciar seus horários, decidir suas prioridades, etc.

Ao trabalhar por conta própria, você tem essa autonomia. Porém, por outro lado, o trabalhador também está exposto a grandes incertezas. Nenhum empreendimento é garantia de sucesso a longo prazo. Da mesma forma, à medida que se atinge uma maior independência, aumenta o nível de responsabilidade e o compromisso de decisão.

Este último aspecto talvez seja o que mais influencia a resistência à independência no ambiente de trabalho. É sempre mais fácil que outra pessoa decida e arque com as consequências das decisões. Também é mais fácil para outra pessoa carregar o fardo da incerteza. É preciso dizer que qualquer empresa, por mais sólida que seja, pode acabar mal. Isso inclui grandes indústrias, grandes bancos, etc.

A “segurança” do trabalho assalariado

O sonho de muitos é conseguir um bom emprego assalariado, em uma empresa forte que está prosperando e garante um futuro próspero de longo prazo. Esse esquema paternalista é uma opção a que apenas uma minoria da população tem acesso. Eles não são necessariamente “os melhores”, pois isso é influenciado por vários fatores aleatórios.

Quem vem de famílias ricas ou circula em círculos com muito dinheiro tem mais chances de conseguir um excelente trabalho assalariado devido aos seus contatos, e não necessariamente à sua formação ou talento.

Além disso, às vezes os mecanismos de seleção não são necessariamente operacionais. Por exemplo, uma empresa pode preferir pessoas mais jovens (ou mais velhas ou qualquer outra coisa) porque isso está de acordo com as suas políticas. Na verdade, alguém com um grande talento pode não se encaixar nesses critérios.

Portanto, procurar esse ótimo emprego pode ser uma opção muito limitada. Da mesma forma, mesmo que isso seja alcançado, a economia mundial é instável. A demissão de trabalhadores é uma das medidas mais comuns quando há uma crise. Na maioria dos empregos assalariados, também não há certezas definitivas.

O independente e o empresário

O independente e o empreendedor

É claro que, para ser empreendedor, você precisa de um talento específico. Nem todo mundo precisa ser um grande empreendedor para trabalhar por conta própria.

O empreendedor busca crescer, expandir, capitalizar. O autônomo não quer isso necessariamente. Em vez disso, ele está procurando gerar renda de forma independente. Esta é uma modalidade de negócio, mas não implica a constituição de uma nova empresa.

Idealmente, uma pessoa decide trabalhar de forma independente por prazer e convicção, não por necessidade. Infelizmente, muitos se deparam com essa opção somente depois de muito pesquisar e não encontrar o emprego dos seus sonhos. Esse é outro fator importante que implica resistência. Supõe-se que seja uma alternativa disponível apenas para um momento de precariedade, quando não é bem assim.

Às vezes, só aprendemos a nadar quando caímos no rio. Descobrimos então que este é um aprendizado definitivo e acabamos até gostando. O mesmo se aplica ao trabalho autônomo. É uma opção real, que pode abrir muitos caminhos.

Quando não temos emprego, mas ainda resistimos a começar um trabalho autônomo, seria bom nos perguntarmos se o que nos impede é o medo, o preconceito, ou a falta de confiança em nós mesmos.

Fonte noticias.r7.com/saude

Terapia de Fairburn para a bulimia nervosa

A terapia de Fairburn é uma intervenção psicológica especialmente concebida para o tratamento da bulimia nervosa. A bulimia é um transtorno alimentar caracterizado por episódios frequentes de compulsão alimentar nos quais a pessoa perde o controle.

Esses excessos são seguidos por comportamentos compensatórios. Geralmente são vômitos autoinduzidos ou o uso de laxantes. Isso ocorre em resposta à imensa ansiedade que a pessoa com bulimia sente ao comer compulsivamente. Sentindo-se extremamente culpada ou envergonhada, ela força o vômito com a intenção de reparar o ocorrido.

Atualmente, um dos tratamentos mais eficazes e, portanto, mais amplamente utilizados na prática clínica é a terapia cognitivo-comportamental de Fairburn.

Nessa abordagem, o tratamento é feito de forma individualizada e a duração é em torno de cinco meses. É semiestruturado, orientado para o problema e focado principalmente no presente e no futuro, ao invés do passado.

A terapia de Fairburn consiste em três fases diferentes que iremos explicar com mais detalhes. Os objetivos prioritários são que a paciente ganhe controle sobre a sua dieta, que as cognições sobre peso, silhueta e imagem corporal sejam modificadas e que as mudanças sejam mantidas ao longo do tempo.

A responsabilidade pela mudança é sempre do paciente, por isso lhe é atribuído um papel ativo. O terapeuta tem o papel de motivar, apoiar e fornecer informações e orientações.

Jovem triste na terapia

Estágios da terapia de Fairburn para a bulimia nervosa

Estágio 1

Tem duração aproximada de 8 semanas e é realizado com entrevistas semanais, exceto nos casos em que há um grande descontrole nas orientações alimentares, nos quais vale a pena dedicar mais de uma sessão.

O primeiro passo é fazer um histórico pessoal do paciente e identificar os principais pontos de interesse para formular o tratamento. Posteriormente, iremos explicar o modelo cognitivo da bulimia nervosa.

Este modelo mostra o círculo vicioso que ocorre neste transtorno. Haveria um fator crucial que seria a idealização do peso e da forma corporal que levaria o paciente a fazer dietas hipocalóricas.

O fato de fazer dietas facilita a compulsão alimentar, visto que logicamente o paciente sente mais fome do que o normal. Depois dos excessos, chega a culpa, a vergonha e outras emoções negativas, levando ao vômito induzido. Depois de um tempo, essa liberação de emoções negativas a curto prazo predisporia a voltar à dieta e a recomeçar.

O fator cognitivo

O fator cognitivo, ou seja, basear a autoestima na imagem corporal, é considerado a chave do transtorno. O distúrbio cognitivo típico da bulimia nervosa tem dois aspectos principais: insatisfação com a forma do corpo e ideias supervalorizadas sobre peso e forma. Este último é encontrado em todos os casos de bulimia.

Nesta primeira etapa também será necessário que a paciente monitore a sua alimentação, ou seja, registre tudo o que come em um diário. A ideia do autorregistro é tornar a pessoa mais consciente de seu problema, bem como identificar os gatilhos dos excessos.

Os registros devem ser analisados ​​cuidadosamente a cada sessão e é necessário que a paciente se conecte com o que ela estava fazendo um pouco antes dos excessos e quais pensamentos estavam passando pela sua mente naquele momento.

Por outro lado, é conveniente que a pessoa comece a se pesar apenas uma vez por semana. Alguns pacientes não se pesam nunca como um comportamento de evitação, e outros o fazem 5 ou 6 vezes por semana como um método de tranquilização.

Por isso, seria conveniente se pesar apenas uma vez e, além disso, o peso e os pensamentos sobre o peso devem ser anotados no diário para posteriormente discuti-los na sessão.

Outras estratégias que são realizadas nesta fase inicial envolvem informação e psicoeducação sobre os padrões alimentares, comportamentos compensatórios como o uso de laxantes ou diuréticos e os efeitos adversos das dietas.

Além disso, é prescrito um padrão regular de refeição, em que a paciente deve comer 5 refeições por dia em quantidades moderadas. Desta forma, evitamos a fome e podemos prevenir mais facilmente a compulsão alimentar.

Finalmente, a paciente é treinada para realizar um controle de estímulos. Esta é uma técnica amplamente utilizada a partir de uma perspectiva comportamental como meio de autocontrole.

Algumas das orientações que são aconselhadas são: não realizar nenhuma atividade enquanto se alimenta, comer sempre no mesmo lugar, deixar comida no prato, limitar a exposição a alimentos “perigosos”, etc.

Estágio 2

É uma fase mais focada na parte cognitiva, então a reestruturação será a técnica utilizada. A duração também é de 8 semanas com uma sessão semanal. Aqui, a prioridade é a eliminação da dieta. Como ela facilita os excessos, é essencial que você pare de fazê-la.

Além disso, é recomendável começar a ingerir os alimentos que são evitados. Esses alimentos evitados são classificados de acordo com o grau de rejeição em 4 grupos de dificuldade crescente. Cada semana, o terapeuta diz ao paciente para comer um daqueles alimentos proibidos, começando pelo grupo mais fácil.

Depois de implementar essas técnicas, começamos com a terapia cognitiva propriamente dita. Como a paciente do primeiro estágio já identificou os pensamentos negativos, agora é a hora de lhe mostrar as diferentes distorções cognitivas existentes e analisar com quais ela mais se identifica.

Uma vez realizada essa etapa, ela aprende a manter um diálogo socrático consigo mesma. Por meio de perguntas, a paciente descobre que os pensamentos são totalmente irrealistas ou exagerados e que deve modificá-los.

Consulta com psicólogo

Para identificar os pensamentos e ter a oportunidade de trabalhá-los, o terapeuta pode propor diferentes experimentos comportamentais ou enviar tarefas para casa, como olhar no espelho, usar roupas justas, etc. A partir dessas tarefas, a paciente anota o que passa na sua mente, traz para a sessão e analisa a veracidade, coerência e comodidade de pensar assim.

Finalmente, nesta fase também é preciso realizar um treinamento em resolução de problemas, através do qual o paciente aprende que existem certas circunstâncias vitais que não têm uma solução clara e que talvez seja conveniente analisar passo a passo as alternativas que podemos escolher e implementar uma estratégia específica.

Estágio 3 da terapia de Fairburn

Esta última fase da terapia de Fairburn é realizada em 3 sessões quinzenais. O objetivo é prevenir recaídas. No final do tratamento, os pacientes se sentem muito melhor, mas a maioria ainda apresenta alguns sintomas. Nesse sentido, a paciente é treinada para diferenciar entre um excesso e recaída.

Um excesso é um pequeno “deslize” e faz parte do processo. Devemos normalizá-lo e seguir em frente. No entanto, uma recaída é voltar ao ponto de partida. Isso é o que deve ser evitado e controlado. É necessário que, nesta última etapa, a paciente tenha um plano estratégico pessoal e escrito do que fará caso identifique uma recaída.

Atualmente, a terapia de Fairburn é um dos tratamentos mais comprovados empiricamente para a bulimia nervosa. Além disso, não é apenas usado na bulimia, mas em seu formato transdiagnóstico também demonstrou eficácia em outros transtornos, como o transtorno da compulsão alimentar periódica.

Fonte noticias.r7.com/saude

Xampu a seco: benefícios e como usá-lo

O xampu a seco é um dos cosméticos mais usados ​​no mundo. O motivo é muito simples: é fácil de usar e tem resultados imediatos e excelentes. Apesar disso, deve ser usado com moderação para evitar problemas.

Xampu a seco: benefícios e como usá-lo

Última atualização: 13 Março, 2021

O xampu a seco é um produto que ajuda a limpar os cabelos sem usar água. É utilizado para a higiene quando não é possível fazer uma lavagem convencional ou quando você não quer fazê-la por algum motivo.

Os ingredientes do xampu a seco permitem eliminar a oleosidade, as impurezas e os maus odores que se acumulam no couro cabeludo. Também há quem diga que este produto facilita o penteado. A lavagem a seco eliminaria a necessidade de lavar o cabelo com tanta frequência e permitiria mantê-lo limpo, brilhante e vigoroso.

Vantagens de usar o xampu a seco

As vantagens do xampu a seco são muitas, e é por isso que este é um produto que ganhou popularidade nos últimos anos. O primeiro benefício é que ele permite uma limpeza rápida quando necessário. Outras vantagens de usar o xampu seco têm a ver com evitar lavar o cabelo com muita frequência, pois isso pode ressecá-lo demais.

Além disso, dá mais volume ao cabelo e evita o aspecto “lambido”. Também facilita a modelagem, sem danificar ou deteriorar os folículos se usado com moderação. Isso ocorre porque ele absorve o excesso de óleo acumulado no couro cabeludo.

Quase sempre eles são fabricados com componentes amigos do meio ambiente. Inclusive, é possível fazer uma versão caseira com elementos fáceis de encontrar. Para cabelos tingidos, existem formulações especiais que acentuam a cor desejada, se este for o caso.

Tipos de xampu a seco
Algumas vantagens do xampu a seco estão relacionadas à facilidade de uso e ao cuidado com o meio ambiente.

Não perca: Xampu caseiro para estimular o crescimento do cabelo e aumentar o volume

Tipos de xampus a seco

Antes de dar algumas dicas para a aplicação do xampu a seco, é conveniente saber que este produto vem em diferentes apresentações. As mais comuns são as seguintes:

  • Em pó: é semelhante ao talco e é aplicado na raiz para retirar o excesso de oleosidade.
  • Creme: aplicado em toda a cabeça e produz um resultado mais natural que também facilita o penteado. Não é adequado para cabelos oleosos.
  • Aerossol: é aplicado nas raízes. O difusor ajuda a distribuí-lo de maneira mais uniforme do que com outros métodos.
  • Para cabelos tingidos: adiciona um toque de cor para cobrir eventuais imperfeições ou irregularidades no tom.
  • Ecológico: possui ingredientes naturais que ajudam a proteger os cabelos e o meio ambiente.

Leia também: Máscara de iogurte e mel: conheça seus benefícios para a pele e o cabelo

Método de aplicação recomendado

O procedimento adequado para a aplicação desse tipo de xampu compreende três fases: aplicação, fixação e escovação. O processo leva entre 15 e 25 minutos. O que você deve fazer é o seguinte:

  • Se usar xampu em pó ou em spray, aplique-os somente no couro cabeludo e nas áreas muito oleosas ou sujas. Se usar creme, aplique no couro cabeludo e espalhe por todo o cabelo.
  • Quando usar spray, aplique o produto a cerca de 15 centímetros de distância.
  • Se quiser dar um pouco mais de volume, coloque mais produto na raiz dos cabelos.
  • É conveniente mover o cabelo com os dedos durante a aplicação.
  • Deixe o produto agir por um período de 5 a 15 minutos, a menos que o rótulo indique o contrário.
  • Após este intervalo, massageie suavemente o couro cabeludo e escove o cabelo para remover os resíduos. Nesta última etapa você pode usar secador, mas com temperatura fria.

A melhor hora para aplicar o xampu a seco é antes de dormir. Por um lado, ajuda a absorver melhor o suor que pode surgir durante a noite; por outro lado, quando você acordar só terá que fazer pequenos retoques e pentear o cabelo da maneira habitual.

Este tipo de limpeza pode substituir o xampu tradicional?

O xampu a seco não é um substituto para a lavagem com água. É claro que ajuda a esconder a sujeira e dá aos cabelos uma aparência limpa e bonita. No entanto, não oferece uma boa higiene.

Esses tipos de produtos fornecem uma solução estética temporária, mas não limpam o cabelo. A lavagem tradicional é aquela que remove as bactérias e equilibra o pH natural da pele, portanto nada a substitui. É melhor usar o método de xampu a seco entre as lavagens regulares.

Quando é aconselhável usar xampu a seco?

Poderíamos dizer que o xampu a seco é uma excelente opção quando você está com pressa ou não tem tempo para fazer a sua higiene pessoal. É uma solução de emergência que é útil nesses casos.

Também é excelente quando, por exemplo, você faz uma viagem longa que o impede de manter a sua higiene habitual. Da mesma forma, é útil se depois de ir para a academia você tiver um encontro e quiser estar com a aparência impecável.

Esse tipo de xampu é uma alternativa para quem tem cabelos oleosos ou secos. Permite não ter que lavar regularmente, sem implicar um aspecto sujo e deteriorado. Também ajuda a adicionar volume e facilita o penteado.

Saúde dos cabelos
Os diferentes tipos de xampu a seco são usados em situações em que a lavagem convencional dos cabelos não é possível.

Principais desvantagens do seu uso

Nem tudo é tão perfeito no que diz respeito ao xampu a seco. Antes de mais nada, você deve estar ciente de que este não é um xampu de verdade, no sentido estrito da palavra. Portanto, não limpa o seu cabelo.

Da mesma forma, é importante lembrar que esses produtos, principalmente aqueles que vêm em aerossol, podem conter componentes que danificam o folículo piloso. Em particular, alguns contêm álcool.

Se você os usar com muita frequência ou não lavar o cabelo da maneira convencional por muito tempo, existe o risco de que os folículos capilares fiquem obstruídos. Isso pode levar a uma infecção chamada foliculite. Também pode causar caspa ou inflamação, como dermatite seborreica.

Cuidado com o xampu a seco

Lembre-se de verificar se o xampu seco que você usa não contém amianto. Este é um componente que está presente em produtos em pó, como o talco. O amianto tem sido associado a algumas formas de câncer quando o uso deste produto é prolongado.

Há indícios de que o uso desses tipos de artigos em combinação com o calor produzido pelo secador é prejudicial ao couro cabeludo, porque o resseca extremamente. Para que você não tenha problemas, é conveniente usar o xampu seco com moderação.

Pode interessar a você…

Xampus caseiros para cada tipo de cabelo

Fonte noticias.r7.com/saude

Entregas de vacinas a Estados serão semanais, diz Ministério da Saúde

O ministério da Saúde apresentou, neste sábado (13), um novo cronograma de entrega de vacinas a governadores, com entregas semanais. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reuniu com os governadores por videoconferência. 

De acordo com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), o cronograma apresentado é da vacinas produzidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz até julho. 

Também foi confirmada a entrega de dois lotes da vacina da AstraZeneca pelo Consórcio da OMS e da Bharat Biotech. Ficou acordado que as 37 milhões de doses da vacina Sputnik V compradas pelo Consórcio Nordeste façam parte do Plano Nacional de Imunização (PNI), com entregas previstas a partir de Abril. A Sputnik V ainda precisa de aprovação da Anvisa. 

Fonte noticias.r7.com/saude

Por que o peixe panga tem má fama?

A produção de panga está crescendo exponencialmente e este peixe está sendo servido nas mesas de todo o mundo. No entanto, a polêmica em torno do seu consumo continua surgindo de tempos em tempos. Vejamos alguns dos motivos.

Por que o peixe panga tem má fama?

Última atualização: 13 Março, 2021

A má fama do peixe panga levou uma rede de supermercados a parar de vender esta espécie em diversos países europeus. Ele também parou de ser servido em muitas cantinas escolares. No entanto, ainda é um peixe comumente consumido em muitos países europeus e nos  Estados Unidos.

As autoridades alimentares insistem na segurança dos controles na produção e transporte deste peixe. Até o momento, não houve nenhum alerta de saúde relacionado ao consumo do panga. Então, qual é a polêmica? Existem razões para parar de consumir o panga?

Quais são as características do peixe panga?

O panga – hipoftalmo de Pangasius – é um peixe de água doce que vive principalmente nos rios Mekong e Chao Phraya, embora, atualmente, boa parte do que é consumido seja cultivado em fazendas. A maioria delas está localizada no sudeste da Ásia, em países como Vietnã, Tailândia, Camboja e Laos.

O panga pertence ao grupo dos peixes brancos, como o linguado, a pescada e a garoupa. Em geral, o peixe branco é recomendado por seu aporte de proteínas de alto valor biológico, minerais e vitaminas D, A e B1. 

Porém, no caso do panga, esses valores nutricionais costumam ser menores. Ele tem menos proteína por 100 gramas do que a pescada ou o linguado, bem como uma composição lipídica diferente. Ele também tem menos vitamina A e D. 

Peixe com vegetais

Leia mais: Peixes ricos em ômega 3 que você deve incorporar à sua dieta

Ele se tornou um peixe muito apreciado, tanto nas cozinhas comunitárias (hospitais, asilos…) quanto entre os consumidores privados. Isso se deve, sobretudo, ao seu preço acessível, à sua apresentação em filés sem pele ou espinhas e ao seu sabor suave. 

Por que o peixe panga tem má reputação?

Como vimos, o consumo de panga é polêmico há alguns anos. No entanto, em nenhum momento foi declarado qualquer alerta alimentar pelas autoridades especializadas.

Vamos ver quais são os pontos mais sombrios em torno do consumo do panga:

1. É um peixe contaminado

Uma das polêmicas que giram em torno desse peixe é sua possível contaminação. Aproximadamente 90% de todo o panga consumido no mundo vem do rio Mekong. Este é um dos rios mais poluídos de todo o planeta. Além disso, deve-se levar em consideração que a própria produção desse peixe nas fazendas aumenta essa contaminação. 

Em 2017, a OCU (Organização de Consumidores e Usuários da Espanha), realizou uma análise de 23 amostras de panga, algumas congeladas e outras frescas. Os resultados mostraram que:

  • Em 4 amostras, foram encontrados restos de um herbicida proibido na Europa.
  • Traços de mercúrio foram detectados em 9 amostras. Embora a quantidade não tenha ultrapassado o limite legal de 0,5 mg por quilo, ela ficou muito próxima da metade desse valor. Esses valores podem ser preocupantes para crianças, embora não para adultos. Eles não ultrapassam os níveis que podem ser encontrados em peixes como atum, tubarão ou peixe-espada. 

Saiba mais: Como remover os pesticidas das frutas e verduras

2. Sustentabilidade ambiental e alimentar

Alguns especialistas desaconselham o consumo deste peixe por razões ambientais. Consumir peixes de países distantes tem um forte impacto no meio ambiente. Isso se deve tanto ao processo de produção pelo qual o peixe passa, quanto aos custos do seu transporte e distribuição.

Além disso, é preciso levar em conta o impacto que a sua produção intensiva tem no próprio território. Algumas das consequências negativas foram o desmatamento de manguezais em países como o Vietnã e a mudança no uso das terras ao redor do rio Mekong. O arroz, um dos pilares da alimentação dos moradores da região, parou de ser cultivado nelas.

Presença de mercúrio nos peixes

3. Processo de produção

O panga é um peixe produzido principalmente em fazendas. A piscicultura intensiva tem várias consequências ambientais e sociais negativas.

Por um lado, as águas estão mais poluídas do que já estavam. Isso ocorre devido à descarga descontrolada de antibióticos e fezes do próprio peixe. Além disso, os espécimes de panga vivem aglomerados em pequenos espaços, são alimentados com ração e representam um perigo para as espécies autóctones.

O impacto social da agricultura em fazendas de peixes não é mínimo. O panga é um peixe muito barato, e isso se deve, em parte, aos baixos salários e às más condições da força de trabalho.

Como escolher um bom peixe?

Embora o peixe panga tenha má reputação, comê-lo não é perigoso. Para manter a segurança, seria interessante limitar o consumo a uma vez por semana no caso de adultos, e uma vez a cada duas semanas no caso de crianças.

Porém, dados os aspectos negativos que deram a má fama ao panga, podemos fazer outras recomendações para manter um consumo de peixe mais saudável e responsável. Se quisermos consumir peixes com base em critérios de sustentabilidade, tradição culinária e saúde, devemos priorizar os seguintes aspectos:

  • Consumir peixes que não sejam cultivados, e sim capturados com métodos que respeitem o meio ambiente.
  • Consumir os peixes típicos das nossas regiões, comprados em mercados e peixarias locais.
  • Prefira as espécies menores, pois elas acumulam menos metais pesados ​​em seus tecidos. 
  • Escolha diferentes variedades entre as opções possíveis. A variedade na dieta é uma das maneiras de garantir que ela seja mais balanceada e tenha menos riscos.

Como fonte de proteínas, minerais e ácidos graxos essenciais, o peixe é um bom aliado da nossa alimentação. Agora sabemos como melhorar a escolha deste alimento tão importante para uma alimentação variada e saudável.

Pode interessar a você…

Quais são os peixes livres de anisakis?

Fonte noticias.r7.com/saude

Brasil é o 22º país em número de mortes por milhão de habitantes

O Brasil é, em termos absolutos, o segundo país do mundo mais atingido pela pandemia do novo coronavírus, com mais de 11.3 milhões de casos e mais de 275 mil mortes por complicações da covid-19. No total de infecções confirmadas, o país voltou a passar a Índia ao longo da semana. Em termos proporcionais, no entanto, está mais longe do topo.

Com os números de todo o planeta até a última sexta-feira (12), o Brasil é o 22º país do mundo em mortes por milhão de habitantes, segundo o portal OurWorldInData, da Universidade de Oxford, no Reino Unido. O país tem uma proporção de 1.294 mortes por milhão

Além dos EUA, que ocupam a primeira colocação mundial tanto em casos quanto em mortes no absoluto e está em 11º na proporção de mortes por milhão, estão na frente do Brasil 17 países europeus, o México e o Peru.

O primeiro colocado nessa estatística é San Marino, com 2.268 mortes por milhão. No entanto, em números absolutos são apenas 77 mortes, em uma população de pouco mais de 33 mil pessoas. Em seguida, vêm a República Tcheca, com 2.135 mortes por milhão e a Bélgica, com 1.932.

O Brasil registra mais de 10 milhões de pessoas recuperadas da covid-19, número que supera a quantidade de casos ativos, de 1.087.295, que são os pacientes em acompanhamento médico, segundo o Ministério da Saúde. O país também já vacinou 9,4 milhões de pessoas.

A pasta informa que a doença está presente em todos os municípios brasileiros e que mais da metade das cidades apresentam entre 2 e 100 casos. Em relação a mortes, 1.856 municípios tiveram novos registros, sendo que 974 dispõem de apenas um óbito confirmado.

O Brasil soma 275.105 mortes por covid e 11.363.380 milhões de casos, sendo 85.663 registrados em um dia. O Ministério afirma que 2.216 pessoas morreram nas últimas 24 horas.

Fonte noticias.r7.com/saude

O que são os excipientes de medicamentos?

Para saber quais são os excipientes que um medicamento contém, basta consultar a bula ou o rótulo. Neste artigo, explicaremos como se informar melhor sobre esses componentes do medicamento.

O que são os excipientes de medicamentos?

Última atualização: 13 Março, 2021

Com certeza você já conhece a expressão “excipientes de medicamentos” porque já a viu muitas vezes, mesmo que seja lendo a bula de um remédio. No entanto, você sabe exatamente a que esse termo se refere?

Os excipientes de medicamentos são os componentes da formulação excetuando o princípio ativo, que é a molécula terapêutica. Nesse sentido, um medicamento consiste principalmente em um princípio ativo e excipientes. Estes excipientes são usados ​​para atingir a forma de dosagem desejada.

A forma farmacêutica é, portanto, o arranjo individualizado ao qual os medicamentos e excipientes são adaptados. Em outras palavras, é a aparência física que é dada aos medicamentos para facilitar a sua administração. Por exemplo, o xarope é uma forma de dosagem para admiração oral, enquanto os comprimidos são uma forma de dosagem diferente.

Em última análise, os excipientes são combinados com princípios ativos ou fármacos em diferentes formas farmacêuticas (para administração oral, intravenosa, anal, etc.) para sintetizar um medicamento, que é a combinação das substâncias acima mencionadas.

Para que servem os excipientes dos medicamentos?

Pessoa tomando medicamentos

Os excipientes têm a função de facilitar o preparo, armazenamento e administração de medicamentos. Além disso, eles são os únicos componentes que podem diferir entre um medicamento de marca e um medicamento genérico.

A seguir, nomeamos alguns dos tipos de excipientes mais usados:

  • Aglutinantes: sua função é manter os componentes juntos. Alguns dos mais usados ​​são amidos, açúcares, lactose e açúcares como o xilitol.
  • Diluentes: preenchem o conteúdo de um comprimido ou cápsula para obter uma apresentação conveniente para o consumo. A celulose vegetal é um excipiente amplamente utilizado em comprimidos ou cápsulas de gelatina dura.
  • Desintegrantes: fazem com que a liberação dos princípios ativos melhore no trato digestivo.
  • Lubrificantes: são essenciais para evitar que se formem grumos ou que os ingredientes grudem nas máquinas durante a fabricação. Algumas das substâncias mais comumente usadas para esse fim são minerais comuns como o talco. Também se utiliza gordura de esteroides.
  • Cobertura: esses excipientes são responsáveis ​​por proteger os ingredientes dos agentes atmosféricos como o ar ou a umidade. Além disso, ajudam a fazer com que os comprimidos sejam engolidos com mais facilidade. Geralmente é usada uma camada de celulose que não contém nenhuma substância alergênica.
  • Adoçantes: a principal função desses excipientes é favorecer a deglutição dos comprimidos, melhorando o seu sabor.
  • Aromatizantes e corantes: melhoram as propriedades organolépticas dos medicamentos e, consequentemente, melhoram a adesão ao regime terapêutico.

Leia também: Alergia ao leite e intolerância à lactose: quais são as diferenças?

Como os excipientes de medicamentos aparecem na bula?

Mulher lendo a bula de remédio

Os excipientes são normalmente substâncias inertes, ou seja, não provocam nenhum efeito no organismo. No entanto, em algumas ocasiões é possível que tenham uma ação ou um efeito reconhecido, como alergias ou intolerâncias.

Por isso, você deve sempre se informar sobre a composição de um medicamento e garantir o seu uso correto.

Para saber os excipientes que um medicamento contém, basta consultar a bula ou o rótulo. Na primeira, os excipientes estão totalmente expressos, ou seja, primeiro com a Denominação Comum Internacional, que é o nome pelo qual é conhecido, seguido da letra “E” -que nem sempre aparece- e por fim seu número correspondente.

No entanto, no rótulo pode aparecer apenas com a letra “E” e o número correspondente; o nome comum não precisa aparecer. Vamos pegar o excipiente chamado dióxido de titânio como exemplo. Nos medicamentos que o contêm, a bula deve dizer: “dióxido de titânio E171”.

Graças a esta informação incluída na bula, muitos problemas de saúde podem ser evitados. Por exemplo, os pacientes celíacos podem verificar se a formulação contém glúten. Da mesma forma, os pacientes com intolerância à lactose podem ver se há algum componente que os afeta.

Descubra também: Administração de medicamentos por via nasal

Conclusão

Os excipientes de medicamentos são essenciais para a fabricação dos mesmos. Melhoram o sabor, a aparência, a absorção e a distribuição da fórmula.

Como alguns deles podem produzir efeitos alérgicos ou intolerantes, é essencial que, antes de tomar um medicamento, você leia a bula ou consulte seu médico ou farmacêutico.

Pode interessar a você…

Como saber se um medicamento contém glúten?

Fonte noticias.r7.com/saude

Estudo aponta eficácia de uma dose de vacina em quem já teve covid-19

Pesquisadores da Escola de Medicina Icahn em Nova York, nos Estados Unidos, desenvolveram um estudo publicado no periódico acadêmico New England Journal of Medicine apontando a eficácia da aplicação de uma dose das vacinas da Pfizer e da Moderna em pacientes que já tiveram covid-19.

O estudo, publicado na forma de carta e não como artigo revisado, analisou 110 participantes de um teste clínico, sendo que um grupo já havia tido diagnóstico positivo de covid-19 e outro que ainda não havia sido contaminada pelo vírus.

Os participantes que já haviam tido covid-19 desenvolveram mais rapidamente anticorpos com uma dose. Já os não infectados previamente tiveram baixa resposta na criação de anticorpos até o 12º dia depois da vacinação, a sua maioria após este período.

O desempenho dos previamente infectados foi superior também ao de pessoas que receberam duas doses das vacinas adotadas na pesquisa. Neste grupo, a aplicação da 2ª dose não revelou mudanças significativas no sistema imunológico contra o vírus.

Os pesquisadores também avaliaram os efeitos colaterais. Eles foram maiores nos participantes que já haviam contraído covid-19, mas em nenhum dos casos houve eventos adversos que levassem à hospitalização.

“Nós descobrimos que uma dose das vacinas gerou rápida resposta em participantes soropositivos [do novo coronavírus], com níveis de anticorpos similares ou superiores a participantes soronegativos que receberam duas doses. Mas se uma dose destas vacinas provê proteção efetiva em soropositivos ainda requer investigação”, concluem os autores.

Fonte noticias.r7.com/saude

EUA, Índia, Japão e Austrália fazem pacto por vacinas para Ásia

Os Estados Unidos e três de seus parceiros mais próximos na região do Indo-Pacífico se comprometeram, nesta sexta-feira (12), a fornecer até 1 bilhão de doses de vacina contra o coronavírus para a Ásia até o final de 2022, em uma reunião cuidadosamente coreografada para conter a crescente influência da China na região.

Leia também: EUA passam de 100 milhões de doses de vacinas já aplicadas

O presidente dos EUA, Joe Biden, e os líderes de Austrália, Índia e Japão — países juntos conhecidos como Quad — prometeram em sua primeira cúpula moldar um Indo-Pacífico livre e aberto, com cooperação em segurança marítima, cibernética e econômica, todas questões vitais para as quatro democracias diante dos desafios de Pequim.

“Estamos renovando nosso compromisso de garantir que nossa região seja regida pelo direito internacional, comprometida com a defesa dos valores universais e livre de coerção”, disse Biden a seus colegas, sem citar a China.

Seu conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, classificou a cúpula virtual como um grande dia para a diplomacia norte-americana, enquanto os EUA buscam revitalizar suas alianças e se aproximar de Pequim com uma posição de força antes de uma reunião de alto escalão EUA-China no Alasca na próxima semana.

“Os quatro líderes discutiram o desafio apresentado pela China e deixaram claro que nenhum deles tem ilusões sobre a China”, disse Sullivan a repórteres mais tarde, acrescentando que todos acreditam que a democracia pode vencer a “autocracia”.

Em uma declaração conjunta, Biden, o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, prometeram trabalhar de forma estreita na distribuição de vacinas contra a Covid-19, clima e segurança.

“Nós lutamos por uma região que seja livre, aberta, inclusiva, saudável, ancorada por valores democráticos e sem coerção”, acrescentaram.

Fonte noticias.r7.com/saude