Brasil registra 3.305 mortes por covid e 85,7 mil casos em 24 horas

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 3.305 mortes por covid-19 e 85774 novos casos da doença, segundo dados enviados pelos estados ao Conass (Conselho Nacional de Secretário de Saúde) nesta sexta-feira (16).

Com os novos números, o país chega à marca de 368.749 mortos nesta pandemia. O acumulado de casos atinge 13.832.455 dos quais o Ministério da Saúde estima que mais de 12,2 milhões já estejam curados.

São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com maiores números de infectados. Enquanto São Paulo, Minas Gerais Rio de Janeiro estão no topo da lista de óbitos.

A média móvel de mortes dos últimos sete dias está em 2.862, redução de 5% quando comparado ao número de duas semanas atrás.

Já a média móvel de casos dos últimos sete dias é de 65.612, também com queda de 9% em relação ao dia 2 de abril.

A taxa de letalidade da doença, que já chegou em 2,5%, subiu nas últimas semanas e agora é de 2,7%.

Fonte noticias.r7.com/saude

BH antecipa aplicação de 2º dose de vacina em idosos de 74 a 71 anos

A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou, nesta sexta-feira (16), que vai antecipar a aplicação da segunda dose da vacina contra a covid-19 em idosos com idade entre 74 e 71 anos.

O Executivo afirmou que decidiu adiantar as datas para “ampliar e agilizar a imunização dos grupos prioritários”.

A prefeitura também informou que segue o intervalo de aplicação recomendado pelo Ministério da Saúde, que é entre 14 e 28 dias. Essa faixa etária começa a receber a segunda dose com um intervalo de 19 a 22 dias, levando em conta que eles começaram a ser imunizados entre os dias 26 e 29 de março.

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A campanha de vacinação na capital mineira acontece em mais de 150 postos de Saúde de BH, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30, e aos sábados até às 15h30. Já nos pontos drive-thru, a aplicação começa um pouco mais tarde, às 8h. Os endereços estão no site da Prefeitura de Belo Horizonte.

Veja o calendário de vacinação dos grupos convocados:

– 74 e 73 anos: segunda dose a partir deste sábado (17)
– 72 e 71 anos: segunda dose a partir de segunda-feira (19)

Para se vacinar, o idoso deve levar um documento de identidade com foto, CPF, comprovante de residência e o cartão de vacinação para comprovar que já recebeu a primeira dose.

Veja o avanço da vacinação pelo Brasil:

*Estagiário do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento

Fonte noticias.r7.com/saude

Ministério da Saúde recomenda adiar gravidez devido à pandemia

O Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira (16) que as mulheres adiem os planos de gravidez por causa da pandemia de covid-19, uma vez que as novas variantes do coronavírus têm sido mais agressivas quando acometem gestantes, segundo autoridades da pasta.

O secretário de Atenção Primária do ministério, Raphael Câmara Medeiros Parente, afirmou, em entrevista coletiva, que a recomendação de adiamento não se aplica a mulheres mais velhas que queiram engravidar, mas, no caso das mais jovens, permitirá uma gestação mais tranquila.

“Neste momento de pico pandêmico que a gente está, que há uma situação inclusive de desarticulação das maternidades, pela situação que está acontecendo em alguns locais, deve ser avaliado… caso possível, postergar um pouco a gravidez para um melhor momento, e que você possa ter a sua gravidez de forma mais tranquila”, afirmou Parente.

“É óbvio que a gente não pode falar isso para alguém que tem 42, 43 anos, mas para uma mulher jovem, que pode escolher um pouco o seu momento de gravidez, o mais indicado agora é que você possa esperar um pouquinho até a situação ficar um pouco mais calma”, acrescentou.

Ele afirmou que novas variantes do vírus têm se mostrado mais agressivas para as grávidas, inclusive nos momentos iniciais da gestação.

A variante P.1, originada em Manaus, se tornou a predominante no Brasil, sendo responsável, em parte, pelo aumento explosivo de número de casos de covid-19 no país por ser até 2,5 vezes mais transmissível.

“A visão clínica, de especialistas, nos mostra que essa variante nova tem uma ação mais agressiva nas grávidas. Antes estava muito mais ligado ao final da gravidez e puerpério, e hoje a gente já vê uma evolução mais grave inclusive no segundo trimestre [de gravidez], quiçá por vezes no primeiro trimestre”, afirmou.

Na mesma entrevista, Parente disse que a pasta estuda ampliar a recomendação de vacinação de grávidas contra covid-19 para todas as gestantes, e não apenas para aquelas que têm comorbidade, que está em linha com o que é preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

Fonte noticias.r7.com/saude

Diretora de UBS é afastada suspeita de desviar 300 doses contra covid

Uma diretora foi exonerada preventivamente após uma denúncia de desvio de 30 frascos, que armazenavam 300 doses, de vacina contra covid-19 na UBS (Unidade Básica de Saúde) Santo Onofre, em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo. A exoneração ocorreu no dia 8 de abril.

Segundo a Prefeitura de Taboão da Serra, não é possível afirmar que houve desvio de doses da UBS até o fim do processo administrativo e sindicância, que já foi instaurada. Até lá, a profissional segue afastada de suas atividades na unidade.

O município afirmou que, após finalizada a apuração, se for o caso, será aplicada a Lei Municipal 2.367 de 17/03/2021, que considera falta gravíssima o não cumprimento da ordem cronológica de vacinação dos grupos prioritários. 

Ainda de acordo com a Prefeitura de Taboão e a Secretaria de Assuntos Jurídicos, não há um prazo determinado para o encerramento da sindicância.

Fonte noticias.r7.com/saude

Ao menos 11 estados admitem nível crítico no estoque de kit intubação

Ao menos onze estados admitem que estão com os estoques dos chamados “kits de intubação” em níveis críticos ou abaixo dos patamares recomendáveis para a medicação e tratamento de pacientes graves de covid-19. Na maioria dos casos, a previsão é de que os itens armazenados durem mais quatro ou cinco dias. Por causa da escassez, hospitais de Minas Gerais estão paralisando atendimentos. No Sul, as unidades estão se organizando para importar os remédios sem depender do governo federal.

Os Estados com maior risco de falta de medicamentos são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Rio, Minas, Rondônia, Roraima, Pernambuco, Tocantins, Acre e Amapá. Ainda não há falta total dos remédios, mas os níveis estão longe do ideal. “Os estoques são críticos, mas não há casos de desabastecimento”, explica a Secretaria de Saúde do Tocantins.

Importação

O Ministério da Saúde está com dificuldades para refazer a reserva técnica de remédios do kit intubação. O governo tentou comprar doses para seis meses, mas só conseguiu 17% do planejado. Os Estados reclamam que o Ministério da Saúde vem fazendo requisições administrativas para as fábricas destinarem o excedente de sua produção para o órgão desde o mês de março.

A iniciativa privada também está ajudando. O primeiro lote com 2,3 milhões – de um total de 3,4 milhões – de medicamentos para intubação chegaria ontem à noite ao aeroporto de Guarulhos. A iniciativa partiu de um grupo de empresas que se uniu diante do agravamento da pandemia da covid-19 no Brasil. Todos os medicamentos serão doados ao Ministério da Saúde em quantidade suficiente para a gestão de 500 leitos pelo período de um mês e meio.

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Por engano, cinco crianças são vacinadas contra covid em Diadema

Cinco crianças receberam, por engano, a vacina contra covid-19 em uma UBS (Unidade Básica de Saúde), em Diadema, na região metropolitana de São Paulo, nesta quinta-feira (15). As profissionais que aplicaram a CoronaVac no lugar da dose contra a gripe foram afastadas da função pela prefeitura.

Segundo a Prefeitura de Diadema, a vacinação contra covid-19 e a de influenza são feitas em salas separadas. No entanto, houve um erro de logística na UBS do Jardim das Nações.

A Secretaria de Saúde da cidade informou que as crianças serão acompanhadas pelos próximos 42 dias e uma médica da Atenção Básica foi orientada a acompanhar os casos de perto.

Em nota, a prefeitura condenou a aplicação equivocada do imunizante e informou que “abriu processo administrativo para apuração dos fatos e das responsabilidades dos envolvidos, para adoção das medidas cabíveis em relação ao ocorrido”. 

Segundo a prefeitura, “assim que identificada a ocorrência, os pais das crianças vacinadas foram imediatamente convocados na unidade para os devidos esclarecimentos e orientações”. 

A administração municipal disse ainda que segue as diretrizes da Vigilância à Saúde e Atenção Básica e reforçou que o ocorrido “foi um caso isolado”.

Fonte noticias.r7.com/saude

Governo de MG suspende ‘onda roxa’ na Grande BH e mais 4 regiões

O Governo de Minas anunciou, nesta quarta-feira (14), a suspensão da “Onda Roxa” na região metropolitana de Belo Horizonte e em mais quatro regiões do Estado.

Com isso, as cidades da Grande BH e das regiões Jequitinhonha, Norte, Sul e Sudeste avançam para a “onda vermelha”, que permite o funcionamento de todas as atividades e até a realização de eventos presenciais com até 30 pessoas. A cidade de Curvelo e a microrregião de Manhuaçu também evoluem para a onda menos restrita.

De acordo com o governador Romeu Zema (Novo), que comemorou a decisão, no entanto, é preciso continuar com os cuidados para evitar a disseminação do coronavírus.

— Cerca de 60% a 70% do Estado está, agora, na Onda Vermelha. Essa é uma evolução muito grande, mas estamos longe de termos um conforto. E isso tem que ficar claro. Ainda temos um sistema hospitalar que opera com carga pesada. Os profissionais de saúde estão cansados e as vagas são poucas. Temos de lembrar que precisamos continuar tomando os cuidados. 

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Bacheretti, não está descartado, no entanto, um retorno à onda roxa, caso os indicadores voltem a piorar. 

— A Onda roxa continua sendo uma alternativa. As regiões estão progredindo e é importante que o gestor público local e a população entendam que o vírus continua circulando e que mantenhos os cuidados para que não tenhamos que voltar a ela. 

Fonte noticias.r7.com/saude

Médica que aplicou nebulização de hidroxicloroquina é demitida no AM

A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas demitiu e investiga a médica ginecologista Michelle Chechter, que trabalhava na maternidade Instituto da Mulher Dona Lindu, em Manaus, por aplicar nebulização de hidroxicloroquina como tratamento para covid-19. Pelo menos uma paciente morreu após o procedimento, conforme a secretaria.

A mulher morta depois da nebulização havia acabado de dar à luz. A pasta informou que o tratamento não faz parte dos protocolos terapêuticos do Instituto Dona Lindu “nem de outra unidade da rede estadual de saúde, ainda que com o consentimento de pacientes ou de seus familiares”, diz nota da secretaria. O bebê passa bem.

Conforme a pasta, “o procedimento tratou-se de um ato médico, de livre iniciativa da profissional, que não faz mais parte do quadro da maternidade, onde atuou por cinco dias”. O comunicado diz também que “tão logo tomou conhecimento do ato, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas determinou abertura de sindicância e o afastamento da profissional”.

A morte da paciente ocorreu em fevereiro, mas somente agora foi tornada pública. A secretaria diz que a médica passou a fazer parte da equipe em 3 de fevereiro “após contratação em regime temporário pela secretaria junto com outros 2,3 mil profissionais de saúde, via banco de recursos humanos disponibilizados ao Estado pelo Ministério da Saúde”.

A secretaria afirma que uma outra paciente sobreviveu à nebulização de hidroxicloroquina. “Conforme o instituto informou à secretaria, duas pacientes foram submetidas ao tratamento de nebulização de hidroxicloroquina. Ambas assinaram termo de consentimento, como relatado em prontuário. Uma das pacientes veio a óbito e a outra teve alta. Todas as informações sobre o atendimento estão registradas em prontuário”, afirma a pasta.

O texto diz ainda que a secretaria e o instituto não compactuam com a prática de “qualquer terapêutica experimental de teor relatado e não reconhecida e entendem que tais práticas não podem ser atribuídas à unidade de saúde, que tem como premissa o cumprimento da lei e dos procedimentos regulares, conforme os órgãos de saúde pública e os conselhos profissionais”.

A paciente de Manaus não é a primeira a morrer depois de passar por nebulização de hidroxicloroquina. Em março, três pacientes que passaram pelo procedimento morreram durante o tratamento em Camaquã, no Rio Grande do Sul. A nebulização foi aplicada no Hospital Nossa Senhora Aparecida, que, assim como a maternidade de Manaus, informou que o procedimento não faz parte de seus protocolos.

Selo de ‘tratamento precoce’

A ginecologista Michelle Chechter respondeu da seguinte maneira a pedido de contato feito pela reportagem: “nesse momento não estou conseguindo dar entrevistas. Futuramente entro em contato”. Em suas redes sociais a médica mantém um selo com os dizeres “covid-19. Eu apoio o tratamento precoce”. O chamado “tratamento precoce” é o uso de medicamentos sem comprovação de eficácia contra covid-19, como cloroquina e ivermectina.

Pelo menos uma publicação sobre eficácia da cloroquina da médica na rede social Facebook foi marcada como “informação falsa”. Michelle Chechter é ainda apoiadora do presidente da República, Jair Bolsonaro, que também defende o uso de medicamentos sem eficácia contra a doença. Em publicação recente a médica publicou fotos da visita de Bolsonaro a Chapecó, em Santa Catarina, município que teria supostamente conseguido reduzir internações por covid-19 com uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença.

A cidade, no entanto, à época da visita do presidente, no início do mês de abril, tinha 100% dos leitos de unidade de terapia intensiva ocupados, além de ter mais mortes por covid-19 por 100 mil habitantes que Santa Catarina e o Brasil. Segundo Bolsonaro, Chapecó tinha feito um “trabalho excepcional” na pandemia e deu liberdade a médicos para prescreverem o “tratamento precoce”.

Fonte noticias.r7.com/saude

‘Tenho que dar o leite da criança’, diz usuário do transporte de SP

No quarto dia do retorno de São Paulo à fase vermelha para tentar conter o contágio pelo novo coronavírus, os passageiros do transporte público enfrentaram mais uma manhã com aglomeração nas composições e plataformas, principalmente nas estações Luz, Brás e Sé, locais de interligação entre os modais.

Na Sé, na região central, os trens da linha 3-Vermelha do Metrô que vinham da estação Corinthians-Itaquera, na zona leste da capital, já chegavam cheios no horário de pico.

O escalonamento de entrada e saída de funcionários dos serviços essenciais não tem sido respeitado e ainda há acúmulo de passageiros em determinados horários, sendo impossível praticar o distanciamento social. 

O estoquista David Santos, de 27 anos, sai de São Miguel Paulista, no extremo leste, e vai até Pinheiros, na zona oeste, utilizando transporte público. “Tem pessoas que não têm condições de ficar em casa. Eu acabei de ter um filho, tenho que trabalhar pra dar o leite para a criança”, afirma.

Segundo ele, as restrições ao comércio têm sido muito pesadas. “Os restaurantes próximos do meu trabalho fizeram os protocolos, seguiram as restrições de público, mas, mesmo assim, fecharam. Então, muita gente vai quebrar”, lamenta.

Ricardo Silva, de 33 anos, perdeu três vizinhos para a covid-19, um deles na semana passada. Ele revela que na zona leste de São Paulo continuam ocorrendo festas e bailes e os frequentadores não usam máscara de proteção. Ele faz diariamente o trajeto da estação Dom Bosco até o Bom Retiro, no centro.

“Fechar o comércio era pra ter fechado lá atrás, agora fica abre e fecha, fica ruim pra todo mundo. O transporte tá cheio todo o dia, não tem o que fazer. Minha esposa trabalha na saúde e foi vacinada. Eu sempre tomo meus cuidados”, comenta.

A assistente de estilo Elaine Vieira, de 25 anos, já teve um caso de covid-19 em casa: o marido foi contaminado, mas se recuperou em casa. “[Transporte] tá muito cheio. Fecham tudo, mas tá tudo funcionando irregular, escondido, então não resolve nada”, destaca.

Rui Vitorino tem 30 anos e é limpador de vidros. Utiliza o transporte público de Guaianases, na zona leste, até o Sacomã, na zona sul. Ele fez seis testes para o coronavírus, mas todos tiveram resultado negativo. “A vacina tem vir o mais rápido possível, essa é a solução. Minha esposa está grávida, tenho que trabalhar, não tem outro jeito. A gente trabalhando pode pegar o vírus e transmitir para outras pessoas. Temos que rezar pra não pegar”.

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