Música: arte ou entretenimento?

Música

A música possui uma forte presença em nosso cotidiano, mas, como toda criação humana, é constantemente relacionada a outro termo. Afinal de contas, a música é arte ou entretenimento?

Há aqueles que a relacionam a arte, mas outros que rebatem e defendem que o dinheiro corrompeu a arte, que deixou de ser algo emotivo para atender a expectativa de lucro. Artistas que se motivam a apenas o entretenimento do público fortalecem essa ideia. Entretanto, do que se trata esses conceitos? Leia mais:

Arte e entretenimento

A arte se trata de um conceito extremamente amplo e até mesmo difícil de ser definido. Esse conceito para muitos engloba a capacidade de desenvolver algo inovador e inédito, que permita uma ligação direta ou indireta do expectador da obra. Muitos interligam essa vertente ao emocional.

É através do conflito desse fator emocional com o fator racional que surge a definição pessoal de cada um sobre a arte. Há aqueles que veem a arte como algo puro e só objetividade pelos sentimentos e emoção. Contudo, se a finalidade da música é entreter ela, a partir dessa perspectiva, já não é considerada mais arte.

No entanto, há também quem apoie a relação entre o entretenimento e a arte. É sobre essa perspectiva que surge a ligação entre música com o objetivo de entretenimento ou não, é em seu estado considerada arte, uma vez que se entreter é libertar as emoções e manter uma conexão com o público.

Lucro de produção

É no momento que o tópico do dinheiro entra em questão que a conversa geralmente rende mais, pois existem produtores que só entraram no mercado visando justamente um melhor retorno. Todos trabalham visando um lucro para realizar suas metas, isso é normal, porém, pelo motivo da pauta ser especificamente o relacionamento entre música e arte, muitos a descartam nesse assunto.

Logo, quando a música é relacionada apenas ao dinheiro, não significa que ela não possui certa qualidade, mas não foi tão íntima quanto as demais, e com isso, é a falta desse sentimentalismo que o artístico é descartado.

Artistas e produtores

Quem está por dentro da música, seus lançamentos e polêmicas, sabe que frequentemente, artistas e produtores se desentendem e vão parar na justiça. Os produtores que visam o lucro geralmente inibem o artista, seja cantor ou banda, de se expressar e o impedem de ter intervenção nos detalhes e nas características da própria música. O apoio da gravadora pesa, e muitas vezes o músico tem sua liberdade e criatividade silenciada.

Os artistas musicais também podem ter interesse somente no financeiro de seu trabalho, nada impede de ser sua própria decisão não ter contato com a produção da música em si; mas, para quem não acha esse fator relevante, a música continua sendo arte, e a arte continua podendo ser enraizada na música. A verdade no final das contas é que para a música ser considerada arte ou entretenimento depende de quem a produz e quem a escuta.

Moda agênero: a liberdade de se vestir bem

Moda agênero

A moda sem gênero tem ganhado força não só nas passarelas da moda, mas também no estilo das celebridades e pessoas do mundo inteiro. Abrangendo além do público adulto, mas também o infantil e o teen. A nova geração é justamente a responsável por essa revolução no mundo da moda, pregando que o gênero não influencia e não é um fator determinante na escolha de como se vestir e que não há divisão de vestuário feminino ou masculino.

A moda genderless, termo traduzido para o inglês, vem ganhando espaço nos guarda-roupas das pessoas, as permitindo desenvolver o seu estilo sem se limitar e esbanjando mais conforto e originalidade. Peças oversized, de dimensão mais largas e de ampla modelagem. Entretanto, a moda agênero não se limita a essas especificações e a cores de cores pasteis, neutras e simples. O movimento estabelece que a roupa não possui gênero e que a moda não foi feita por distinções, você pode e deve vestir da maneira que quiser. Saiba mais:

Liberdade que vem de dentro

A moda agênero, genderless, gênero neutro ou unissex é idealizada pelos estilistas como a amplificação de um pensamento que normatiza esse estilo, desmistificando a ideia e as divisões do modelo organizacional que realiza a segmentação, não apenas de roupas, mas de produtos entre o feminino e masculino.

Muitos adeptos desse estilo de se vestir, utilizam da moda uma forma de se expressarem, de criticarem e de se abrirem mais quanto aos seus pensamentos e ideais. Não importa em qual divisão a peça se encontra, se ela serviu e está no seu gosto e de acordo com a sua personalidade, ela já pode está presente em seu guarda-roupa.

O desafio dos estilistas de se afastarem das definições de gênero

Para alguns estilistas, a idealização e a confecção de peças de roupa agênero é algo complicado, uma vez que estão acostumados a seguir os padrões pré-definidos que se remete a sua divisão. Com isso, se abre as portas de uma nova forma de pensar, de uma nova maneira de ver a moda, o que fez com que eles não se limitassem a tantas regulamentações. Querendo ou não quando se há total liberdade de produção, nem tudo se facilita.

Um exemplo de dificuldade encontrada na hora de criar as modelagens é o tamanho uniforme e calculadopara diferentes corpos. Os ombros de uma mulher, por exemplo, mede 11cm, e o de um homem por volta de 14 ou 15 cm. São essas intervenções que podem fazer com que toda essa libertinagem se torne em um desafio.

O foco de alguns estilistas é justamente romper com a ideia de gênero da moda, fazer com que as roupas não sejam feitas para determinado sexo, mas sim para pessoas. A roupa se tornaria algo inclusivo, já que se adaptariam e se moldariam a qualquer tipo de corpo.

Se liberte

Se você está por dentro dessa revolução de conceitos e deseja se libertar por meio do seu vestuário, nada melhor do que começar a não se reprimir. Não se limite ao setor feminino e masculino, imagine uma loja sem separações e compre o que te faz bem. Mesmo que já esteja satisfeito com o que veste, tentar algo novo não te trará desconforto algum. Vista-se bem e de bem com você.