Austrália: Sydney reabre após 106 dias de confinamento

Os habitantes de Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, enfrentaram o céu cinzento e a chuva para tomarem as ruas nesta segunda-feira (11), ainda domingo (10) no Brasil, após quase quatro meses de confinamento devido a um surto da variante Delta de covid-19.

Os mais de cinco milhões de habitantes de Sydney passaram 106 dias em ‘lockdown’ para conter o contágio do coronavírus. A suspensão das restrições foi possível devido ao declínio das infecções e ao aumento da vacinação, que atinge mais de 70% da população com mais de 16 anos.

Cafés e restaurantes abriram suas portas para os vacinados, enquanto pessoas desgrenhadas faziam fila em frente aos salões para cortar o cabelo.

“O clima está ótimo esta manhã”, disse Hannah Simmons, dona do Gordon’s Café no distrito de praia de Clovelly, que conseguiu manter seu negócio funcionando com entrega de comida.

Para muitos, o fim do confinamento foi uma oportunidade para ir às compras. À meia-noite, centenas de pessoas correram para lojas de descontos e as imagens nas redes sociais mostraram longas filas dentro do local.

Desde junho, lojas, escolas, salas de aula e escritórios foram fechados para trabalhadores não essenciais, com restrições sem precedentes às liberdades individuais. As restrições foram aplicadas a tudo, desde viajar mais de cinco 5 km de casa, visitar parentes, praticar esportes, ir a supermercados e comparecer a funerais.

“Poucos países tomaram medidas tão severas ou extremas contra a covid como a Austrália”, afirmou à AFP Tim Soutphommasane, acadêmico e ex-comissário para a discriminação racial no país.

Haverá limites para multidões, enquanto as fronteiras internacionais e as escolas permanecerão completamente fechadas por mais algumas semanas.

A Austrália conseguiu conter as infecções por coronavírus por meio do fechamento de fronteiras, bloqueios e uma política de testes agressiva. Mas a variante Delta acabou com o sonho de “zero covid”, especialmente nas grandes cidades de Sydney e Melbourne.

Fonte noticias.r7.com/saude