Agência europeia reafirma segurança da vacina AstraZeneca

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) voltou a afirmar nesta quarta-feira (31) que a vacina anticovid da Universidade de Oxford e da AstraZeneca é segura e que não há fatores de risco específicos por idade, gênero ou problemas de coagulação.

A revisão dos documentos veio após a nova suspensão de uso do imunizante em Berlim, na Alemanha, para mulheres com menos de 60 anos.

Segundo o governo local, houve casos de coágulos raros, e a pausa foi realizada para fazer um aprofundamento.

“Na presente revisão, não foram identificados fatores de risco específicos, como idade, gênero ou para quem tem um histórico médico de problemas de coagulação, para esses eventos raros. Uma conexão causal entre a vacina ainda não foi comprovada, mas é possível e futuras análises estão em andamento”, diz a nota oficial.

Segundo a EMA, participaram da nova verificação uma série de especialistas externos independentes de diversas especialidades médicas, como hematologistas, neurologistas e epidemiologistas.

“Como comunicamos em 18 de março, a visão da EMA é que os benefícios da vacina da AstraZeneca em prevenir a covid-19, com os riscos associados de hospitalização e morte, superam os riscos dos efeitos colaterais”, ressalta o órgão.

Por conta dessa primeira revisão de março, após diversos países da União Europeia suspenderem o uso da vacina, a EMA solicitou à farmacêutica que adicionasse na bula como possíveis reações adversas raras a possibilidade de trombose ou coágulos. Fato que foi feito nos novos lotes.

Ainda naquele dia, os especialistas apontaram que a média de casos raros do tipo estava abaixo da média “normal” para o ano do bloco europeu.

Além disso, a agência europeia pediu que os profissionais de saúde alertassem quem recebe a Vaxzevria (novo nome oficial do imunizante) para ficarem atentos a possibilidade de ter algum sintoma relacionado à coagulações.

A EMA reiterou que os casos suspeitos devem ser comunicados para o órgão, mas pediu que a vacinação não seja paralisada. Uma nova revisão será publicada entre os dias 6 a 9 de abril.

Fonte noticias.r7.com/saude